Centro Histórico de Jundiahy volta a sediar parte do Carnaval

 

“Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

 

O clássico de Francisco Buarque de Holanda se encaixa no carnaval deste ano no Centro Histórico da antiga Jundiahy, onde por décadas reinou a festa popular, principalmente na rua do Rosário.

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Na sexta-feira (9) tem às 15h30 o Bloco Refogado do Sandi, saindo tradicionalmente do centenário Gabinete de Leitura Ruy Barbosa, no Largo do Pelourinho (ou Largo do Quartel). Neste ano, acompanhado na sequência pela “apoteose” a partir das 20 horas na sede central do Grêmio da Companhia Paulista, até meia noite, com ingressos a R$ 20.

Na região da Ponte de Campinas, o Sesc tem show carnavalesco da amazonense Ellen Fernandes às 20h, em ritmo de boi.   

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No sábado (10), o Bloco da Ponte Torta muda do Vianelo para o Centro Histórico e sai às 14 horas do coreto atrás da Catedral, no Largo da Matriz, para percorrer ruas próximas até as 18 horas.

E tem mais festa no Grêmio, com a banda Clave de Lunna, das 21h às 2h.

Mais cedo, na região da Ponte de Campinas, o Sesc tem às 11 horas a “festa dos bichos” do Bloco do Filhote, gratuitamente. E às 15 horas tem a “festa do fundo do mar” com canções de domínio público, também na faixa.

Já no caminho da Estrada de São João, que começa no Largo São José e desce pela rua Dr. Torres Neves, acontecem do outro lado do rio Jundiaí as festas com a Banda Sombra e Água Fresca, no Clube São João. No sábado (10), domingo (11) e terça (13) para adultos, a partir das 19 horas, e matinês no domingo e terça às 15 horas. A R$ 20 antecipado ou a R$ 10 para crianças de sete a doze anos.

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No domingo (11), o Bloco do Loki deixou a Ferroviários do ano passado e também vai para o Centro Histórico, concentrando às 14 horas no Escadão, na Esplanada Monte Castelo, e descendo a rua Barão até o Largo da Cadeia Velha (ou Largo do Fórum) antes de retornar. Depois tem “after” no Bar do Haules, na região da Argos.

Nesse mesmo dia, na região da Ponte de Campinas, o Sesc tem às 17 horas o bloco feminino carioca Mulheres do Chico, que chega a reunir 100 mil pessoas na praia do Leme, no Rio. Também gratuito.  

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Na segunda-feira (12) são dois blocos. O Bloco Super Poder Rosa acontece nas ruas próximas ao Largo da Matriz das 10 às 14 horas. Camisetas ainda podem ser encontradas no Spa Sakura.

E o Bloco Continuamos na Nossa, herdeiro do lendário Estamos na Nossa de sotaque italiano, muda da Ponte São João para o Centro Histórico saindo às 15 horas do coreto atrás da Catedral, no Largo da Matriz.

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Um ponto triste é que a simbólica presença na rua Prudente de um bloco de jovens e crianças, o do Colégio Santa Felicidade, não acontece de novo nesta quinta-feira (7) pela ausência de agentes municipais de trânsito como em outros anos.

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Além dessa programação, um evento temporão chega no outro sábado (17) com o Bloco Órfãos do Fígado saindo pelas ruas próximas ao Largo da Matriz das 14 às 20 horas.

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O desfile das escolas de samba não voltou ao Centro Histórico mas acontece bem perto da região da Argos, ao lado do Terminal Vila Arens. Vai acontecer no sábado (10), a partir das 10h30. Mas diversas das escolas trabalham na reta final em espaços dessa área como a União da Vila Rio Branco, a Arco Íris e a Leões da Hortolândia.

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Em um dos berços da cultura carnavalesca da cidade, o Clube 28 de Setembro (um dos mais antigos clubes sociais negros do Brasil), no Largo Santa Cruz, a festa não tem evento específico. Mas já anuncia um “pagode da família com macarronada” para o Sábado de Aleluia, no dia 31 de março, e também um EncontrAFRO antes, no dia 17 de março.

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A passarela dos desfiles oficiais foi durante a maior parte do tempo a rua do Rosário (antiga rua dos Antunes nos tempos coloniais). As mães levavam as crianças e buscavam sentar no beiral das lojas, nos degraus do Fórum ou, caso tivessem conhecidos e amigos na rua, descolavam uma varanda para apreciar.

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“Dormia

A nossa pátria-mãe tão distraída

Sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações”

 

 

 
 
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