CURIOSIDADES

em construção

1

Teatro Polytheama

Polytheama Theater

Em latim, poly significa muitos e, theama, de origem grega, espetáculo. Lugar de muitos espetáculos, surgiu de 1911 como maior cineteatro da fase de modernização cultural do Estado, com 2.910 lugares. Passou para seu formato atual em reforma radical de 1927, com espetáculos como óperas e uma importância intensa na histórica da cidade. Foi restaurado em 1996, com orientação de Lina Bo Bardi e apoio de campanhas populares na década anterior.

OPÇÃO

Teatro Polytheama

A partir de um pavilhão para mais de 2.600 pessoas em 1911, o primeiro cinema e teatro da cidade surgiu da reforma de 1927 ainda com óperas e filmes mudos e tornou-se essencial para todos os tipos de arte. Chegou a ser ruínas na década de 1970, mas uma grande campanha popular estimulou sua restauração em 1996 com orientação de Lina Bo Bardi. É um patrimônio estadual tombado e palco do que indica seu nome composto do latim poly (muitos) e do grego theama (espetáculos).

 

2

Largo da Matriz

Matriz Square

Originário do primeiro núcleo da vila colonial reconhecida por Portugal na década de 1650, tem como referências atuais a praça Governador Pedro de Toledo e a praça Marechal Floriano Peixoto entre as antigas rua Direita (atual rua Barão de Jundiaí) e rua dos Antunes (atual rua do Rosário). Consolidou-se no século 20 como “o centro” pelos moradores dos próprios bairros centrais, transformando a maioria das casas do período colonial.

 

3  

Solar do Barão

Solar do Barão House

O grande casarão do início do século 19, construído ainda com paredes de taipa, é um marco da economia do café durante o Império e seu nome refere-se ao Barão de Jundiaí, um dos mais poderosos líderes locais – até o imperador Dom Pedro II dormiu ali. Abriga atualmente o Museu Histórico e Cultural, criado na década de 1960 e destaque pelas suas exposições e pesquisas e mais o seu grande jardim como atrações permanentes.

 

4

Catedral Nossa Senhora do Desterro

“Our Dame of Exile” Cathedral

A primeira capela católica da inicialmente Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy, estimada em 1651, originou em seguida a igreja matriz de estilo colonial barroco como o mineiro. No final do século 19, uma reforma desenhada por Ramos de Azevedo definiu a versão neogótica que impressiona ainda mais por dentro, com seus vitrais, e em eventos como a celebração anual do Dia da Padroeira da Cidade, em 15 de agosto.

 

5

Largo São José

São José Square

Por mais de 300 anos um do ponto de chegada de estradas para outras vilas coloniais (com as estradas para São João de Atibaia, Minas Gerais, São Paulo de Piratininga e depois Nossa Senhora da Conceição das Campinas), teve como referência a atual praça Dr. Domingos Anastácio e a antiga rua do Comércio (atual Rangel Pestana). Já abrigou um pequeno cemitério e posto de gasogênio para veículos na Segunda Guerra Mundial.

 

6

Galeria Bocchino

Bocchino Gallery

A então inovadora galeria comercial projetada na década de 1960 por Vasco Venchiarutti faz a ligação entre o Largo São José e o Largo da Matriz. Com tradicionais lojas locais no piso de passagem e renomados escritórios nos pisos superiores, substituiu imóveis mais antigos para virar uma movimentada opção de passagem entre ruas e também por curiosidades como os sorvetes de baixo custo no verão. Forma parte de um eixo pedestre entre a Estrada de São João e a Bela Vista.

 

7

Estrada de São João

São João Old Road

A antiga estrada (atual rua Dr. Torres Neves) surgiu por volta de 1700 ligando a vila colonial de Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí e a posterior vila colonial de São João de Atibaia. O trecho central da estrada tem rica história acumulada na cultura, no esporte, no comércio, na ferrovia e na vida urbana da cidade, incluindo basquete e rolimãs, principalmente no século 20.

 

8

Antigo Mercado Municipal

Old Municipal Market

O mercado agrícola municipal surgido para venda de hortaliças dos italianos no século 19 foi parte do fenômeno que tornou Jundiaí conhecida nacionalmente como a Terra da Uva ao abrigar, em 1934, a 1ª Festa Vitivinícola e Industrial que celebrou a descoberta e o manejo em 1933 da variedade local de uvas chamada Niagara Rosada. E continuou sendo mercado até a década de 1970, quando uma das diversas reformas transformou-o em importante espaço público e da cultura que é o Centro das Artes.    

 

9

Escola Conde do Parnaíba

Conde do Parnaíba School

Criado em 1906 como uma das primeiras escolas públicas da cidade, o Grupo Escolar Conde do Parnaíba ocupou seu atual prédio em 1923. Com linhas que eram padrão estadual na época, é um patrimônio tombado pelo Condephaat e segue entre as mais antigas e importantes escolas ativas. Inclui um pequeno museu interno e também o humor popular de “lendas urbanas” sobre a origem de barulhos causados pelo estalar da madeira dos degraus ou das janelas.  

 

10

Antiga Câmara e Fórum

Old City Council and Old Courtroom

O prédio de linhas neoclássicas da esquina da antiga rua Direita (atual Barão de Jundiaí) com rua Coronel Leme da Fonseca abrigou entre 1948 e 1970 o funcionamento conjunto da Câmara de Vereadores e do Fórum de Justiça, no mesmo quarteirão onde a antiga Prefeitura ficava na esquina da rua da Padroeira.  É um dos mais conservados exemplares do século 20 e, indiretamente, também da história política local no período da redemocratização pós-Estado Novo.  

 

11

Antiga Fábrica de Palitos de Fósforo

Old Matchstick Factory

Uma das principais fábricas da região central no século 20, produzia palitos de fósforo das marcas Argos e Guarani que eram um dos produtos industriais que identificavam a cidade em grande parte do país. Tinha uma presença característica de mulheres na linha de produção e era parte do cotidiano urbano dessa fase forte entre 1880 e 1960, antes das rodovias e do distrito industrial.  A avenida União dos Ferroviários, onde está localizada, era então a ferrovia Sorocabana.   

 

12

Largo do Pelourinho

Pelourinho Square

O poste de pedra ou madeira, símbolo de castigo por crimes ou rebeldias na época colonial e escravista, esteve presente nas origens da vila de Jundiahy na década de 1650. A referência atual dessa área é a praça Rui Barbosa, onde a rua dos Antunes (atual rua do Rosário) terminava na igreja de escravos da Irmandade do Rosário e foi transferida em 1922. O prolongamento recebeu o nome de rua Major Sucupira pelo quartel militar, já demolido, que existiu sobre o lendário Beco.

