Redescubra Jundiahy, o centro histórico entre rios



400 anos de povoação na Bandeira Municipal

360 anos de vila colonial oficial de Portugal

150 anos de cidade oficial do Império do Brasil



As principais ruas do centro histórico oficial entre rios de Jundiaí, que em seu formato original é escrito como Jundiahy, são a rua Direita e a rua dos Antunes (que vão ser melhor conhecidas pelos nomes atuais de rua Barão de Jundiaí e de rua do Rosário). No primeiro traçado da vila colonial, surgida entre 1615 e 1651, elas ligavam o Largo São Bento e o Largo do Pelourinho passando pelo Largo da Matriz e pelo Largo da Cadeia Velha.

Aqui você vai entender que outros caminhos entre os rios também são antigos, alguns decorrentes da mesma época do século XVII.

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Ao longo do caminho, as duas ruas principais no alto do espigão eram cortadas em pelo menos uma delas pela Travessa das Casinhas (depois rua Siqueira de Moraes), pela Travessa da Concórdia (depois rua Coronel Leme da Fonseca), pela Travessa da Padroeira (depois rua da Padroeira), pela Travessa do Triunfo (depois rua Barão do Triunfo), pela Travessa Imperial (depois rua Baronesa do Japi), pela Travessa da Matriz (depois rua São José) e pela Travessa do Pelourinho (depois rua Engenheiro Monlevade).


Outras ruas são tão antigas como essas. Um desses casos é o primeiro caminho ?seco? desse centro histórico entre o rio Jundiaí, o rio Guapeva e o Córrego do Mato. Trata-se da Estrada de Pirapora (atuais ruas Baronesa do Japi, Bom Jesus de Pirapora e talvez o trecho da rua 13 de Maio), que no século XVII ligava essa cidade a Santana do Parnaíba e São Paulo de Piratininga e, no século seguinte, ganhou o nome pelo surgimento da lenda do santuário no meio do caminho. Seu início é no Largo Santa Cruz, antes conhecido como Largo do Rocio, onde também surgiu depois a Estrada do Retiro.


Outro é a Estrada de São João (atual rua Dr. Torres Neves), que recebe esse nome porque no século XVII ligava a cidade a São João de Atibaia, outra das cidades originais paulistas. Seu início é no Largo São José, no eixo da chamada rua do Comércio (depois rua Rangel Pestana).


Também muito antiga é a Estrada de Minas (atual rua Dr. Almeida, rua da Abolição e avenida Itatiba), que ganhou importância no século XVIII e passa do Largo São Bento até a Barreira, passando pelo Largo do Chafariz. Esse trajeto somente passou a ser interrompido parcialmente no final do século XIX, quando chegaram os trilhos da Companhia Paulista e depois da Sorocabana.


As ferrovias motivaram também, no início do século XX, a ocupação das antigas chácaras da encosta da parte alta do centro que usavam o antigo Caminho da Palha (depois rua Prudente de Moraes), que liga inclusive ruas anteriores ao automóvel da região da Barreira com outras também estreitas para pedestres, ciclistas e até carroças da posterior região da Argos.


Também antiga é a chamada rua Torta (depois avenida Paula Penteado), caminho que usava as curvas de nível da outra encosta da parte alta do centro para a passagem de pedestres e cavalos e na industrialização que provocou em 1888 a abertura da chamada Ponte Torta, representando a nova era iniciada no século XiX e associada aos trens, acabando com séculos de hegemonia das tropas de cavalos e mulas para as cargas.


Não podemos esquecer a Estrada Velha de São Paulo (depois avenida Olavo Guimarães, rua Bartolomeu Lourenço, avenida Dr. Cavalcanti e rua Capitão Damásio ? que recebeu o nome do Marechal Deodoro da Fonseca depois do regime republicano). Surgida após a fase inicial da Estrada de Pirapora, provavelmente no século XVIII, conectou as demais estradas pelo lado leste do centro, o mesmo onde surgiria depois da ferrovia na várzea do rio Jundiaí.


Tal estrada terminava nesse centro histórico entre rios em um caminho de boiadas (depois chamado de rua dos Bandeirantes), que ao longo do tempo virou seu prolongamento com o sertão rural dando origem a novas localidades como a freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso de Jundiahy, também no século XVIII. Dessa maneira, a estrada ligou a posterior região da Argos com a área que ficou conhecida como Ponte de Campinas. No caminho, passa pelo Largo São José, pela Estrada de São João e pelo Largo do Chafariz.


