Largo da Matriz, 21 de dezembro de 2013

Artistas da cidade realizam intervenções voluntárias no Natal Pão e Poesia 2013, homenageando os vinte anos do movimento de 1993, chamando a atenção para a solidariedade (divulgando a coleta de brinquedos nos dias anteriores), para o valor do centro histórico e também da própria arte e cultura na tarefa...



Fixo contra Fluxo

A luta simbólica pelo centro histórico interfluvial de Jundiahy



Registro: José Arnaldo de Oliveira

Portal Jundiahy / Comitê Voluntário Pão e Poesia



A homenagem ao vinte anos de uma das maiores mobilizações de cidadania já vistas na cidade mobilizou voluntariamente grandes artistas no sábado, 21 de dezembro de 2013, mas também representou uma reflexão sobre o que muitos jundiaienses enxergam como sendo sua referência vital, o “centro antigo” que é reconhecido no alto do morro que na verdade começa nas margens dos rios Jundiaí, do Mato e Guapeva. Algumas conclusões merecem ser compartilhadas.


1) O conflito entre o local e o global, parte deste século XXI, pode ser traduzido como entre o fixo e o fluxo. Dessa maneira, a região central com mais de 360 anos de histórias acumuladas tem baixo valor em uma fase de lugares que podem ser semelhantes em qualquer ponto (ou “não-lugares”, como rodoviárias, shoppings e aeroportos).


2) A cidadania, nesse sentido, é também uma atitude pela cidade como convivência democrática diante da transformação exclusivamente consumista de tudo como mercadoria e velocidade, ou seja, defender a escala humana da vida.


3) A reforma da praça Governador Pedro de Toledo, realizada em 2000, é o exemplo negativo desse debate. Com desenho em forma de um “x”, foi feita para o fluxo de pessoas e não para sua convivência fixa como antes como apresentou oe arquiteto Araken Martinho, O piso intertravado usado na área mais central também é agressivo a pessoas com deficiência e a transferência da escultura “Caravelas” é consenso.


4) A substituição dos estabelecimentos de comerciantes locais por unidades de redes populares em grande parte tirou a cooperação comunitária porque seus gerentes não tem autonomia para nada mais que o lucro, como apontou a Associação Comercial. O incentivo aos estabelecimentos da cidade, assim, é uma das maneiras de reforçar a área.


5) Se a região central é uma questão de fixo contra fluxo, como observou o professor Cleber Almeida (colaborador do Voto Consciente), a prioridade deve ser dada para os movimentos “rebeldes” contra esse status quo. Estão neles os pequenos negócios locais em segmentos da economia criativa, da cultura erudita e popular, do turismo especializado, os projetos públicos de baixo impacto de patrimônio histórico e outros.


6) De acordo com a representação da Ordem dos Advogados do Brasil, a cidadania é um estímulo necessário para o contraponto ao processo de erosão do convívio urbano.


7) Para o Conselho de Segurança Centro (Conseg), é preciso definir a política adequada para o fluxo paralelo, ou seja, os moradores de rua que chegam de outros lugares e ocupam lugares ou horários vazios do Centro. Ao lado da prostituição de rua, forma o desafio para atividades já existentes (comércio, serviços e moradia) e para novos planos. Sua sugestão é trocar a caridade direta por uma estrutura de acolhimento a ser definida.


8) O esvaziamento de moradores do Centro, outro aspecto levantado no debate, é visto como outro processo a ser bem desenhado. A autorização de edifícios de unidades pequenas, sem garagens, é uma das propostas ao lado de outros com vagas em áreas diferentes. Mas é preciso lembrar também que as encostas do “morro” central são habitadas (como Bela Vista, Vianelo, Vila Pacheco, Jardim Brasil, Vila Municipal, Vila Rio Branco, Vila Graff, Vila Argos...) e precisam de planos inteligentes de conservação e diretrizes de uso integrados.


9) O Centro precisa se apropriar das muitas camadas de seu “fixo” contra o fluxo descontrolado que tenta ser a lógica dos dias atuais. Para isso, a recuperação de nomes nas placas de rua (como acrescentar “ex-rua Direita” nas placas de rua Barão de Jundiaí, e assim por diante) é uma atitude necessária e extensível a todo o centro interfluvial.


