Centro Histórico tem 50 praças em Jundiaí, diz levantamento

 

Uma das principais características urbanas, as praças desempenham funções variadas como as paisagísticas (referências), sociais (convívio) ou ambientais (áreas verdes). Em Jundiaí, pelo menos 50 áreas desse tipo foram identificadas na região central.

O levantamento “Praças do Centro Histórico de Jundiahy” foi feito pelo sociólogo e jornalista José Arnaldo de Oliveira.

“Mesmo com as transformações vividas ao longo do tempo, essa rede mantém sua importância para o entendimento de cidade”, afirma.

A área abordada pela pesquisa é o centro histórico ampliado, das colinas com limites considerados entre o córrego do Mato, o rio Jundiaí, o rio Guapeva e um eixo terrestre pela rua José do Patrocínio, rua Atílio Vianelo, rua 13 de Maio e rua Dora Franco.  

O levantamento incluiu também praças extraoficiais, que são áreas verdes relevantes sem denominação em mapas. Mas a maioria absoluta é de praças reconhecidas, sejam pequenos espaços de vizinhança ou lugares tradicionais e até algumas hoje fechadas em parte do tempo.

“São características muito diferentes em cada uma delas. Algumas são quase ilhas verdes no cenário urbano. Outras estão ainda abrigam ou estão próximas de monumentos. Existem aquelas menores, de vizinhança mesmo, e com mirantes panorâmicos. E tem aquelas mais antigas, que passaram por vários nomes desde os tempos em que havia o conceito mais abrangente de largos em vez de praças”, diz.

Em comum, quase todas oferecem sombra ou espaços de descanso e conversa para quem está andando a pé, de bicicleta ou a caminho do carro ou do ônibus.

Outro ponto que chama a atenção é grande parte delas contar com algum apelido carinhoso dos moradores ao lado do nome oficial.

 

Veja a lista, em ordem alfabética:

 

1.      Praça Alberto Zaia (Ponto Verde) – na margem do córrego do Mato, na região da Ponte de Campinas, foi ponto cultural e abriga parque inclusivo da Ateal. 

 

2.      Praça dos Andradas – ponto tradicional na rua Senador, na região também conhecida como Largo dos Andradas. Abriga posto policial em imóvel histórico. 

 

3.      Praça Antonio Clini – na margem do rio Jundiaí, é uma das praças de vizinhança da região da Barreira, na Vila Margarida.

 

4.      Praça Antonio Frederico Ozanam (Casa de Saúde) – na antiga frente da Fratellanza Italiana, tem na região do Largo das Rosas o busto do vicentino.

 

5.       Praça Antonio Mendes Pereira (Escadaria) – marca a ligação da rua Onze de Junho com a Vila Boaventura, na região do Largo São Jorge.

 

6.      Praça Antonio Rius Regenstreif (Escadaria) – na região do Largo do Cemitério, a minúscula praça marca a passagem para a Vila Inhamupé.

 

7.      Praça Arnaldo Levada (Feijão) – Na margem do córrego do Mato, a praça da região da Bela Vista já foi um pequeno lago com pequenos barcos nos anos 30.

 

8.      Praça da Bandeira (Santa Cruz) – a ilha verde do Terminal Central é uma das mais antigas da cidade, o Largo Santa Cruz com as estradas de Pirapora e de Itu.  

 

9.      Praça Barão do Japy (Chafariz) – a praça triangular no Largo do Chafariz marca o desenho da antiga Estrada das Minas pela rua Abolição e estrada de Itatiba.

 

10.  Praça Barão do Rio Branco – a praça ligada à origem da Vila Rio Branco, na região da Barreira, tem um misto de praça de vizinhança e comércio.

 

11.  Praça do Bolsão da Argos (Varejão) – A pequena praça lateral do Complexo Argos ocupa área anteriormente parte da lendária indústria têxtil.

 

12.  Praça do Bolsão da Nove (Pontilhão) – Surgido com reforma da margem do córrego do Mato em avenida, funciona como praça sob a avenida Jundiaí.

 

13.  Praça Bom Jesus (13 de Maio) – Antiga praça, marca a chegada da Estrada de Pirapora à região central.

 

14.  Praça do Centro Esportivo José Brenna (Sororoca) – a praça central do local conhecido pelo skate surgiu como ponto de lazer entre duas ferrovias.

