Explore a semana de aniversário de 362 anos



Jundiahy,

uma das primeiras cidades brasileiras

 

Quase não existem cidades brasileiras que possam apontar sua história para o século XVI, aberto com o início da conquista portuguesa em 1500. Foram somente 12 vilas coloniais e três cidades criadas oficialmente por Portugal naquele século.

Quando Jundiahy foi registrada, em 1655, esse número ainda estava abaixo de 30 ? pouco acima de 0,5% do total de municípios atuais do país.  

Mesmo trezentos anos depois da conquista portuguesa dessas terras indígenas, no ano da Independência de 1822, ainda existiam oficialmente apenas 112 ?vilas? e 12 ?cidades? no novo país, ou 2% do número atual.

A colonização foi durante séculos feita especialmente no litoral. Em sua bandeira, Jundiahy tem uma data atribuída aos primeiros ?povoamentos? de 1615. A capital colonial ainda era Salvador.   

Um estudo publicado por Aroldo de Azevedo na revista do Congresso Brasileiro de Geografia de 1994 coloca essa vila como parte do que eram chamadas as ?bocas do sertão?, incluindo na hipótese também Itu, Guaratinguetá, Sorocaba, Curitiba e talvez a amazônica Cametá.

Por esse contexto, a enorme área rumo ao interior e para além da linha de Tordesilhas, era chamado de Mato Grosso de Jundiahy, como gostava de lembrar o saudoso diretor do museu local, Geraldo Tomanik.  

Uma exceção do século XVI na colonização do litoral foi a subida do planalto justamente na vila de São Paulo de Piratininga (1554), em parte atribuída ao bom relacionamento com os povos indígenas criado pela presença de João Ramalho entre eles e depois pela ação dos jesuítas, que elaboraram a gramática mista português-tupi da chamada língua geral (nheengatu).

Dali surgiu outra vila secundária, Santana do Parnaíba, e de onde surgiu em tese o primeiro caminho da vila de São Paulo até Jundiahy cortando a Serra do Japi - e que se tornou posteriormente no século XVIII a mítica Estrada de Pirapora, o único ?caminho seco? para as colinas do Centro Histórico entre as águas de seu entorno dos rios Jundiaí, Guapeva e do Mato. As águas que tinham peixes que originaram o nome indígena do local, pelos jundiás.

Essa estrada começa e termina no Largo Santa Cruz, onde coincidentemente aconteceu muitos anos depois, em 1978, a histórica passeata ecológica que gerou movimentos que reforçaram a proteção da Serra do Japi com seu tombamento estadual, cinco anos depois. Hoje milhares de pessoas passam por ali, onde está o Terminal Central, sem desconfiarem dessa história toda.

O Largo Santa Cruz é um nome histórico de uma das referências dessa área de colinas, como também são o Largo da Matriz, o Largo do Pelourinho, o Largo da Cadeia Velha, o Largo São Bento, o Largo dos Andradas, o Largo das Rosas, o Largo do Cemitério, a Barreira, o Largo do Chafariz, a Ponte de Campinas, a Argos, o Largo São Jorge, a Bela Vista, a Esplanada Monte Castelo e o Largo da Companhia Paulista.

Para uma das cidades brasileiras de origens mais antigas na história, esses pontos são relevantes assim como as estradas antigas que induziram boa parte da ocupação. Como a Estrada de Pirapora, são parte disso a Estrada de São João de Atibaia, a Estrada de Itu, a Estrada das Minas Geraes, a Estrada Velha de Campinas e a Estrada Velha de São Paulo.  

É uma história importantíssima de esforços pela vida, mesmo com suas passagens de escravidão, de violência ou até de destruição ambiental ou histórica exatamente pelas iniciativas elitistas ou populares pela liberdade, pela justiça ou pela conservação.

Talvez pelo fato da maioria das outras cidades brasileiras serem mais novas (incluindo boa parte dos municípios vizinhos) e pelo acesso aos documentos escritos inclusive de propriedade após a Lei de Terras de 1850, a mitologia local se abastece no final dos anos oitocentos do século XIX com a economia do café, da ferrovia e dos imigrantes italianos.