10) Também foi lembrado que a Coca, por exemplo, se instalou em uma cidade com fortes limites hídricos mas com localização estratégica na logística, ou seja, o fluxo. Isso marcou o fim de indústrias como Cica, Duratex e Vulcabrás e a chegada de empresas como Ambev, Femsa ou Casas Bahia. De forma ampla, o fluxo também marcou os vinte anos de governo do PSDB, por exemplo, e desafia o governo atualmente do PCdoB. O desafio, entretanto, é da comunidade inteira e não deste ou daquele político.


REAÇÃO ARTÍSTICA


A maioria das 15 ou 20 mil pessoas que passaram pelo Centro no sábado (21), entre 11h e 18h, encontrou alguma das manifestações artísticas que marcaram o festival que lembrava a importância de ser solidário no Natal e com sua presença também defendeu o valor do Centro e da cultura na vida das pessoas da cidade. Tudo foi voluntário, exceto o serviço de som (pela Secretaria Municipal de Cultura) e o coreto (pela Catedral Nossa Senhora do Desterro). A Rádio Festa também colaborou calibrando o som em trecho onde haveria apresentação teatral.


1) Tom Nando (MPB)

2) João Antonio (máscaras)

3) Banda U.T.I. (rock)

4) Formação Itapuí (MPB)

5) Respeitável Público (teatro)

6) Alexandre RE (hip hop)

7) Trupe Pling (circo)

8) Banda Fistt (rock)

9) Cia. Tão Distante (teatro)

10) Banda Apsys (rock)

11) Performático Éos (teatro)

12) Ricardo Colombera (gaita de foles)

13) Escola Indacc (teatro)

14) Valquíria e Renata (varal de poesias)

15) Thaty Marcondes (panfletagem)

16) Vanderlei B.A. (locução de palco)

17) Museu Histórico e Cultural (água)

18) Felipe Tristão (apoio)


Organização: Henrique Parra, José Arnaldo de Oliveira, Carlinhos Pasqualin


página do evento: clique AQUI ou https://www.facebook.com/events/174912036050086/?fref=ts



RASCUNHOS...


De povoado a patrimônio


Os povos indígenas que habitaram as colinas de Jundiahy não deixaram registros, mas é possível supor que eram do tronco linguístico Tupi usado na primeira formação da língua brasileira, o “nheengatu” falado pelos bandeirantes paulistas na guerra de aprisionamento realizada no século XVII.


O próprio nome do lugar está nesse idioma perdido e significa algo como “águas dos jundiás” em referência ao peixe que ainda existe em alguns riachos da Serra do Japi ou talvez da zona rural.


Apesar de pequena, a vila era o ponto de partida para caravanas ou expedições rumo ao chamado sertão, o que significa todo o interior daqui até o mato grosso, como era chamado. Uma estrada real ligava Jundiahy com a vila de São Paulo (que era parte da capitania hereditária de São Vicente) e outras faziam a ligação com Santana do Parnaíba e Pirapora, entre outras.


Os negros da terra, como eram chamados os nativos indígenas trazidos para os trabalhos pesados, depois deram lugar a pessoas negras vindas da África com os traficantes de escravos. Foi um período estranho, em que a Câmara de Jundiaí chegou a pagar um capitão do mato e seus soldados em 1754 para eliminar um quilombo e mostrar as cabeças de seus líderes em estacas na estrada real.


Havia pessoas conscientes também, como mostram documentos de herança deixada por casais de moradores aos filhos bastardos. Mas a rebelião não podia ser muito ousada, como indica o fato de um dos primeiros equipamentos da vila ser o “pelourinho”, poste ao ar livre do século XVII onde eram presas as pessoas em castigo.


No século XIX, os trens iniciados pelos ingleses entre Jundiahy e Santos para a exportação do café das grandes fazendas do interior (já dividido entre outras cidades) trouxeram o trabalho assalariado, que ao lado dos pequenos ofícios urbanos reforçou os grupos progressistas. A onda dos imigrantes (italianos, japoneses, árabes, espanhois, alemães e muitos outros) deu um novo perfil para cidade – inclusive por trocarem o uso da taipa de pilão nas construções pelos tijolos de barro cozido.