 

15.  Praça do Complexo Fepasa (Companhia Paulista) – a praça originalmente tinha fachada voltada para os trilhos e mantém forte cenário arquitetônico.

 

16.  Praça Conceição Aparecida (Praça das Noivas) – o local marca a Ponte de Campinas, pela antiga estrada para essa então vila, na margem do rio Jundiaí.  

 

17.  Praça Dom Pedro II (Rosas) – A região do Largo das Rosas, marcada pelos hospitais, é um ponto histórico de ações solidárias da cidade.

 

18.  Praça Dr. Domingos Anastácio (São José) – O popular Largo São José e a homenagem ao lendário médico marcam a chegada das estradas coloniais.

 

19.  Praça Domingos Ferragut - na margem do rio Jundiaí, é uma das praças de vizinhança da região da Barreira, na Vila Margarida.

 

20.  Praça Erazê Martinho (Ponte Torta) – O restauro do monumento também substituiu a antiga praça Sete de Setembro, desaparecida por obras viárias.

 

21.  Praça Esplanada Monte Castelo (Escadão) – A grande área verde da encosta e a visão panorâmica, restauradas, são marcas do local desde o fim do século XIX.

 

22.  Praça Governador Pedro de Toledo (Matriz) – Referência de mais antigo ponto da cidade, o Largo da Matriz já foi também praça da Independência.

 

23.  Praça Joaquim Antonio da Silva (Estaçãozinha) – A pequena praça ao lado da Estrada de São João - viaduto e rua Torres Neves - acessa a rua da Padroeira.

 

24.  Praça José Luiz Borin (Feira) – A praça de vizinhança na região da Barreira, ao lado da antiga estrada de Minas, é tradicional rota pedestre sobre os trilhos.

 

25.  Praça José Pedro Raymundo (Banca) – A pequena praça converge as antigas rotas para Minas, pela estrada de Itatiba, e para o Horto, pela rua Tiradentes. 

 

26.  Praça Leonildo Mazzoli - na margem do rio Jundiaí, é uma das praças de vizinhança da região da Barreira, na Vila Margarida.

 

27.  Praça Linear (Sindicato) – Sem nome oficial, a praça é uma histórica passagem verde entre avenida Ferroviários e rua Prudente, antes usada pelos ferroviários.

 

28.  Praça Linear do Córrego do Mato (Bosque) – Uma das mais importantes áreas verdes da região central, não é exatamente uma praça vertical mas é “show”.

 

29.  Praça Linear do Rio Guapeva 1 (Seringueira) – Uma das maiores praças, na margem do rio, com grande falsa-seringueira que restou de demolições viárias.

 

30.  Praça Linear do Rio Guapeva 2 (Vila Argos) – Área com muitos registros de vida silvestre, tem passagem dedicada a pedestres e ciclistas na margem do rio. 

 

31.  Praça Dr. Luiz Gonzaga Barbosa (Caixa d´Água) – A praça do Largo do Cemitério, dos anos 1950, foi vizinha de estação de água e antigo campo do Paulista. 

 

32.  Praça Marechal Floriano Peixoto (Coreto) – Parte do Largo da Matriz, referência de ponto mais antigo do centro. Tem poucas árvores mas forte arquitetura.

 

33.  Praça Miguel Lopes (Ferroviários) – Com alguns detalhes em metal ferroviário, a pequena praça é usada por moradores para conversas ao lado do forte trânsito.

 

34.  Praça Mirante da Bela Vista – Mesmo com perdas causadas pela verticalização da cidade, o local tradicionalmente tem um panorama do lado leste da região.

 

35.  Praça Mirante da Nove (Jumbo) – Sem ser oficial,  é quase uma praça vertical com panorama entre o córrego do Mato e o Extra, na região do Largo São Jorge.

 

36.  Praça Natal Ferragut (Viaduto) – A pequena praça marca metade do acesso ao Viaduto Professor Joaquim Candelário de Freitas, na região da Barreira.

 

37.  Praça Natal Simionato (Zé) – A praça da Vila Rafael de Oliveira, entre Ponte de Campinas e Largo do Cemitério, une árvores e grafites.

 

38.  Praça Nove de Julho (Cruzeirinho) – A praça da Vila Municipal, na região do Largo do Cemitério, tem escultura doada na década de 1940.

 

39.  Praça Ortensio Vicentin (Chácara Urbana) – A pequena praça na Chácara Urbana marca o encontro das ruas Jorge Zolner e Eduardo Tomanik.