 

13

Fábrica de Vinhos

Vine Factory

Conservando seus traços arquitetônicos principais, o prédio atualmente usado pela função de supermercado abrigou uma das maiores fábricas de vinho do Brasil, organizada depois do “boom” das uvas a partir de 1936 com a compra de 18 sítios pelo comerciante Hermes Traldi. É uma das referências de um processo ligado aos imigrantes italianos que criou na história da cidade tanto os gigantes do setor de bebidas e vinagres como a rede de adegas familiares de vinho na zona rural. 

 

14

Antiga Estação de Água

Old Water Treatment Station

A imponente Estação de Tratamento de Água é um marco da década de 1950, quando as fontes na Serra do Japi usadas desde 1899 e tratadas em uma estação mais próxima da serra foram substituídas pelas fontes da bacia do rio Jundiaí-Mirim e depois sua primeira represa no Horto. É parte do histórico da cidade em saneamento, em que é destaque nacional. Abriga o Velório Municipal para a despedida de moradores falecidos, mas continua mantendo o impacto visual na fachada oposta. 

 

15

Largo do Chafariz

Chafariz Square

O chafariz remanescente e desativado na atual praça Barão do Japy é uma referência da passagem de tropas de cavalos de carga e até de boiadas entre os anos 1700 a 1900, entre o antigo caminho rural da Palha (atual rua Prudente de Moraes) e a antiga estrada das Minas Geraes (atuais rua Abolição e avenida Itatiba, antes dos trilhos).  Outro chafariz, mais recente, funcionou com a típica “cabeça de leão” na praça Orville Green, na esquina com a avenida União dos Ferroviários.

 

16

Largo do Cemitério

Cemetery Square

A área é orientada desde 1860 pelo Cemitério Nossa Senhora do Desterro, então fora da área urbana do século 19 e que mudou a rotina dos sepultamentos carregados em lençóis e espalhados por muitos pontos da região central nos duzentos anos anteriores. Abriga túmulos de personalidades como Domingos Anastácio, Maria Polito, Leonardo Cavalcanti, Ernesto Gould e Manoel Dias e muitos outros. à sua frente esteve o estádio do Paulista Foot Ball Club, fundado em 1909, até a década de 1950  

 

17

Previdência Social

Retirement Agency

A origem apontada em Jundiaí do sistema de aposentadorias e pensões no Brasil, nos debates da primeira greve operária do país em 1906 e depois pelo sistema de fundos de pensão proposto pelo então deputado Eloy Chaves em 1923, lembrada por busto de metal desse empresário e fazendeiro na fachada da agência local. A referência lembra também que a cidade sempre foi parte importante dos debates de empreendedores e trabalhadores ligados ao tema desde o início do século 20.

 

18

Rua Jorge Zolner

Jorge Zolner Street

O nome é do único voluntário jundiaiense morto nos conflitos da Revolução Constitucionalista de 1932, quando o Estado de São Paulo enfrentou por três meses o restante do país para conseguir a Lei Magana do regime iniciado em 1930 por Getúlio Vargas. A cidade foi importante no apoio ferroviário ao movimento e tem avenidas, ruas e praças com nomes ligados ao episódio. Mas a recepção às tropas adversárias por muitos moradores foi pacífica no fim do conflito, com café e vinho. 

 

19

Praça São Lázaro

São Lázaro Square

A praça que agora resta em meio ao trânsito era uma parada da estrada de ferro Sorocabana ou Ituana (atual avenida União dos Ferroviários). Mas teve ao lado da árvore, segundo a memória popular, uma placa de homenagem a episódio ainda antes disso: aos jundiaienses que lutaram na Guerra do Paraguai (1864-1870) que derrotou o país vizinho. Em alguns casos, eram escravos que assumiam o lugar de “donos” convocados em troca da posterior liberdade.

 

20

Ponte de Campinas

Ponte de Campinas Bridge

A origem do nome popular dessa área uma das saídas do centro entre rios por uma de suas pontes originais, desde o século 17 para a rota do antigo Caminho dos Goiases e depois pelo caminho para a vila de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso de Jundiahy (atual Campinas), emancipada em 1774. Foi ponto de abastecimento para a área rural e de chegada de boiadas e tropas de cavalos antes de receber indústrias no século 20 e atualmente um polo de cultura, lazer e serviços.  

 

21

Largo Santa Cruz

Santa Cruz Square

A área de plantio coletivo (rocio) dos anos 1600, que tem como referência a praça da Bandeira, era o ponto inicial da “saída seca” da estrada de Pirapora e depois da estrada do Retiro, no sentido de Itu, por outra das pontes originais do centro, até o acesso para a rodovia na década de 1950. Abrigou ao longo do século 20 o primeiro bebedouro público, a primeira escola-parque a primeira rodoviária além da origem das escolas de samba ou a saída das passeatas ecológicas pela Serra do Japi.

 

22

Rua Torta

Torta Street

O antigo caminho de pessoas e animais de carga do século 17 (atual avenida Paula Penteado) é anterior às linhas retas do desenho ibérico e ofereceu uma ligação suave, chamada popularmente ambém de rua da preguiça, entre a parte mais alta do Centro e a várzea do rio Guapeva, onde surgiu no século 19 a chamada Ponte Torta. Tem diversas referências de fachadas do século 20 e sua conexão com a rua Zacarias de Góes) tem uma curiosa escadaria no acesso da rua Marcílio Dias.

 

23

Clube 28 de Setembro

September 28 Association

O mais antigo clube negro do Estado de São Paulo, em atividade desde 1895 no Estado de São Paulo, tem sua sede no local desde a década de 1940. O nome remete à data de leis anteriores à abolição geral da escravidão (de velhos e de crianças) para reunir cidadãos livres contra o racismo. É patrimônio cultural imaterial da cidade, unindo na década de 1930 os clubes 28 e Recreativo, “rivais” do Carnaval. Tem forte relevância para o samba e o samba-rock, a capoeira e toda a cultura afro-brasileira.   

 

24

Estrada de Pirapora

Pirapora Old Road

Estimado o primeiro caminho colonial do século 17 (nas atuais ruas Baronesa do Japi e Bom Jesus de Pirapora), aproveitando um anterior caminho indígena chamado peabiru que era o único acesso ao centro sem necessidade de pontes. Ligava as vilas de Jundiahy, Santana do Parnaíba e São Paulo de Piratininga mas, em 1725, o mitológico encontro de imagem por pescadores criou do outro lado da Serra do Japi o santuário religioso de Bom Jesus e também as centenárias romarias, patrimônio cultural imaterial da cidade.  