No século XX, Jundiahy tinha virado uma cidade operária com diversas fábricas na região central (além das oficinas ferroviárias) e desta uma visão panorâmica do polo cerâmico na margem oposta do rio Jundiaí e do polo têxtil na margem oposta do rio Guapeva.


A antiga cultura rural deu origem a uma forte cultura urbana e suas manifestações de músicos, atores, dançarinos, mestres de obras, alfaiates, selarias, escultores, pintores, mestres de festejos, produtores de filmes, fotógrafos, cozinheiros, paisagistas e outras tarefas.


Primeiro com seu auge agrícola, a partir da década de 1930, e depois com o auge do núcleo industrial urbano, entre 1950 e 1980, a antiga vila atraiu uma nova onda de migrantes, especialmente do interior paulista, mineiro e paranaense, e depois dos estados nordestinos para setores como as indústrias, os serviços e a construção civil.


No século XXI uma bolha de especulação imobiliária de origem macrometropolitana, conectada com a multiplicação automobilística do país, avançou sobre essa parte da cidade e pressionou ainda mais a mudança da paisagem para novas construções ou simplesmente sua destruição pela abertura de estacionamentos. Ao mesmo tempo, muitas iniciativas de revalorização aconteceram.


Estranhamente, o encanto da história de 400 anos da antiga vila resiste ao tempo e oferece sempre novas surpresas ao lado das memórias de todos que passaram por ela.



As colinas originais


MAPA 1


O mapa de Jundiahy em 1657, elaborado por Geraldo Tomanik a partir dos documentos transcritos por Mário Mazzuia, mostra um centro original no alto da colina formado em um extremo pela atual rua Cândido Rodrigues onde estava o início da rua Direita (atual Barão de Jundiaí) e pelo Largo do Pelourinho, onde estava o início da rua dos Antunes (atual Rosário), incluindo um beco no meio do terreno onde depois funcionou o antigo quartel.


No outro extremo era o Largo São Bento, onde terminava a rua Direita e também a rua dos Antunes. No meio do caminho estavam a Travessa do Pelourinho (atual Engenheiro Monlevade), a Travessa Imperial (atual Bernardino de Campos), a Travessa da Matriz (atual São José), a Travessa do Triunfo (atual Barão do Triunfo), a Travessa da Padroeira, a Travessa da Concórdia (atual Coronel Leme da Fonseca) e a Travessa das Casinhas (atual Siqueira de Moraes).


O entorno desse núcleo era formado por caminhos que depois deram origem à rua do Comércio (atuais Rangel Pestana e Vigário João José Rodrigues), à rua do Meio (atual Senador Fonseca) e também às ruas Secundino Veiga, da Imprensa, São Bento e Jorge Zolner.


MAPA 2


Um mapa de 1908 do Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo (IGC) mostra a área urbana de Jundiahy, passados 293 anos desde a data simbólica de 1615, pouco maior do que seus documentos oficiais de 1657. A área entre os trilhos da Companhia Paulista ou da Estrada de Ferro Ytuana e o rio Jundiaí aparece vazia. O crescimento aconteceu até a rua Benjamin Constant, de um lado, e a rua Conde de Monsanto, de outro, com ocupação da região das oficinas ferroviárias e também na direção do Largo Santa Cruz e Bela Vista. A partir desse momento, a ocupação seria mais rápida.


MAPA 3


O mapa de 1970, adaptado da Prefeitura de Jundiaí, mostra que a região central e seu desenho urbano de mais de 350 anos desde a data simbólica de 1615, já expandidos até as margens dos rios, ainda eram pensados como uma área com possíveis soluções diante do transporte de automóveis, em um planejamento que começou na década de 1950. O “anel viário central” demarca o entorno usando os rios com a avenida marginal do rio Jundiaí (atual Antonio Frederico Ozanan), a avenida marginal do córrego do Mato (atual Nove de Julho) e o atual conjunto de viaduto Sperandio Pelliciari e rua José do Patrocínio (estendido neste caso pelas ruas Atílio Vianelo, 13 de Maio/Pirapora e Dora Franco).