 

40.  Praça Orville Green (Chafariz 2) – Na esquina da rua Abolição com avenida União dos Ferroviários, é uma das praças da região do Largo do Chafariz e Barreira.

 

41.  Praça Otto Schenkel - na margem do rio Jundiaí, é uma das praças de vizinhança da região da Barreira, na Vila Margarida.

 

42.  Praça Primeiro de Maio (Ginástica) – Sem nome oficial encontrado. É espaço de uso ocasional nos fundos da rua Primeiro de Maio, diante do Complexo Fepasa. 

 

43.  Praça Pompeu Perdiz (Anchieta) – A praça marca a Estrada de Pirapora e seu acesso de degraus para a rua Torta e região do Largo do Pelourinho.

 

44.  Praça Rildo Michel Martho (Liberdade) – A praça em torno do centro esportivo da margem do rio Jundiaí tem árvores e curiosos itinerários a pé ou de bicicleta.

 

45.  Praça da Rua Torta – A pequena praça, sem nome identificado no cruzamento das ruas Paula Penteado e Senador Fonseca, indica a curva de nível da primeira.

 

46.  Praça Rui Barbosa (Quartel ou Pelourinho) – Ponto mais antigo do Centro, passou de Largo do Pelourinho a do Rosário antes de mudar para do Quartel.

 

47.  Praça São Bento – local onde o nome antigo de Largo São Bento é mais forte do que praça, em torno do mosteiro do século XVII.

 

48.  Praça São Lázaro (Sesão) – A praça hoje cercada de carros já teve homenagem aos soldados da Guerra do Paraguai e parada de trens da Sorocabana.

 

49.  Praça Sebastião Rolla (Triângulo) – A pequena praça marca o encontro das ruas Bela Vista e Marcílio Dias.

 

50.  Praça Tibúrcio Estevam de Siqueira (Fórum) – Conhecida também como Largo da Cadeia Velha, a praça tem entre suas atrações um marco geodésico. 

 

51.  Praça da Vila Argos Nova (Vilinha) – A típica praça de vizinhança, na margem do rio Guapeva, sem nome oficial nos mapas de localização.

 

A lista, observa a pesquisa, pode ter algum acréscimo no caso de observações adicionais de moradores. O aspecto mais importante é chamar a atenção para a presença desse elemento na vida cotidiana da cidade.

Em alguns casos, essa presença pode ser reforçada com eventos culturais como o Sexta no Centro, promovido mensalmente há vários anos pela Prefeitura, no Largo da Matriz, e diversas outras iniciativas voluntárias acumuladas no tempo como Arte na Praça, Ocupa Ponte Torta, Arraiá da Palha, Praça Cultural, Praça Viva e tantas outras.

“Mas é no dia a dia que fazem parte da vida das pessoas. Se na soma de todas elas a média chegar a dez árvores por praça, teríamos mais de 500 árvores somente nessa rede de praças. E junto com a arborização das ruas teremos um número que mostra um benefício ambiental evidente em pássaros, clima e paisagem, inclusive arquitetônica”, observa.

O levantamento busca chamar a atenção para a importância das praças nesse centro histórico ampliado (Jundiahy, como é chamado nesse caso), mas o interesse no assunto vale para toda a cidade.

“Diversos bairros possuem praças com grande aproveitamento social, inclusive na época de festas juninas e outros eventos. Até mesmo condomínios fechados possuem espaços comuns que remetem a esse tipo de convívio. Mas nesse caso o foco foi essa área mais antiga, de quase 400 anos”.

Uma das questões relacionadas ao tema é a segurança coletiva, onde o uso das praças pode ser desestimulado (pelo fechamento, pelo mobiliário pouco acolhedor) ou estimulado junto com a caminhabilidade (pela presença de moradores ou por mobiliário convidativo). 

Mas o ponto considerado mais importante, nesse caso, é a constatação de que a cidade – e principalmente a parte alta e baixa de seu centro histórico ampliado – continua sendo uma cidade de praças. E das boas histórias que envolvem cada uma delas.