 

25

Largo das Rosas

Roses Square

A referência aos tempos de muitas roseiras cultivadas ali é o nome popular da área da atual praça Dom Pedro II e da vizinha praça Antonio Frederico Ozanam. Sua característica está nos prédios de iniciativas comunitárias da virada dos séculos 19 e 20, de grupos de inspiração religiosa, da cultura de imigrantes ou de educadores. Uma canção atribuída a Lamartine Babo, “Cidade das Rosas”, teria sido inspirado nesse largo para homenagear os amigos do grupo Chorões do Japy.  

 

26

Casa Novecentista

Early 20th Century House

A fachada de alguns imóveis centrais ainda indica a memória de formas de morar típicas do século 19 e 20, onde o comprimento dos antigos lotes coloniais, permitia aos moradores o cultivo de hortas, canteiros, pequenos pomares e até galinhas para uma economia de trocas entre os vizinhos mesmo de classe média. Era parte do que costuma ser chamada de cultura caipira, surgida no século 18 entre a decadência da mineração e o surgimento do café.   

 

27

Fratellanza Italiana

Italian Health Benefit Society

A fachada original voltada para o largo (na atual rua João Lopes) mostra a data de 1924 da Fratellanza Italiana (que na Segunda Guerra Mundial teve que mudar seu nome para Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio). Atualmente é parte do pronto atendimento PA 24 Horas, do Hospital São Vicente, ocupa uma faixa do imóvel que também passou a ser o Hospital Regional. É memória da cultura de mútuo socorro trazida pela imigração italiana selecionada a partir de 1888.

 

28

Rio Jundiaí

Jundiai River

O rio de nome indígena (em referência aos jundiás, peixes de uma espécie pequena de bagre) batizou também a vila colonial no século 17 e forma uma grande bacia ligada ao rio Tietê que contorna o centro histórico da cidade. Sofreu com a poluição e o aterramento e ocupação das várzeas do canal principal no século 20, mas acumula sinais de volta da vida com a recuperação iniciada em 1983 pelas seis principais cidades dessa que é a maior bacia do município atual. 

 

29

Clube Jundiaiense

Jundiaiense Club

Criada na década de 1940, a bonita sede central do Clube Jundiaiense ainda é uma referência da vida social, cultural e esportiva da região central da cidade. Foi resultado da união do Cassino Jundiaiense, criado no século 19, com a Sociedade Tênis Paulista, surgida no século 20.  Seus festivais de arte, seus concursos carnavalescos, seus torneios esportivos ou seus bailes são parte de grandes momentos na região centro ao lado de bares de música, de grandes restaurantes e de eventos nas praças. 

 

30

Barreira

Barreira

O nome da área tem como como referência a estrada colonial para as Minas GeraIs do século 18 (atual rua da Abolição e avenida Itatiba, separadas por trilhos apenas na segunda metade do fim do século 19) por outras das antigas pontes do centro. Era um ponto de cobrança de impostos por Portugal, como indica a autorização de 1757 da Câmara para seu aumento para a reconstrução de Lisboa após o terremoto. Sua ocupação ainda era marcada por matadouro, sítios e cerâmica durante o século 20. 

 

31

Antigo lago na praça Arnaldo Levada

Old lake of Arnaldo Levada Square

A praça, entre as atuais rua Raquel Carderelli e avenida Nove de Julho, ocupa o lugar que nas décadas de 1920 e 1930 abrigava um pequeno lago do córrego do Mato onde moradores praticavam brincadeiras com pequenos barcos da época como registrou Virgílio Torricelli. A transformação em avenida, na década de 1970, formou nessa borda das colinas do centro histórico um polo de serviços de cultura e gastronomia ainda em conexão com o Largo Santa Cruz e a Bela Vista. 

 

32

Escola Siqueira de Moraes

Siqueira de Moraes School

O imponente prédio de 1896 abrigou a pioneira escola pública da cidade com o Grupo Escolar Coronel Siqueira de Moraes, ainda com a separação de meninas e meninos, sediou a Biblioteca Municipal na década de 1970 e atualmente é o Centro Cultural Jorosil, abrigando a sede da Pinacoteca Pública com obras como do artista local do cotidiano, Diógenes Duarte Paes. Recebe exposições permanentes de seu acervo e mostras temporárias de artistas convidados, abertas ao público.  

 

33

Viaduto São João Batista

São João Batista Viaduct

O primeiro viaduto da cidade, foi construído sobre os trilhos da Companhia Paulista e da Sorocabana em 1950 na antiga Estrada de São João. Tem como características as duas escadas helicoidais (em formato de mola) que davam acesso para as plataformas da Estação Central da Paulista, do século 19. Outra curiosidade histórica é o fato de grande parte de seu custo de construção ter sido doada por comerciantes do bairro da Ponte São João, do outro lado do rio Jundiaí.

 

34

Empresa Luz e Força de Jundiahy

Light & Power Company

O uso de lampiões nas casas e nas ruas, assim como a lenha nas primeiras indústrias, começou a mudar em 1905 com as atividades da Empresa Luz e Força de Jundiaí criada por empresários locais. O prédio organizava a distribuição da eletricidade produzida em usinas do rio Jundiaí na atual cidade de Itupeva, primeiro em Monte Serrat e, após 1913, no antigo Quilombo. Passou para o grupo anglo-canadense Light depois de 1927, na época de circulação da primeira locomotiva elétrica. .

 

35

Falsa-Seringueira

Fake-Rubber Tree

A árvore de grande porte é um remanescente afetivo de antigos moradores nos quintais das antigas casas e casarões demolidas no século 21 no alargamento da rua José do Patrocínio. A espécie tem origem asiática, conhecida também por fícus italiano. Suas raízes aéreas de apoio criam um ambiente aconchegante, que também abrigou feiras livres, integra atualmente a área de um pequeno parque naturalizado nas margens do rio Guapeva.

 

36

Mirante da Bela Vista

Bela Vista Viewpoint

A área pública de uso de moradores da área chamada Bela Vista aproveita a topografia para visão panorâmica do vale ocupado pela estrada de Pirapora e pelo atual bairro do Vianelo, com a paisagem urbana estendendo-se no horizonte em direção à Serra dos Cristais, que forma um “continuum” com a Serra do Japi. Sua topografia de alto de encosta desce, pelo lado oposto, em direção ao Córrego do Mato como limite natural da antiga colina central ocupada entre rios.     