Mas a essa riqueza precisamos acrescentar para nossa imaginação coletiva mais de duzentos anos anteriores e outros personagens, incluindo os povos nativos, o que não é muita coisa. Mesmo com poucos remanescentes. Do concreto precisamos também voltar aos tijolos, e destes para a taipa e até para a palha. E entender os ancestrais não apenas com os olhos de hoje.

As colinas e suas histórias, assim como as estradas, continuam ali. O que faremos com isso é uma questão que apenas os descendentes da comunidade poderão avaliar no futuro. O fato é que Jundiahy é uma das cidades mais antigas do Brasil.


Redescubra Jundiahy,
centro histórico entre rios

São mais de:

400 anos de povoação na bandeira municipal (1615)

360 anos de registro de vila colonial em Portugal (1655)

150 anos de cidade no Império do Brasil (1865)


VEJA DICAS ESPECIAIS (CLIQUE AQUI) PARA SEMANA DE 5 a 10 DE DEZEMBRO DE 2017, NO CLIMA DOS 362 ANOS DO ANIVERSÁRIO DE JUNDIAHY




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largo_da_matriz
























Largo da Matriz (ou Largo da Catedral) num 7 de Setembro no final dos anos 1940, avistada da já então rua Barão de Jundiahy ou antiga rua Direita, da frente do Solar, com a "moldura" do skyline da Serra do Japi ao fundo, uma jóia rara. Foto do Sr João Janczur, acervo Claudia Janczur Klovrza, enviada por Eduardo Klovrza Jr.  Parceiro de imagem: : Sebo Jundiaí



Seus lugares possuem nomes antigos que parecem esquecidos, mas estão guardados na memória dos tempos

Veja o MAPA


Além de atrações culturais, a cidade e seus moradores marcaram essa área interfluvial ("entre rios") com uma infinidade de grandes e pequenos momentos populares, sociais, econômicos, ambientais, ecológicos, operários, esportivos, familiares ou boêmios.

E continuam acontecendo.


No meio de tudo, muitos antigos largos, ladeiras e praças e iniciativas das mais diversas por parte da cultura, do comércio, da gastronomia, da moda, das artes, das festas, da música e da cidadania.

Este guia de reflexão sobre essa área vem sendo organizado desde 2009 para revisitar com um olhar de patrimônio a ideia de que todo esse centro histórico marcado pelos rios representa um bem coletivo de muitas gerações de jundiaienses. E deve ser valorizado e reapropriado pelos atuais e futuros moradores da cidade.

É sonhar muito? Conheça um pouco mais desse centro ampliado e participe.


Essa é Jundiahy, contemporânea de Paraty ou Santana do Parnaíba no século 17 e mais antiga que Ouro Preto.

Este portal defende o uso de pequenas placas indicativas dos nomes antigos de ruas e praças, das datas originais das casas e prédios, dos nomes populares de seus largos e ladeiras, tudo dentro de uma educação socioambiental e patrimonial para moradores e visitantes.


 

Largo da Matriz é encontro

Rua e Ponte Torta, caminho

Largo do Chafariz era água

E a lei, Largo do Pelourinho

 

Largo São José era chegada

Estrada de Pirapora, a saída

Largo Santa Cruz é memória

E Ponte de Campinas é vida

 

São Bento cria largo e ladeira

E Largo das Rosas é a beleza

Largo dos Andradas aconchego

Companhia Paulista é certeza

 

Barreira na estrada de Minas

Torres Neves na de São João

Cemitério marca essa colina

Argos recebe rio com emoção

 

Estrada velha vira da boiada

Monte Castelo virou esplanada

Tomanik e Segre subiram ladeira

E a Bela Vista olha da cumeeira

 

Jundiaí é rio em luso e em tupi

E salvamos o córrego do Mato

Se nascentes foram soterradas

O Guapeva ainda brilha ali

 

Trajeto lindo é na rua da Palha

Imperial ou Concórdia, travessa

E caso a memória não nos falha

Vilas aquém-rios também nessa

 

Graff, Rio Branco, Liberdade

Até São Jorge e sua costureira

No centro histórico da cidade

A magia do caminho é certeira


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