 

* José Arnaldo de Oliveira é jundiaiense com formação de cientista social pela Unicamp e de jornalista pela PUCC. Atuou com temas culturais e ambientais, tendo sido voluntário em ações como Pão e Poesia e na Serra do Japi. Foi o criador em 2009 do portal educativo Jundiahy e colaborou em projetos como Urbanismo Caminhável, Plano Diretor Participativo e Rotas Turísticas. Por dois anos foi um dos voluntários do evento Ocupa Ponte Torta, em iniciativa do grupo Pedala Jundiaí. É autor também em livros da série Jarinu Tem Memória e da publicação Amazônia Brasil, além de registrar uma menção honrosa de Prêmio Fiesp de Jornalismo e participado de uma vitoriosa campanha internacional O Cupuaçu é Nosso, contra a biopirataria. Contatos em jundiahy@outlook.com (ou whatsapp 11 98684 4918).     

 


MAIS DETALHES


REGIÃO: PONTE DE CAMPINAS

1.      Praça São Lázaro

Avenida Antonio Segre x Avenida União dos Ferroviários x Rua dos Bandeirantes

 

A praça já teve nos séculos XIX e XX uma plataforma de trem da ferrovia Ytuana-Sorocabana, cujos trilhos eram onde hoje está a avenida União dos Ferroviários. E antes disso, relatos orais indicam que teve uma placa homenageando os jundiaienses livres ou escravos que lutaram na Guerra do Paraguai (1864-1870). Ficava então ao lado da rua dos Bandeirantes (antes também conhecida como Estrada da Boiada) e das trilhas que levavam a chácaras que existiram na região do Jardim Brasil e da Vila Rafael de Oliveira, na atual avenida Antonio Segre. 

 

2.      Praça Conceição Aparecida

Avenida Antonio Segre x Avenida Antonio Frederico Ozanan x Avenida Nove de Julho

 

Conhecida como Praça das Noivas, está ao lado da área da antiga “ponte de Campinas” onde começava desde o século XVII o caminho rural que virou a Estrada Velha de Campinas (vila depois emancipada de Jundiaí no século XVIII). Em meados do século XX a canalização do rio Jundiaí permitiu o surgimento das avenidas e o aterramento da sua várzea, onde está localizada a praça. Tem fonte luminosa colorida e passarela para pedestres sobre o rio. 

 

3. Praça Alberto Zaia

Avenida União dos Ferroviários x Avenida Nove de Julho

 

Conhecida como Ponto Verde, foi um importante ponto de encontro com urbanismo hospitaleiro e vida musical no final do século XX. Atualmente está cedida para um parque adaptado para crianças com deficiência da ONG Ateal. Do outro lado do córrego do Mato, que ali chega à sua foz no rio Jundiaí, tem hoje a companha da praça Monsenhor Arthur Ricci – que contrasta com ela na presença de árvores.

 

4. Praça Linear do Córrego do Mato (Bosque)

Avenida Nove de Julho x Rua São Lázaro x Rua João Canela

 

Mais do que praça, é um bosque “vertical” ao longo do morro que segue até o painel de grafites. A quantidade de aves passa muitas vezes despercebida para quem passa de carro. Cumpre uma importante função ambiental e estética.

 

5. Praça do Centro Esportivo José Brenna (Sororoca)

Avenida Antonio Frederico Ozanan x Rua Novo Horizonte

 

Localizado junto à linha de trem, sobre antigo campo de futebol de terra situado onde as ferrovias Paulista e Sorocabana se separavam, suas árvores formam um corredor contínuo com outras nos fundos do Extra, quase ligando-se com o Botânico. Tem bebedouro, pista de skate e bicicross e quadras de areia. 

 

 

REGIÃO: LARGO DO CEMITÉRIO

6.      Praça Nove de Julho (Praça do Cruzeirinho)

Rua Domingos Jorge Velho x Rua Vasco Fernandes Coutinho

 

A praça abriga um monumento metálico feito em homenagem ao Congresso Eucarístico Nacional, de 1942. É uma convergência de diversas ruas, entre as quais a Dulce Pinheiro Simonsen que inicia na rua dos Bandeirantes e sobe pela bucólica Vila Inhamupé.

 

7.      Praça Antonio Rius Regenstreif

Rua Domingos Jorge Velho x Rua Visconde de Mauá

 

A minúscula praça tem como curiosidade a presença de uma escadaria urbana. Marca também o início da rua Rangel Pestana.

 

8.      Praça Natal Simionato

Rua Nicolau Coelho x Rua Henrique Olaf Hedman

 

A aconchegante praça, conhecida por jovens do século XX pela presença do Bar do Zé, não tem nome identificado nos mapas mas abriga bom número de árvores e grafites.