 

37

Largo São Jorge

São Jorge Square

O nome faz referência à região em torno da antiga Fábrica Têxtil São Jorge, instalada na década de 1940 e atualmente ocupada por um hipermercado. Tem características como a existência de diversas bicas de água até o século 20, o núcleo residencial da Vila Boaventura e uma escadaria de acesso para a rua Onze de Junho. A área também lembra episódios como a união na década de 1950 de Fernando Gasparian, Fernando Henrique Cardoso e Fernando Pedreira com o jornal O Jundiaiense.   

 

38

Ponte Torta

Ponte Torta Bridge

Construída com estimados 50 mil tijolos entre 1886 e 1888, visava o transporte sobre o rio Guapeva por bondes a cavalo entre a estação de trens e o centro. O projeto não vingou, mas a ponte virou parte essencial da vida dos moradores no século 20 como operários ou estudantes e inspirou até mesmo uma bebida popular. Na década de 1980, um plano de sua demolição gerou grande campanha local de defesa e restauração como monumento, alcançada no século 21 com orientação de Toninho Sarasá.  

 

39

Ao Esporte Jundiaiense

Ao Esporte Jundiaiense Store

Criada em 1954 pela família Lenhaioli como primeira loja de materiais esportivos da cidade, foi também ponto de encontro onde começaram episódios como o time de basquete Jundiaí Clube, que gerou campeões mundiais, diversos times de futebol amador ou de salão e até mesmo a compra do terreno da Faculdade de Medicina. Sua fase inicial aconteceu na antiga Estrada de São João (rua Dr. Torres Neves), perto da lendária Associação Esportiva Jundiaiense. 

 

40

Escola Professor Luiz Rosa

Teacher Luiz Rosa School

A escola atingiu seu centenário (1917-2017) com uma longa presença na história na cidade a partir de seu prédio inicial no Largo das Rosas e em seguida entre o Largo dos Andradas e o Largo da Cadeia Velha. Dentro das atividades educacionais marcou ainda a cultura local entre as décadas de 1960 e 1980 com as montagens do lendário Teatro Estudantil Rosa, formando talentos do teatro e da televisão. Seu fundador antes fez parte do Ginásio Hydecroft, do antigo Largo do Pelourinho.  

 

41

Fábrica de Correias

Industrial Belts Factory

A última fábrica do centro histórico encerrou suas atividades em 2016 na região da Ponte de Campinas, onde desde 1960 eram produzidas as correias de transmissão da marca Universal ao lado dos trilhos da antiga estrada de ferro Sorocabana. Com sua estrutura e casas demolidas para dar lugar a um hipermercado, simboliza um aceno definitivo para a memória cotidiana no século 20 da circulação do trabalho de técnicos e operários industriais pela região central. 

 

42

484 Rosário

 

Casa Setecentista

Early 18th Century House

A fachada e as paredes internas de taipa, com arquitetura de ventilação e iluminação natural, é característica de muitas casas do século 18 nessa fachada remanescente da antiga rua dos Antunes (atual rua do Rosário) que foi vizinha de cavalariças e caleças no século 19. É preservada nos fundos do atual prédio da Lojas 100, no imóvel anexado a outro tradicional da antiga loja de tecidos Ao Barulho de Jundiaí na rua Barão. 

 

43

Largo São Bento

São Bento Square

A praça situada entre o Mosteiro de São Bento e a rua Jorge Zolner, ainda com partes do piso em pedras de mosaico português, ocupava no século 17 uma área de cultivos fora das casas da cidade, com indícios  de uma hospedaria de monges apontados por Geraldo Tomanik e  de sepultamentos indígenas apontados por Francisco de Matheo. O local firmou-se como referência popular do século 20, pela concentração de antigas linhas de ônibus ou como ponto inicial para desfiles carnavalescos.

 

44

Companhia Telefônica

Telephone Company

O prédio da esquina das ruas Barão de Jundiaí e Siqueira de Moraes tornou-se conhecido popularmente como referência para a telefonia local, que chegou à cidade em 1916 ainda no Largo da Matriz pela iniciativa de um grupo de empresários locais e, ao longo do século 20, substituiu o telégrafo mesmo permaneceu ainda restrita e com uso solidário de amigos ou vizinhos, além dos aparelhos públicos nas ruas. Uma realidade hoje distante.

 

21.

 

45

Escola Paroquial

Parochial School

O prédio de grossas paredes de taipa-de-gaiola, técnica diferente das paredes mais finas de taipa-de-pilão, sediou a escola paroquial doada em 1914 para a Catedral Nossa Senhora do Desterro que em 1918 passou a ser o Colégio Francisco Telles. O local atualmente abriga atividades comunitárias e o prédio é remanescente de uma fase intensa da economia mista do café, da ferrovia e da indústria que mudou o antigo centro colonial entre os séculos 19 e 20.  

 

46

Largo da Cadeia Velha

Cadeia Velha Square

O atual Fórum de Justiça Dr. Adriano de Oliveira sediou no início do século 20 a cadeia da cidade que teve versões anteriores desde o século 17 no Largo do Pelourinho. Sua referência é a praça Tibúrcio Estevam de Siqueira, formando uma área ligada a muitos momentos sociais, culturais, religiosos e carnavalescos. Abriga ainda o marco geodésico do centro e parte do caminho colonial das lavadeiras rumo ao córrego do Mato.

 

47

Gabinete de Leitura

Reading Room

Discutido desde 1882 e fundado em 1908, o Gabinete de Leitura Ruy Barbosa é uma associação comunitária com a sede atual construída entre 1922 e 1924, ao lado do local da antiga igreja do Rosário. Tem grande acervo de livros, periódicos e obras de arte além do prédio reconhecido como patrimônio histórico, sendo ainda ponto anual do bloco carnavalesco Refogado do Sandi, outro patrimônio cultural imaterial que resistiu no centro e parte do polo cultural da área no século 20. 

 

48

Fábrica Argos

Argos Factory

O prédio principal do complexo originário de 1913, que abriga hoje a Biblioteca Municipal, o Centro de Convivência do Idoso, Unidade de Gestão da Educação e TV Educativa, é parte da primeira onda industrial no entorno do centro com o polo mecânico-têxtil na Vila Arens e o polo cerâmico-moveleiro na Ponte São João. A Argos Industrial foi uma das maiores, com reputação nacional em tecidos como o gabardine ou o brim “rancheira”, atuando até a década de 1980.