No lado oposto o espigão, o caminho que depois virou a rua Torta (e que segue até a escadaria e a travessa que levava ao antigo Beco do Pelourinho, atual rua Marcílio Dias) deu origem com a desaparecidas casinhas do tempo dos bandeirantes da rua Adolfo Gordo (atual rua Zacarias de Goes) até o Largo dos Andradas. Pouco acima, o termo rua Nova (depois rua Senador Fonseca) foi usado até o século XX, há menos de cem anos.


Esses são, de acordo com diversos estudos, os principais vetores de referência para o centro histórico entre rios de Jundiahy. As ruas Direita e dos Antunes (já como Barão de Jundiaí e Rosário) foram estendidas nos séculos XIX e XX para os dois lados, em alguns casos com a demolição ou transferências de imóveis antigos, e ganharam a extensão com ruas como Major Sucupira, Campos Salles ou Leonardo Cavalcanti para os lados do Largo do Cemitério e da Esplanada do Monte Castelo.


Em outras áreas ocorreram processos semelhantes, especialmente nas mudanças de áreas rurais para urbanas ocorridas recentemente em termos históricos e somente ampliadas nos últimos cem anos.


As técnicas de ocupação das várzeas dos rios Jundiaí, Guapeva e do Mato, por exemplo, passaram a ser usadas apenas na segunda metade do século XX ou seja, apenas 350 anos depois do início da povoação. Pouco restou da memória de pescarias, de cerâmicas ou até de um lago com passeio de barcos.  


Essa é a história urbana de um centro interiorano que por todo esse tempo guardou a economia das trocas de frutas e ovos dos quintais de vizinhos, dos conhecimentos agrícolas de caboclos, imigrantes ou escravos, dos apitos das fábricas espalhadas depois por diversos pontos desse centro e seus arredores, dos sotaques carregados no ?t? e nas frases cotidianas como ?ó?, ?vou na cidade?, ?pegar o busão?, ?picar a mula?, ?fuço? e muitas outras.


Relembrando caminhos e lugares: 


Rua Direita

Rua dos Antunes

Travessa do Pelourinho

Travessa da Matriz

Travessa Imperial

Travessa do Triunfo

Travessa da Padroeira

Travessa da Concórdia

Travessa das Casinhas

Largo do Pelourinho

Largo da Matriz

Largo da Cadeia Velha

Largo São Bento

Largo da Cadeia Velha

Estrada de Pirapora

Largo Santa Cruz

Estrada de São João

Largo São João

Barreira

Largo do Chafariz

Caminho da Palha

Estrada Velha de São Paulo

Ponte de Campinas

Largo do Cemitério

Ponte Torta

Companhia Paulista

Largo das Rosas

Largo São Jorge

Bela Vista

Rua Torta

Rua Adolfo Gordo

Estrada do Retiro


Seus lugares possuem nomes antigos guardados na memória dos tempos.

Essa é Jundiahy, contemporânea de Paraty ou Santana do Parnaíba no século 17 e mais antiga que Ouro Preto.

Muitos de seus detalhes e surpresas ainda são pouco explorados. Este portal defende o uso de pequenas placas indicativas dos nomes antigos de ruas e praças, das datas originais das casas e prédios, dos nomes populares de seus largos e ladeiras, tudo dentro de uma educação socioambiental e patrimonial para moradores e visitantes.


MEMÓRIA:

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Largo da Matriz (ou Largo da Catedral) num 7 de Setembro no final dos anos 1940, avistada da já então rua Barão de Jundiahy ou antiga rua Direita, da frente do Solar, com a "moldura" do skyline da Serra do Japi ao fundo, uma jóia rara. Foto do Sr João Janczur, acervo Claudia Janczur Klovrza, enviada por Eduardo Klovrza Jr.

 Parceiro: Sebo Jundiaí






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Largo da Matriz (ou Largo da Catedral) num 7 de Setembro no final dos anos 1940, avistada da já então rua Barão de Jundiahy ou antiga rua Direita, da frente do Solar, com a "moldura" do skyline da Serra do Japi ao fundo, uma jóia rara. Foto do Sr João Janczur, acervo Claudia Janczur Klovrza, enviada por Eduardo Klovrza Jr.

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