 

9.      Praça Dr. Luiz Gonzaga Barbosa

Avenida Henrique Andrés x Rua Luiz Rosa x Rua Campos Sales

 

Localizada em frente ao pórtico do Cemitério Nossa Senhora do Desterro, abriga uma das primeiras caixas de água de abastecimento do Centro em meados do século XX , ao lado da imponente Estação de Tratamento de Água que surgiu onde foi o primeiro estádio do Paulista Futebol Clube. E perto do “corredor verde” das árvores da rua Anchieta. 

 

 

REGIÃO DO LARGO DO CHAFARIZ

10.  Praça Barão do Japy

Rua da Abolição x Rua Dr. Almeida x Rua Prudente de Morais

 

Com origem estimada no século XVII, marca a passagem da Estrada Velha (na rua Marechal Deodoro) para a Estrada Real das Minas (na rua Dr. Almeida, rua da Abolição e avenida Itatiba). O uso do chafariz e bebedouro para animais, hoje em ruínas, resistiu até o século XX.

 

11.  Praça Orville Green

Rua da Abolição x Avenida União dos Ferroviários

 

Com chafariz para uso humano em formato de cabeça de leão, a praça surgiu depois da remodelação do leito da ferrovia Sorocabana para avenida União dos Ferroviários, no fim do século XX, após anos de uso do caminho por pedestres a trabalho ou a lazer. Seu efeito atual é estético, não mais como abastecimento. 

 

12.  Praça Miguel Lopes

Rua da Abolição x Avenida União dos Ferroviários

A pracinha tem algumas peças de ferro fundido, que fazem alusão à vizinha oficina de trens desativada, e bancos onde moradores podem conversar. Contava ainda com um antigo bebedouro. 

 

13.  Praça Linear (*)

Rua Prudente de Moraes, em frente ao antigo Sindicato

 

Com nome ausente dos mapas, a praça entre a rua Prudente de Moraes e a avenida União dos Ferroviários é claramente uma ligação verde entre as antigas ferrovias Sorocabana e Paulista e a sede do antigo e poderoso Sindicato dos Ferroviários. Hoje ocupado pelo Colégio Santa Felicidade, mantém na sua entrada o busto do histórico líder Harry Normanton, da época da estatização como Fepasa nos anos 70.

REGIÃO DA BARREIRA

14.  Praça José Luiz Borin

Avenida Itatiba x Rua Jorge de Lima x Rua Lupe Cotrin

 

Essa área verde sinaliza o ponto de passagem entre a avenida Itatiba e a rua da Abolição, hoje vivida apenas por pedestres e ciclistas sobre os trilhos surgidos no século XIX. Mas a estrada para as Minas, desde o século XVII, teve nessas redondezas um posto de cobrança de impostos portugueses que deu origem ao nome Barreira.

 

15.  Praça Natal Ferragut

Avenida Itatiba x Viaduto Professor Joaquim Candelário de Freitas

 

A pequena praça, estendida dos dois lados do viaduto surgido em 1967 e que desviou o tráfego da antiga estrada colonial, faz alusão a um dos comerciantes mais antigos do local no século XX ainda antes de supermercados, quando o comércio era feito a granel nos armazéns de “secos e molhados”.

 

16.  Praça José Pedro Raymundo

Avenida Itatiba x Rua Tiradentes

 

A praça separa a passagem da avenida do acesso ao bairro e à rua que levava ao antigo horto florestal que fornecia eucaliptos para as caldeiras dos trens no início do século XX. E próxima do acesso da antiga ponte sobre o rio Jundiaí, substituída pelo viaduto Euclides Figueiredo na década de 1970.

 

17.  Praça Barão do Rio Branco

Rua Santa Teresinha x Rua Dario Murari

 

Referência para o nome do bairro surgido no século XX ainda com forte presença de ferroviários, tem passagens populares como a visita de um famoso camelô conhecido como “peru que fala” por ficar vermelho depois de falar muito e hoje consolidado como Sílvio Santos. Ponto de encontro de moradores, perto das famosas pizzas da antiga Cantina do Jarbas.

 

18.  Praça Rildo Michel Martho

Rua Sílvio Romero x Avenida Antonio Frederico Ozanan

 

Uma praça de porte razoável por envolver também o centro esportivo Ovídio Bueno, é ligação pedestre entre os bairros da Ponte São João e Vila Rio Branco, com passagem sobre o rio Jundiaí. Circunda as quadras, parque infantil e o campo com árvores, algumas de bom porte.