 

49

Cruzeirinho

Cruzeirinho Square

O monumento metálico erguido em 1942, em referência a um grande evento católico chamado 4º Congresso Eucarístico Nacional, marca o nome popular da praça Nove de Julho, entre as ruas Domingos Jorge Velho e Vasco Fernandes Coutinho dentro da Vila Rafael de Oliveira. O obelisco com simbolismos de época está situado no meio do trajeto entre a rua Rangel Pestana, na região do Largo do Cemitério, e a rua Nicolau Coelho, na região da Ponte de Campinas.

 

50

Hotel Rosário

Rosario Hotel

O prédio surgiu com a função de hotelaria desde a origem na década de 1880, quando ficou conhecido popularmente como Hospedaria dos Imigrantes. Sua localização, na esquina da Travessa do Pelourinho (atual rua Engenheiro Monlevade) oposta à colonial “Casa do Sal” demolida na década de 1970, permite vislumbrar a época ainda anterior ao quartel militar um mergulho de visitantes no miolo da vida dos moradores e da cidade no século 19.  

 

51

Companhia Paulista

Paulista Railway Companhy

O belíssimo conjunto de prédios das antigas oficinas, no atual Complexo Fepasa, abrigou por um século a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, criada em 1872 (após a São Paulo Railway, de 1867). Sua história passou do vapor da lenha nativa ou plantada à eletricidade e pelos primórdios do do trabalho assalariado, ensino técnico, avanços tecnológicos e movimentos operários. Abriga o Museu da Companhia Paulista, a Casa da Cultura, a Faculdade de Tecnologia, o Centro de Estudos da Melhor Idade e o Poupatempo.

 

52

Hospital São Vicente de Paulo

São Vicente Hospital

O Hospital de Caridade São Vicente de Paulo abriu as portas oficialmente em 1902 como resultado de um processo iniciado pelo movimento católico leigo Conferência Vicentina em 1899. Tornou-se ao longo dos séculos 20 e 21 a referência regional pública de emergências e sua parte mais antiga voltada para a praça inclui entre outros detalhes uma capela ornada com vitrais doados por moradores da cidade pelas muitas vidas salvas ao longo desse tempo. 

 

53

Antigo Armazém

Old Market

O imóvel que abrigou por algum tempo a Mercearia Santa Isabel no século 21 é uma construção de origem no século 19, com grandes portas e janelas e que se destaca por sua condição externa onde a falta de calçada de pedestres na estreita rua da Padroeira mostra-se anterior aos critérios usados para a separação entre pedestres e veículos. A curiosidade se destaca mesmo no rico conjunto arquitetônico das ruas Prudente de Moraes, Padroeira e XV de Novembro.

 

54

Esplanada Monte Castelo

Monte Castelo Belvedere

A partir de uma escadaria da década de 1910, com exatos 120 degraus, foi criado um espaço de contemplação onde então terminava a rua Barão de Jundiaí  na década de 1940, em homenagem aos soldados jundiaienses que lutaram na Segunda Guerra Mundial. A obra transformou o restante do antigo Morro do Grupo com um conjunto de rampas e pequenas praças intermediárias que passou no século 21 por um aumento da acessibilidade nos vinte metros de desnível entre a parte alta e a parte baixa. 

 

55

Bela Vista

Bela Vista

O charmoso morro secundário do centro, entre os vales do córrego do Mato e da antiga várzea do rio Guapeva, foi ocupado por moradores com os funcionários da Vigorelli do Brasil, lendária fábrica de máquinas de costura inaugurada ali em 1954 pela família Franco e que funcionou até 1984. Antes disso, a memória popular aponta também que parte do morro foi usada para aterrar boa parte da várzea do Guapeva e seus campos de futebol amador para formar o atual bairro do Vianelo. 

 

56

Antiga Creche da Argos

Old Argos´Nursery

A creche da Argos Industrial, criada na década de 1940 no lado oposto à fachada principal, transmite solidez da construção que incluiu ainda teatro e cinema entre os benefícios trabalhistas que também contavam com cooperativa de compras, escolas e biblioteca. Na capela que integra o conjunto da creche existem afrescos do artista local Amadeu Acciolly.  O uso de detalhes em pedra contrasta com o estilo art-decó que é registrado nos fundos da antiga fábrica, na rua XV de Novembro.

 

57

Antiga Loja Nova

Old Nova Store

Um dos imóveis mais impressionantes do Largo da Matriz, evocando uma versão local da Belle Époque na primeira metade do século 20, o prédio de linhas sinuosas e janelas de vidro colorido da família Kalaf ficou conhecido como Loja Nova, que trazia ao setor mais sofisticado o impacto das roupas feitas sobre a antiga costura personalizada. A história ligada à moda continuou com s Rosana Joias, que marca com a “neve artificial” a época natalina. 

 

58

Vila Dr. Torres Neves

Torres Neve Village

O elegante bloco de residências das ruas Visconde de Mauá e França, entre a rua Benjamin Constant e a avenida Henrique Andrés, é também conhecido como Vila Fepasa e teve sua origem em altas casas de tijolos construídas para ferroviários da Companhia Paulista no início do século 20, em área próxima ao Largo do Cemitério. O conjunto, mesmo modificado, oferece uma perspectiva dessa fase da expansão urbana na região central.  

 

59

Largo dos Andradas

Andradas Square

A antiga área de casinhas e bosques virou praça da década de 1940, com abertura da rua Nova (atual rua Senador Fonseca) e um dos primeiros postos de saúde pública do Estado de São Paulo e que depois abrigou ainda a biblioteca e centro de memória antes do atual posto de polícia. É um dos pontos de maior diversidade da região central com cultura, serviços, gastronomia, escolas e comércio, além das árvores que marcam sua paisagem. Era parte da área “rural” do pequeno centro do século 17.    

 

60

Igreja do Rosário

Rosário Church

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, inaugurada em 1938, é a sucessora da igreja anterior que existiu entre 1790 e 1922 no Largo do Pelourinho, criada pela Irmandade do Rosário voltada para moradores indígenas (ou “negros da terra” na época) e africanos escravizados nos séculos 18 e 19. No Largo Santa Cruz, manteve diversas de suas funções comunitárias em uma construção de elementos identificados ao estilo gótico primitivo. 

