Julho de 2018

VILA RIO BRANCO OU PONTE SÃO JOÃO: QUAL É MAIS ANTIGO?

 

Uma pergunta simples para uma resposta complicada. Ambos surgiram da ocupação de comércio e serviços na beira de antigas estradas coloniais, ainda no século 17 ou 18.

O nome original da região da Vila Rio Branco é Barreira, ainda usado por moradores por causa da cobrança de impostos de tropas de carga por Portugal nos anos 1700. A estrada para as Minas Gerais é muito anterior aos trilhos e segue desde a linha da Estrada Velha de São Paulo (atual rua Marechal Deodoro), descendo a rua Dr. Almeida até o Largo do Chafariz e continuando pelas atuais rua Abolição e avenida Itatiba até passar sobre o rio Jundiaí e seguir como a atual rodovia Constâncio Cintra.

O nome da Ponte São João provavelmente é anterior ao atual bairro. A estrada para São João de Atibaia segue desde o Largo São José, cruzando a linha da Estrada Velha e descendo a atual rua Dr. Torres Neves até o atual Viaduto São João Batista até passar também sobre o rio Jundiaí e seguir pelas atuais avenidas São João, Antenor Soares Gandra e Atibaia.    

Se a origem em estradas coloniais dos anos 1600 ou, mais fortemente, dos anos 1700 são bastante parecidas, o restante da ocupação desses locais também guarda semelhanças. A colônia italiana criada apenas em 1888 foi instalada e distante da região central, antes de marcar a fisionomia da Ponte São João.  Por outro lado, uma característica forte da presença de ferroviários em sua história marcou apenas nos anos 1900 a área da Vila Rio Branco. Antes, os registros indicam um uso menor.

Uma coisa certa é que os primeiros embriões desses bairros ocorreram por causa das estradas antigas das tropas de cavalos ou bois. Como Jundiahy tinha sua vila na “parte de dentro” dos rios Jundiaí, Guapeva e do Mato, o controle era bastante fácil porque as pontes de saída eram para Minas (por Itatiba), para São João de Atibaia, para São Paulo, para Campinas e para Itu, além da saída “seca” para Pirapora.

Nossas informações de memória individual ou mesmo social estão ainda a lutar pela preservação de lembranças do século 20 ou mesmo do século 19. Mas no caso da Barreira e da Ponte São João, esse vislumbre chega até os anos 1700 ou, quiçá, anos 1600. E até antes, na hipótese muito provável de povos terem vivido aqui antes da chegada dos mestiços e portugueses.

Só para confirmar, vale lembrar que os grandes brejos desses rios foram aterrados somente de 1960 a 1980, o primeiro viaduto (que é o São João) é de 1950 e mesmo a ferrovia é posterior a 1870. Literalmente muita água rolou nessas histórias que valeriam a pena serem mais exploradas.



 
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