 

19.  Praças Antonio Clini, Otto Schenkel, Domingos Ferragut e Leonildo Mazzoli

Avenida Antonio Frederico Ozanan, entre ruas Dom José Gaspar e Irmã Inês de Jesus

 

O conjunto das quatro pequenas praças de vizinhança na margem do rio Jundiaí, na Vila Margarida, está ligado a uma anterior cultura popular de casas mais abertas e hospitaleiras e forte relação entre vizinhos.

REGIÃO DA COMPANHIA PAULISTA

20.  Praça do Complexo Fepasa

Avenida União dos Ferroviários x Rua São Bento

 

O pátio da antiga Companhia Paulista é mais histórico, arquitetônico e de serviços do que paisagístico, embora um corredor de árvores antigas e de grande porte logo ao lado garanta essa dimensão. A sua parte central tem palmeiras, mas são elementos como o perfil de Dom Pedro II ou máquinas ferroviárias que ganham destaque. Um detalhe instigante é que a fachada principal do lugar está voltada para os trilhos, do lado oposto e ainda inacessível da entrada.  

 

21.  Praça 1º de Maio (*)

Avenida União dos Ferroviários x Rua Primeiro de Maio

 

Sem ser exatamente uma praça, contou com a instalação de alguns equipamentos de prática esportiva. Fica em frente a um dos extremos do Complexo Fepasa, ao lado do túnel sob a ferrovia.

REGIÃO DA ESTRADA DE SÃO JOÃO

22.  Praça Joaquim Antonio da Silva

Avenida União dos Ferroviários x Rua Dr. Torres Neves

 

A pequena praça situada no antigo acesso pedestre do século XIX sobre os trilhos da Sorocabana para acesso à desativada Estação Central, da Paulista (ainda antes das escadarias do viaduto de 1950), guarda um segredo curioso. Pode ser acessada por um caminho exclusivo de pedestres no final da rua da Padroeira (esta também com trechos tão antigos que praticamente não possuem calçada). E deste para a charmosa rua Dr. Torres Neves, criada no século XVII como antiga Estrada para São João de Atibaia. 

REGIÃO DO LARGO SÃO JOSÉ

23.  Praça Dr. Domingos Anastácio

Rua Dr. Torres Neves x Rua Rangel Pestana

 

A praça era o ponto de chegada da Estrada de São João de Atibaia, da Estrada Velha de São Paulo e da Estrada Velha de Campinas para a área principal do Centro desde o século XVII. Teve por muitos anos o busto do lendário médico italiano do início do século XX Domingos Anastácio, e teve coisas curiosas como um pequeno cemitério e um posto de gasogênio para substituir o combustível ausente na Segunda Guerra. 

REGIÃO DO LARGO SANTA CRUZ 

24.  Praça da Bandeira

Rua Baronesa do Japi x Rua Barão do Triunfo x Rua Coronel Leme da Fonseca x Rua Petronilha Antunes

 

Uma das praças mais arborizadas de Jundiahy, a área hoje fechada parcialmente ao lado do Terminal Central era desde o século XVII o ponto de chegada da Estrada de Pirapora e da Estrada de Itu – e só depois de 1948 teve a referência de chegada da rodovia, com a avenida Jundiaí. É sede do Clube 28 de Setembro e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, transferida do Centro para ali em 1922, e ponto de partida das passeatas ecológicas de 1978 que ajudaram a tombar a Serra do Japi, cinco anos depois.

 

25.  Praça do Bolsão do Córrego do Mato

Avenida Nove de Julho x Rua do Retiro – sob Avenida Jundiaí

 

Uma “praça” mais recente surgiu embaixo do pontilhão da avenida, na margem do córrego do Mato, e desde o final do século XX tornou-se ponto de partida de passeios, manifestações e encontros.

 

REGIÃO DA BELA VISTA

26.  Praça Arnaldo Levada

Rua Raquel Carderelli x Avenida Nove de Julho

 

A praça está localizada na margem do córrego do Mato, que formava ali um pequeno lago na primeira metade do século XX onde moradores iam passear até em barquinhos. É uma área social e cultural.

 

27.  Mirante da Bela Vista

Rua Bela Vista x Rua Casemiro José Alves

 

A praça projetada ainda não existe, mas a tradição do lugar ainda resiste com uma ampla visão panorâmica para o horizonte do lado leste.