 

61

Escolas Padre Anchieta

Padre Anchieta School

O Edifício Iperoig é o principal marco das Escolas Padre Anchieta, criadas em 1941 por educadores liderados por Pedro Clarismundo Fornari e que ao longo de setenta anos tornou-se um conglomerado do ensino infantil aos primeiros cursos universitários da cidade. O prédio tem hoje pequena visibilidade na rua mas é referência do ambiente educativo e cultural consolidado nesse trecho inicial da antiga Estrada de Pirapora.

 

62

Coxinha de Queijo da Padroeira

Padroeira Cheese Drumstick  

A Padroeira, uma das diversas casas de massas de qualidade na região central, está na memória popular como um dos pontos de surgimento da lendária coxinha de queijo que virou marca local atualmente presente em toda a cidade. A data foi 1982, na versão contada por seu criador José Dalbin, e o teste da nova variedade diferente das bolinhas de queijo conhecidas por outras cidades acaba também reforçando o valor dos empreendores do comércio tipicamente local.

 

63

Igreja da Barreira

Barreira Church

O nome popular usado para a igreja de Santa Teresinha, localizada na antiga estrada das Minas Gerais (atual avenida Itatiba), remete ao posto de cobrança de impostos portugueses no século 18. Foi criada em 1952, mas a tradição oral indica outras capelas anteriores nessa área. Uma curiosidade é que foi um de seus párocos, o padre católico Antonio Toloi Stafuzza, o principal fundador do Museu Histórico e Cultural na década de 1960.   

 

64

Casa da Criança

Child House

A Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro, instalada no centenário prédio de 1917 originalmente criado para a Escola Luiz Rosa, foi uma das primeiras escolas-creche da cidade, sendo a mais antiga em atividade. Tem arquitetura estilo art-déco e marca o conjunto do Largo das Rosas e conta na parte frontal da praça com um monumento em homenagem ao abade Pedro Roeser que liderou o movimento comunitário pela sua criação em 1931. 

 

65

Sindicato dos Ferroviários

Railwaymen Labor Union

O poderoso Sindicato dos Ferroviários da Companhia Paulista, surgido a partir dos movimentos anarcosindicalistas da primeira greve operária de 1906 e depois seguindo outras tendências históricas, teve seu auge na década de 1950. A antiga sede, que atualmente abriga o Colégio Santa Felicidade, conserva um busto dedicada ao líder Harry Normanton, que comandou na década de 1960 as campanhas pela estatização da categoria em meio à opção brasileira pelas rodovias.   

 

66

Mosteiro de São Bento

São Bento Monastery

Fundado em 1667, é uma das referências mais antigas do centro histórico. Além da construção em si mesma, com poucas alterações ao longo do tempo, conta nos últimos cem anos em sua pequena Igreja de Sant´Anna com um altar-mor construído originalmente no século 18 em trabalho indígena na capela beneditina do bairro paulistano de Pinheiros. Tem intervenções esporádicas de corais e música gregoriana.

 

67

Escola de Música de Jundiaí

Jundiaí Music School

A extensa tradição musical da cidade em bandas, corais e orquestras tem um de seus exemplos na escola fundada em 1971, que marcou a história com a Orquestra Sinfônica Jovem na década de 1980 e a disseminação dos métodos de Musicalização para Bebês pela educadora Josette Melo Feres no século 21. A rede local de escolas desse setor abrange muitos gêneros diferentes, incluindo a música erudita. 

 

68

Restaurante Dadá

Dada Restaurant

Funcionando desde 1915 com a família do fundador Abílio Ferreira, inicialmente como padaria, é o mais antigo restaurante em atividade na região central e parte do circuito gastronômico do quarteirão entre as ruas do Rosário e Zacarias de Góes. Com almoço e petiscos e lanches no restante do dia, conserva fotos antigas nas paredes que valorizam também o próprio Largo da Matriz e sua história central na vida urbana da cidade.

 

69

Rua Treze de Maio

May 13 Street

O trajeto levemente curvo, com início e fim no trecho inicial da antiga Estrada de Pirapora, chama a atenção para sua origem como acesso à lendária Capela do Pai Manoel, ainda bastante presente como referência de memória popular. Apresenta uma escultura do artista Sarro na fachada do ateliê do artista Elvio Santiago e, nas extremidades, a praça Bom Jesus no final da Bela Vista e as memórias como da Barbearia do Cuíca na outra ponta voltada ao centro     

 

70

Grêmio Recreativo da Companhia Paulista

Paulista Company Railwaymen Club

Fundado em 1900 por empregados da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, o prédio central é uma referência moderna de cultura, lazer e esporte, depois também reforçada com um clube de campo na área rural.  Aberto com o tempo aos demais moradores, o clube foi vizinho do antigo Cine Ideal e da antiga Caixa dos Empregados da Companhia Paulista e forma um dos legados da ferrovia na cidade como os primeiros times de futebol, bandas de música e gabinetes de leitura.

 

71

Antiga sede da DAE

Old Water Company

A antiga sede central do século 20 da atual empresa de água e esgotos DAE, então um departamento da Prefeitura surgido da estatização de serviços particulares em 1910, estava mais próxima das fontes usadas na Serra do Japi  do que sua posterior prioridade para as fontes do rio Jundiaí-Mirim. O serviço foi uma diretoria até 1969, uma autarquia até 1999 e atualmente  empresa municipal de economia mista, sob controle da Prefeitura.      

 

72

Casa da Família Prado

Prado House

O prédio que conserva sua fachada superior no estilo colonial da fase da mineração tem ligações históricas com uma influente família do século 19 no período do café, da ferrovia e da estrutura imperial, liderada pelo Barão de Iguape. O local também abrigou funções como o Hotel Petroni na primeira metade do século 20, quando o Largo da Matriz tornava-se ponto de charretes de luxo e dos primeiros automóveis, incluindo os “carros de praça”.  

 

73

Rio Guapeva

Guapeva River

Um dos rios originais das colinas centrais da cidade, com nascentes distantes nas serras do Japi e dos Cristais, tem trecho despoluído e com forte registro de pássaros no trecho ainda naturalizado entre a rua Prudente de Moraes e a rua Vigário J.J. Rodrigues e de área verde estendida até a Esplanada Monte Castelo e Ponte Torta. Sua antiga área rural foi ocupada na virada dos séculos 19 e 20, com pontes de ligação à Estrada Velha de São Paulo.   

 

74

Obelisco da Independência

Independence Obelisk

O monumento foi criado no centenário da independência do Brasil (1822-1922) na então praça da Independência (atual praça Governador Pedro de Toledo, no Largo da Matriz) e depois transferido para o Largo Santa Cruz, junto ao Terminal Central, podendo ser apreciado pelo lado externo. Também guarda documentos e imagens impressas em uma “cápsula do tempo” para serem retirados no futuro.