MAPA 4


O mapa de 2014 mostra poucas das mudanças profundas, que ocorreram em níveis pouco visíveis nesse tipo de visualização como na altura de construções novas, na mudança de fachadas antigas e na transformação de espaços e de usos.





Largos centrais 1

Matriz, Pelourinho, São José



O “berço” dessa vila de Jundiahy, ainda como freguesia de Nossa Senhora do Desterro originária do mítico 1615 do brasão da cidade à espera do reconhecimento pela capitania hereditária de São Vicente (doada pela Coroa Portuguesa ao então Marquês de Cascais), está nessa região central marcada pelas ruas Direita (atual Barão de Jundiaí) e dos Antunes (atual Rosário).


Se o pelourinho dos castigos ao ar livre marcou a primeira ordem secular de um lado, a capela que depois virou a Catedral marcava a ordem espiritual por outro, a vila também teve seus lados bucólicos. E a vila seguiu seus caminhos de trabalho, de organização, de vida social e cultural.


No século XX, essa área havia se tornado decisiva para o debate dos rumos e transformações da cidade depois da abolição da escravatura, da imigração estrangeira, do transporte ferroviário, do cotidiano operário. E também da chegada da energia elétrica que substituiu os lampiões, da água encanada que substituiu os barris e os chafarizes e dos paralelepípedos que substituíram as ruas de terra.


Largos centrais 2

Cadeia, São Bento, Andradas



O grande Largo São Bento já estava marcado nos mapas de 1657, ligado ao mosteiro e depois a um “hospício” mantido pelos beneditinos no extremo da rua Direita (atual Barão de Jundiaí) e da rua dos Antunes (atual Rosário). Somente foi desmembrado depois, com o surgimento da Cadeia e depois do atual Fórum. É uma região central marcada por grandes acontecimentos como a primeira greve operária do Brasil em 1906, que começou com os ferroviários e depois chegou aos têxteis (e teve até apoio de estudantes de direito de São Paulo) e também pelo evento agrícola e industrial com repercussão nacional em 1934, a primeira Festa da Uva.


Os três largos (São Bento, Cadeia e Andradas) são originários das primeiras ocupações no século XVII. Formam um circuito ainda arborizado, repleto de referências sobre as diversas fases históricas da região central e também de atrações de sua vida contemporânea.



Caminhos de ouro

Chafariz, Barreira, Cia Paulista, Liberdade


No século XVII, a estrada real ganhou o rumo dos garimpos das Geraes com o caminho aberto para a estrada depois chamada de Itatiba, vindo anos depois a contar com um chafariz para “reabastecer” as tropas de cavalos. Esse ainda é um os trechos mais charmosos da região central.


Mais adiante a Coroa de Portugal ordenou a instalação de um posto de fiscalização chamado de “barreira”, que era controlado pela Câmara de Jundiaí em situações como o aumento de impostos decretado para ajudar a reconstrução de Lisboa após o terremoto do século XVIII.


Com a chegada dos trilhos no fim do século XIX, os ferroviários expandiram a região que ganhou também indústrias na fase seguinte. A última fase de expansão, junto ao rio Jundiaí, ocorreu depois do aterramento de suas margens na década de 1960.



Caminhos da água

Torres Neves, Várzea do Guapeva, Graff


A Ladeira Torres Neves teve relevância desde o século XVII como caminho para a região leste e também para a vila de São João de Atibaia, reforçada depois pela estação central da Companhia Paulista. A partir de 1950, com o primeiro viaduto da cidade, esse conjunto ganhou o apoio das escadarias que levavam também à Vila Graff, surgida do outro lado dos trilhos da ferrovia.


O setor forma um ponto de encontro do rio Jundiaí com o rio Guapeva, que nessa área ganhou ambém na virada dos séculos XIX e XX uma vila operária construída pela indústria têxtil. Um caminho de pedestres, ainda em uso, também liga a Vila Graff com a área da Várzea do Guapeva.