 

28.  Praça Sebastião Rolla

Rua Bela Vista x Rua Marcílio Dias

 

A pequena praça triangular oferece uma referência para a rua e uma sombra para uma parada de descanso.

 

REGIÃO DA ESTRADA DE PIRAPORA*

29.  Praça Pompeu Perdiz

Rua Bom Jesus de Pirapora x Rua Marcílio Dias x Rua Baronesa do Japi

 

Além da praça em si, o local é o ponto de convergência das atuais ruas da Saúde e Bom Jesus de Pirapora na rua Baronesa do Japi. De um dos lados, a praça acessa pela rua Marcílio Dias em uma escadaria urbana o início da “rua Torta” (atual avenida Paula Penteado) que no mesmo lugar termina a rua Zacarias de Goes.

 

30.  Praça Bom Jesus

Rua Bom Jesus de Pirapora x Rua 13 de Maio

 

Um extremo seco da área central, a praça com árvores marca a intersecção com a rua Dora Franco que leva ao córrego do Mato do outro lado da colina da Bela Vista. A rua começa e termina na mesma antiga Estrada de Pirapora.

REGIÃO DA PONTE TORTA

31.  Praça Erazê Martinho

Rua Atílio Vianelo x Rua José do Patrocínio x Rua Odil Campos Saes

 

A antiga praça Sete de Setembro, desaparecida com o alargamento da rua José do Patrocínio e a demolição de casarões, renasceu em torno do monumento restaurado da Ponte Torta e também como um ponto de eventos culturais e de visitação de moradores. .

 

32.  Praça do Parque Guapeva 1

Rua José do Patrocínio x Rua Vigário João José Rodrigues

 

O trecho do futuro parque linear do último rio urbano ainda naturalizado com pássaros e árvores é marcado pela grande falsa-seringueira que era referência dos antigos moradores.

REGIÃO DA ARGOS

33.  Praça do Rio Guapeva 2

Rua Prudente de Moraes x Rua Ernesto Dierichzein

 

Outro trecho do futuro parque linear do rio Guapeva é uma passagem de pedestres entre a Vila Argos e serviços como o ponto de ônibus na avenida Dr. Cavalcanti, mas também uma área onde especialistas avistaram 17 espécies de aves em menos de uma hora.

 

34.  Praça do Bolsão da Argos

Rua José do Patrocínio x Avenida Dr. Cavalcanti

 

A área lateral do complexo tem serviços e feiras, com horizonte para o lado da Vila Arens onde estão mesquita, igreja histórica e outros prédios curiosos. 

 

35.  Praça da Vila Argos Nova

Rua Adolpho Hummel Guimarães x Rio Guapeva

 

Uma antiga praça de moradores, muito invadida por automóveis, guarda histórias como as montagens de objetos cotidianos em cima de uma árvore seca que se tornaram lendárias em vários natais da cidade.

REGIÃO DA ESPLANADA MONTE CASTELO

36.  Escadão

Rua Barão de Jundiaí x Rua Roma

 

Uma praça com dimensão mais ampla, o urbanismo desse Morro do Grupo a partir de 1927 reúne a visão panorâmica ainda restante e mais equipamentos culturais e históricos como a Pinacoteca (ex-Grupo Escolar Siqueira de Moraes), a Escola Industrial, o Teatro Polytheama, o Museu da Energia e a Loja Maçônica, além de casarões próximos. Tem vista de mirante também na esquina da rua Conde de Monsanto e seu morro florestado contorna todo o morro. 

REGIÃO DO LARGO DO PELOURINHO

37.  Praça Ruy Barbosa

Rua Barão de Jundiaí x Rua do Rosário x Rua Cândido Rodrigues

 

Uma das praças mais antigas da cidade, era no século XVII o extremo das ruas Direita e dos Antunes (atuais Barão e Rosário). Enquanto a rua Direita se prolongou no século XIX, a rua dos Antunes foi prolongada apenas depois da demolição da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito em 1922. Teve um pelourinho nos séculos XVII e XVIII e foi também Largo do Quartel no século XX. Contam histórias de que um “beco” chegava ali como prolongamento da atual rua Marcílio Dias, depois desaparecido. Abriga o espaço cultural comunitário do Gabinete de Leitura, de mesmo nome e referência do bloco carnavalesco Refogado do Sandi. 