 

75

Bombonière Marabá

Maraba Candy and Popcorn

A permanência de confeitaria e pipoca do antigo Cine Marabá, que funcionou entre as décadas de 1950 e 1990, é curiosidade histórica e afetiva que homenageia os cinemas de rua com os detalhes da fachada ainda preservada de art-decó em detalhes de ziguezague e sensação de movimento. De 1900 a 1990 a cidade teve os cinemas de rua Ideal, Polytheama, Marabá, Ipiranga, República, Alvorada, Vila Arens, Vitória, São João, Bijoux e outros.

 

76

Antiga Padaria Palma

Old Palma Bakery

O prédio com pastilhas de parede atualmente ocupado por uma choperia abrigou uma padaria bastante popular durante o século 20, parte dele quando o leite ainda era vendido em garrafas de vidro e os pães muitas vezes eram entregues em carroças ou mensageiros. O local, na saída do caminho aberto para as Minas no início do século 18, também foi ponto de passagem de boiadas pela região central.

 

77

Praça da Cultura

Culture Square

Uma reurbanização da margem do rio Jundiaí, ao lado da antiga Ponte de Campinas, gerou no início do século 21, recebeu o nome de Praça da Cultura. Conta com uma escultura em forma de livro estilizado criada pela artista Semíramis Mojola e uma ponte de pedestres para travessia entre os jardins dos dois lados do rio, junto à foz do córrego do Mato. Está entre a área verde do Jardim Botânico e a praça conhecida como Ponto Verde, na convergência das avenidas Antonio Frederico Ozanan e Nove de Julho.   

 

78

Caixa D´Água

Water Tank

A pequena torre da caixa de água está na praça Luiz Gonzaga Barbosa, no Largo do Cemitério, e parece ser um reservatório pequeno na cidade atual. Mas sua origem, na década de 1950, era uma importante fonte de apoio no abastecimento da parte mais alta da região central. Construída com tijolo e cimento, tem quatro pisos antes da caixa propriamente dita e por muito tempo ofereceu uma visão panorâmica para seus visitantes.

 

79

Conjunto Patinhas

Patinhas Architectural Ensemble

O nome popular usado por causa do Bar do Patinhas que funcionava ali entre os séculos 20 e 21, refere-se a um grande conjunto arquitetônico assobradado formado por espaços comerciais no piso térreo e janelas e varandas no piso superior. É um exemplo importante, entre outros também presentes na Estrada de São João ou na rua Prudente de Moraes, da contribuição arquitetônica de mestres de obra da imigração italiana.

 

80

Praça Barão do Rio Branco

Barão do Rio Branco Square

O ponto de encontro de moradores é também referência com a homenagem ao diplomata do século 19 do loteamento criado no século 20 na região da antiga Barreira ao lado dos trilhos da Companhia Paulista com o nome de Vila Rio Branco, ampliada na década de 1950 com os avanços da engenharia sobre as várzeas até o rio Jundiaí com a Vila Liberdade e a Vila Margarida. Até 1967, quando surgiu o Viaduto Joaquim Candelário, a área continuava conectada ao centro pela antiga Estrada de Minas.  

 

81

Estação Central

Central Station

No fim do século 19, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro construiu sua própria estação de passageiros no centro histórico da cidade como alternativa para a estação inglesa de 1867, criada na Vila Arens, pela São Paulo Railway. Situada entre o rio Jundiaí e os trilhos da então Sorocabana, no extremo da rua da Padroeira, ganhou um acesso direto em 1950 pelas escadarias criadas no Viaduto São João Batista

 

82

Casa da Família Chagas

Chagas House

A casa de tijolos aparentes na antiga Estrada Velha de Campinas (atual rua dos Bandeirantes) sugere uma paisagem mais rural onde os rebanhos passavam a caminho dos frigoríficos que existiram perto do rio Jundiaí ou dos trilhos dos trens. A construção é especial entre muitas casas do meio urbano ou rural na virada do século 19 para o século 20, depois que o tijolo passou a ser usado na cidade no lugar da taipa. 

 

83

Ferroviários Aposentados

Retired Railwaymen Union

O prédio da antiga União dos Ferroviários Aposentados adequou-se ao formato triangular da esquina da rua Prudente de Moraes com a rua Abolição. A longa influência da história da ferrovia na ocupação da região entre o centro alto, da vila mais antiga, e a área mais baixa da colina, dos trilhos e do rio, tornou pouco visível os tempos coloniais anteriores, mas com uma sobreposição entre os tempos na própria geografia da região central.

 

84

Corredor Verde

Green Street

A rua Anchieta, caminho no meio da antiga fazenda chamada Chácara Urbana reaberto como rua na década de 1940 em continuidade ao eixo formado pela rua Torta (atual avenida Paula Penteado) e rua Zacarias de Góes, teve o plantio de grandes árvores que a tornaram um “corredor verde” a cada primavera. Em levantamento de 2009 eram 69 exemplares de tipuana, dez de sibipiruna, um de pata-de-vaca e um de fícus bajamina.

 

85

Câmara Municipal

City Council

O atual prédio-sede da Câmara, totalmente integrado ao desnível de vinte metros entre as ruas Barão de Jundiaí e Vigário João José Rodrigues, foi inaugurado em 30 de janeiro de 1971 com projeto de Jon Adoni Maitrejan e substituiu a sede anterior usada de 1948 a 1970 em conjunto com o Fórum, na mesma rua. A primeira versão da Câmara surgiu em 1656, com períodos de restrições até a fase contínua iniciada após a Segunda Guerra.

 

86

Casa Rosa

Rose House

O nome popular do antigo casarão da família Malpaga, de 1913, tem em detalhes como a testada de frente do lote e a grande varanda lateral identificados como parte do estilo arquitetônico chamado eclético, que marca muitas construções da cidade no ciclo de industrialização de 1870 a 1950. Alguns especialistas indicam nesse estilo a influência de Antonio Mila, pai do primeiro diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Ariosto Mila. 

 

87

Casarão Importados

Casarão Big House

Uma fachada inspiradora para a paisagem urbana ocupa com grandes janelas e detalhes nas platibandas a sede da casa de importados no Largo São Bento. O efeito tem ainda função dupla por ser localizado na esquina das ruas Leonardo Cavalcanti e São Bento. O local, especializado em vinhos e chocolates de diversos países, tornou-se tradicional ao longo de trinta anos de funcionamento e virou uma das referências dessa área.