Caminhos da vida 

Rosas, Cemitério, Tomanik, Andrés


No fim do século XIX, a criação do primeiro cemitério público substituiu os sepultamentos feitos no entorno de igrejas que existiram em praticamente todo o centro de Jundiahy desde o século XVII. Ao mesmo tempo, a saúde ganhou força poucos anos depois com os primeiros hospitais de caridade e de socorro mútuo.


A ladeira usada pelas lavadeiras, rumo ao córrego do Mato, e a ladeira do outro lado, de acesso à estrada da Boiada, ganharam casas e até mesmo o primeiro estádio do Paulista (que trazia o novo esporte do “foot ball” para a cidade com sua criação em 1909), na Vila Leme, deu lugar a uma estação do novo abastecimento de água que acabou com os baldes nos chafarizes.






Caminhos do sertão

Boiada, Ponte de Campinas, Segre


A estrada real que chegava a Jundiahy no século XVII teve por muito tempo uma continuidade rural, com pequenas vilas no interior paulista até o Mato Grosso que eram subordinadas à cidade. A Estrada da Boiada era um desses caminhos, marcados pela presença de matadouros antes mesmo da chegada dos trilhos da ferrovia no fim do século XIX, e culminava na passagem que ficou conhecida como Ponte de Campinas (depois relacionada com a estrada velha para essa antiga vila, hoje metrópole, continuando a ligação originária com a capital).


Também com características rurais até o século XX, a região da ladeira Antonio Segre também passou por transformações urbanas. Os três setores formam uma região central nas proximidades do encontro do rio Jundiaí com o córrego do Mato.




Caminhos dos sonhos

Santa Cruz, São Jorge, Bela Vista


Entre as atrações dessa região central, nas margens do córrego do Mato, está a memória de grandes momentos da cidade. No Largo Santa Cruz surgiu no século XX a sede do mais antigo clube negro em atividade do Estado de São Paulo, criado em 1897 em uma cidade que em 1754 ainda remunerava um capitão do mato da capital para, com sua tropa, exterminar um quilombo surgido na área rural (que hoje é Itupeva) em 1754 e deixar cabeças de líderes rebeldes expostas na antiga estrada real.


O mesmo local abrigou outros grandes eventos, como a passeata ecológica que em 1978 reuniu milhares de participantes da cidade em um tempo sem internet para uma caminhada até o Pico do Mirante para pedir a proteção da Serra do Japi, já ameaçada por interesses imobiliários, que foi alcançada cinco anos depois com o tombamento como patrimônio natural.


E tanto a Fábrica São Jorge, no largo de mesmo nome, como a Vigorelli do Brasil, na Bela Vista, foram símbolos com seus tecidos ou máquinas de costura da antiga cidade industrial e operária que marcou todo o século XX.




Caminhos da paisagem

Saúde, Monte Castelo, Cavalcanti


Um setor repleto de atrações é formado pelos setores do Largo da Saúde, pela Esplanada do Monte Castelo e pela ladeira Dr. Cavalcanti.


A inspiração principal para reunir esse setor é a Esplanada do Monte Castelo, criada na década de 1950 em homenagem aos soldados jundiaienses que participaram da missão brasileira na Itália durante a 2ª Guerra Mundial. Abrigando o conhecido “escadão”, permite uma visão panorâmica na direção sul com a Serra dos Cristais e a Serra do Japi ao fundo (hoje limitada por árvores e prédios não existentes na época).


Mas também integra essa mesma ideia a antiga estrada para Pirapora do Bom Jesus, que começa no Largo da Saúde e segue pela mais extensa rua da cidade para a transposição da Serra do Japi, existente desde o século XVII, e que celebra agora o centenário da Romaria Diocesana a cavalo ou a pé criada em 1914.


Do outro lado, está o setor da Ladeira Dr. Cavalcanti, formado um eixo binário com a rua Vigário João José Rodrigues e que era o ponto de chegada da antiga estrada real do século XII (e depois estrada velha de São Paulo até o surgimento das rodovias na década de 1950). Entre seus destaques estão as atrações do Complexo Argos e as margens verdes do rio Guapeva.






 
 
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