REGIÃO DO LARGO DA MATRIZ

38.  Praça Marechal Floriano Peixoto

Rua Barão de Jundiaí x Rua do Rosário

 

Antiga praça da Independência, tem origem no século XVII. Entre seus destaques estão uma variedade de fachadas antigas e ainda o Solar do Barão e seus jardins que prolongam a praça, histórico ponto de feiras, festas, desfiles e manifestações culturais.   

 

39.  Praça Governador Pedro de Toledo

Rua Barão de Jundiaí x Rua do Rosário

 

Também com origem no século XVII, abriga o coreto musical que teve grandes momentos desde o século XIX e principalmente no século XX. Também ganha destaque por prédios e fachadas históricas. 

REGIÃO DO LARGO DOS ANDRADAS

40.  Praça dos Andradas

Rua Senador Fonseca x Rua Boaventura Mendes Pereira x Rua José Romeiro Pereira

 

A praça é marcada pelo prédio histórico feito para posto de saúde em meados do século XX e depois usado como museu, biblioteca, centro de memória e posto policial. Ocupa uma posição estratégica e era apenas um campo de casinhas e árvores desde o século XVII.

REGIÃO DO LARGO DA CADEIA

41.  Praça Tibúrcio Estevam de Siqueira

Rua Barão de Jundiaí x Rua da Imprensa x Rua do Rosário x Rua São Bento

 

Com a antiga cadeia ocupada pelo Fórum, a praça tem curiosidades como um marco geodésico da cidade, piso de pedras portuguesas, busto do chamado criador da Previdência (Eloy Chaves) e a vizinhança com a área de primeira festa da uva da cidade de 1934, realizada no antigo mercado (atual Centro das Artes) e no grupo escolar Conde do Parnaíba (na ativa).

REGIÃO DO LARGO SÃO BENTO

42.  Praça São Bento

Rua Jorge Zolner x Rua Campos Sales x Rua Leonardo Cavalcanti x Rua São Bento

 

A praça ocupa as laterais e os fundos do Mosteiro São Bento, de 1668, e além de jardins e parque infantil tem em torno prédios como da fábrica de vinhos de Hermes Traldi de 1936 (atual supermercado), a sede central do Clube Jundiaiense e algumas casas antigas remanescentes.

REGIÃO DO LARGO DAS ROSAS

43.  Praça Dom Pedro II

Rua Campos Sales x Rua Ulisses Jorge Martinho x Rua São Vicente de Paulo

 

É uma das praças mais tradicionais, ladeada pelo prédio onde funcionou a escola Luiz Rosa (depois Casa da Criança) e as fachadas originais do Hospital São Vicente e da Fratellanza Italiana (depois Casa de Saúde e atual PA Central), todos do início do século XX. 

 

44.  Praça Antonio Ozanam

Rua Leonardo Cavalcanti x Rua Campos Sales x Rua João Lopes

 

A pequena praça triangular abriga um busto metálico do líder histórico dos vicentinos e marca a convergência dos prolongamentos da antiga rua Direita e rua dos Antunes (atuais Barão e Rosário) em uma mesma via. Fica na frente da entrada da histórica Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio que marcou o século XX, hoje fundos do Hospital Regional. 

 

45.  Praça Ortensio Vicentin

Rua Eduardo Tomanik x Rua Jorge Zolner

 

A pequena praça triangular, que homenageia um moldurista que atuou por muitos anos no local em ateliê de Inos Corradin, é um ponto de referência entre o Largo São Jorge e o Largo das Rosas.

 

REGIÃO DO LARGO SÃO JORGE

46.  Praça Antonio Mendes Pereira

Rua Onze de Junho x Rua Bonifácio José da Rocha

 

A praça aproveitou o remanescente desse morro e a ligação com a parte mais baixa por uma escadaria urbana. Permite uma visão entre prédios da área do córrego do Mato e representa uma ligação exclusivamente pedestre entre dois níveis da cidade, antigamente usada para o uso das bicas de água que existiram ali.

 

47.  Mirante da Nove

Rua Boaventura Mendes Pereira x Rua Antonio Buzzanelli

 

O local não é uma praça oficial, mas ainda tem uma antiga escadaria, que pode também ser contornada pelas rampas, em local que até o século XX era passagem de pedestres entre os dois lados do córrego do Mato antes do surgimento da avenida Nove de Julho.  


 
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Museu  brasao_jundPernamb
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