 

88

Praça Antonio Ozanam

Antonio Ozanam Square

A praça em formato triangular forma mais uma das curiosas confluências de ruas na região central, com as ruas Campos Salles e Leonardo Cavalcanti unindo os prolongamentos das ruas Barão de Jundiaí e Rosário. Ficava em frente da segunda fachada da Casa de Saúde (antiga Fratellanza) e tem um busto de homenagem ao fundador francês da Sociedade São Vicente de Paulo, que teve ampla atuação local desde o fim do século 19.

 

89 e 90

Vila Argos

Argos Village

Os dois conjuntos residenciais para funcionários construídos em meados do século 20 pela Argos Industrial são chamados de Vila Argos Velha e a Vila Argos Nova. Além dos imóveis em si, o desenho dos conjuntos mostra diversas ruas estreitas criadas para pedestres e bicicletas antes da massificação dos veículos motorizados. Seus detalhes de adornos construtivos indicam o legado da arquitetura anônima dos antigos e geniais mestres de obras na cidade.  

 

91

Antiga Escola Gasparian

Old Gasparian School

A renomada escola pública Marcos Gasparian criada em 1955 (atualmente no Largo dos Andradas) ocupou o prédio da esquina das ruas São Jorge e Boaventura Mendes Pereira. Tudo começou pela criação de creche para os filhos dos trabalhadores da Fábrica São Jorge. Atualmente abriga serviços e iniciativas comunitárias como a Junta do Serviço Militar, o Clube dos Surdos de Jundiaí ou o Clube de Xadrez XIII de Agosto.

 

91

Bar Chafariz

Chafariz Bar

O bar e choperia explora a memória popular do chafariz de cavalos dos tropeiros que funcionava na praça frontal até a década de 1990. Mas o prédio onde está instalado é outra grande atração, com dupla fachada de esquina nas ruas Dr. Almeida e Prudente de Moraes. O antigo casarão do século 20 tem muitas janelas parte superior e espaços transformados no piso térreo, marcando a paisagem do início da antiga Estrada de Minas. 

 

92

Casarão Paschoal

Paschoal Big House

A beleza estética, que transmite solidez da construção com detalhes em pedra, é a característica do casarão remanescente do auge da era ferroviária da virada dos séculos 19 e 20 na antiga rua do Comércio (atual rua Rangel Pestana) e que pode ser apreciada dos jardins suspensos da entrada do edifício Palácio do Comércio.  

 

93

Inovação em Antiga Casa 

Old House Inovation

Uma centenária casa do século 20, renovada em projeto de Pier Paolo Bertuzzi Pizzolato com intervenções pontuais para uso como espaço de atividades criativas no século 21, convida para a redescoberta da compatibilidade entre história e inovação no antigo Caminho da Palha (atual rua Prudente de Moraes). O espaço reúne em sua fachada a leveza e a memória como um dos diversos casos desse tipo que existem na região central.   

 

94

Aromas no sobrado

Two-story house with aroma

O uso conjunto por uma cafeteria no piso térreo e por um restaurante vegetariano no piso superior transformou-se em elemento de aromas ao longo do dia no sobrado do século 20 que ocupa a esquina da antiga rua Nova (atual rua Senador Fonseca) com a rua Siqueira de Moraes, no Largo dos Andradas. Com varanda e amplas janelas em sua volta, o imóvel reforça a paisagem ainda marcada por antigas casas dessa área do centro.

 

95

Cúpula árabe

Arabian dome

Uma característica no alto do imóvel da esquina das ruas Barão de Jundiaí e Anthero dos Santos, no Largo do Pelourinho, a cúpula em estilo árabe marcou gerações de moradores e esteve associada entre as décadas de 1960 e 1980 ao funcionamento de uma unidade da rede Ducal, de origem carioca e especializada em ternos prontos e baratos (mantendo o bom corte a cargo dos alfaiates autônomos). Abriga hoje uma movimentada lanchonete.

 

96

Sobrados na Ladeira

Two-Story Houses of Slope

A vista para as oficinas da Companhia Paulista na parte mais baixa da ladeira é uma característica dos sobrados remanescentes da rua São Bento. Um deles, que na década de 1990 sediou a livraria do crítico Rodrigo do Amaral Gurgel, voltou ao ramo em 2017 com a Livraria Locomotiva reforçando o circuito que teve a lendária Livraria Dom Quixote e ainda conta com outras livrarias e sebos na região central.

 

97

Edifício Carderelli

Carderelli Tower

Os quatro andares desse primeiro edifício do centro da cidade, construído em 1948 com Giácomo Venchiarutti e Odil Campos Saes, eram então descritos de forma bem-humorada como seu primeiro arranha-céu. De estilo modernista, começou como outros tendo uso residencial nos andares superiores e um espaço comercial no térreo, ocupado primeiramente pela Casa Independência de tecidos e artigos de costura, uma das mais tradicionais do comércio jundiaiense.  

 

98

Escola Industrial

Industrial School

O século industrial da região central teve em 1946 a abertura da Escola Industrial no mesmo processo de criação da Esplanada Monte Castelo. Com projeto de Roberto Franco Bueno, a escola reforçava a rede de ensino técnico iniciada na Companhia Paulista em cursos inicialmente nas áreas de mecânica e costura e, posteriormente, passou a ser a Escola Estadual Antenor Soares Gandra. Deixou de estar no extremo da rua Barão com o prolongamento da rua na década de 1960.   

 

99

Ó

Oh

Sem referência física na paisagem, um traço cultural do centro antigo ainda lembrado por veteranos é o uso da interjeição “ó” como cumprimento rotineiro no lugar da mais comum interjeição “oi”. A expressão é curta mas tem variantes como o tempo mais rápido da própria sílaba ou, nas ocasiões mais afetuosas ou diferenciadas, a sua extensão em uma espécie de “óóóóóóó” seguida muitas vezes pelo nome do interlocutor.

 

100

Casa Fagundes

Fagundes House

O tradicional sobrado é uma referência ao longo do século 20 não apenas por suas linhas arquitetônicas conservadas mas também pela pequena gruta da parte frontal, com uma imagem católica de Maria, que tinha acesso aberto aos moradores. A  localização em eixos de trânsito da antiga Estrada Velha de São Paulo a Campinas (atual rua Marechal Deodoro da Fonseca) e da própria rua Siqueira de Moraes, ao lado da destruição de parte do entorno, tornaram-na um desafio criativo.  

 
 
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