JUNDIAHY CENTRO HISTÓRICO ENTRE RIOS

PRIMEIROS ESTUDOS PARA ROTA TURÍSTICA

14 de junho de 2017


(NOVOS DADOS SERÃO DIVULGADOS APÓS 18 de agosto)

 

ROTA A - Largo do Cemitério, Largo das Rosas, Largo São Bento, Largo da Cadeia Velha, Largo da Matriz, Largo do Pelourinho, Esplanada Monte Castelo, Ponte Torta                                                EIXO – Rua Campos Salles, Rua do Rosário, Rua Barão

ROTA B - Largo do Cemitério, Largo das Rosas, Largo dos Andradas, Largo Santa Cruz, Estrada de Pirapora, Ponte Torta                                                                                                                     EIXO– Rua Anchieta, Rua Zacarias, Avenida Paula Penteado

ROTA C – Companhia Paulista, Largo do Chafariz, Estrada de São João, Argos                           EIXO – Rua Abolição, Rua Prudente de Moraes, Rua Monteiro Lobato

CONEXÃO – Estrada de São João, Largo São José, Largo da Matriz, Largo Santa Cruz, Bela Vista EIXO – Rua Dr. Torres Neves, Rua São José, Rua Bernardino de Campos

 


Cada tópico numerado possui um contexto e histórias a serem detalhadas para a edição final. O principal aspecto considerado foi a caminhabilidade viável e a presença de pontos de fotogenia ao longo do trajeto.

 

ROTA A – ESTIMATIVA MÍNIMA DE CINCO HORAS (com parada de almoço)

No sentido norte-sul, pode começar com um café da manhã na Panificadora Keli. Estamos no que se pode chamar de Largo do Cemitério, com pontos de interesse como a imponente visão da Estação de Tratamento de Água (1) e a Caixa d´Água (2), ambas das décadas de 1940 ou 1950 com histórias das bicas e uso de água direta da Serra do Japi nos séculos anteriores, a Vila Dr. Torres Neves (3) feita para ferroviários na virada do século XX, o Cemitério Nossa Senhora do Desterro (4) de 1860, então no limite urbano externo com seu pórtico e jazigo famosos substituindo os sepultamentos anteriores em diversos pontos do Centro. Pode-se ter indicações sobre os caminhos para a Ponte de Campinas (5) por dentro da Vila Rafael de Oliveira ou para a Barreira (6), que até 1967 não existia para veículos sem o viaduto sobre os trilhos.

Seguindo pela rua Campos Salles (tudo nomenclatura republicana, como se pode notar na esquina com a rua Benjamin Constant) chegamos à praça Antonio Frederico Ozanam (7), que ostenta seu busto e mostra a influência dos vicentinos há mais de 120 anos. Dobrando a esquina da praça, o muro esconde a fachada original da Fratellanza Italiana (8), associação de socorro mútuo dos imigrantes italianos que ostenta a data de 1924 e depois se tornou a Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio antes de ser o atual PA Central e Hospital Regional. A praça Dom Pedro II (9), onde estamos, é a tradição popular de Largo das Rosas por ter abrigado no passado muitas dessas flores. Em frente está a fachada original do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (10), funcionando desde 1902 e com detalhes externos e até internos como os vitrais da capela. Voltando pela praça, a Casa da Criança (11) é uma das primeiras creches da cidade e funciona no prédio onde começou a centenária Escola Professor Luiz Rosa em 1917. Na esquina, um simpático restaurante (12) é opcional.

Passando a rua Jorge Zolner (13), que homenageia o único soldado jundiaiense morto nos conflitos da Revolução Paulista de 1932, está o conservado prédio onde funcionou a Fábrica de Vinhos Hermes Traldi (14), atualmente um supermercado. A praça São Bento (15), que inspira o nome do Largo São Bento dessa região, está do outro lado da rua e poderia ter uma indicação opcional para o Largo do Chafariz. Na próxima esquina, a sede central do Clube Jundiaiense (16) mantém características de sua origem na década de 1940. E a referência principal dessa área, o Mosteiro de São Bento (17), de 1667, que tem um altar-mor vindo de manufatura indígena em São Paulo e com construção do século XVII. Na esquina oposta estão imóveis sofisticados do século XX como o Casarão (18), de produtos importados, e a Livraria Locomotiva (19), que aproveita a vista da ladeira para as oficinas da Companhia Paulista.

Nesse início da antiga rua Direita, atual Barão de Jundiaí, encontramos o posto da Previdência (20), com um busto de Eloy Chaves do lado externo como indicação de seu pioneirismo nas leis do gênero em 1923 depois de conflitos operários relacionados desde a histórica greve de 1906. A praça Tibúrcio Estevam de Siqueira (21) abriga histórias como a figueira dos escravos e os eventos culturais, além de ter sido o local do marco geodésico. Na antiga rua dos Antunes, atual Rosário, está na altura do número 685 uma belíssima fachada novecentista remanescente (22), onde morou a lendária educadora Escolástica Fornari. No retorno pela rua da Imprensa, a antiga Cadeia Velha (23) deu origem ao Palácio de Justiça Dr. Adriano Oliveira, o Fórum.

Ao virar a esquina nos deparamos com o belíssimo Grupo Escolar Conde do Parnaíba (24), uma das primeiras escolas públicas da cidade na virada do século XX e ainda em atividade. Na sua frente está o Mercado Municipal (25), atualmente Centro das Artes em reformas mas um marco por ter sediado a primeira Festa da Uva em 1934, que surpreendeu a cidade pelo número de turistas diante da descoberta no ano anterior da uva Niagara Rosada que deu fama nacional à cidade. Na frente, um simpático restaurante chamado Quintal (26). E ao seu lado, o antigo prédio da Companhia Telefônica (27).

Para informação, a esquina com a rua Siqueira de Moraes também pode conter indicações sobre a existência na rua Rangel Pestana do casarão que foi da família Paschoal e lendas urbanas atribuíam a Jayme Cintra (28), que tem uma vista agradável da praça de entrada do Palácio do Comércio. E do centenário Grêmio Recreativo da Companhia Paulista (29), que forma com alguns bares alternativos nos fundos um polo social ativo da região central.  Na direção oposta, ainda há barbeiros e sapateiros nesse quarteirão.

Logo depois da esquina está a lendária loja Ao Esporte Jundiaiense (30), com meio século da atuação e ponto de encontro de criação de grandes times esportivos da cidade. Mais adiante, depois do “parklet”, a antiga Câmara e Fórum (31) aparece imponente na esquina com a rua Coronel Leme da Fonseca. Seguindo por esta, avistamos o outro “parklet” na frente da Galeria Rosário (32) e dobrando à esquerda chegamos a uma raríssima fachada oitocentista, de taipa e pilão (33) no número 484 da rua do Rosário, fundos das Lojas 100. Avançamos com belos exemplares de fachadas no primeiro piso de diversos imóveis. A esquina com a rua da Padroeira, outra das travessas mais antigas do centro, serve para nos lembrar da possibilidade da esquina desaparecida da antiga Prefeitura, Pauliceia e Correios (34) e da lendária origem da coxinha de queijo na Casa de Massas Padroeira (35).

(COM CONEXÃO)

Continuando na Rosário, chegamos ao Largo da Matriz. É possível uma pipoca no remanescente do antigo cinema que é a Bomboniére Marabá (36) antes de olharmos fachadas como da antiga Loja Kalaf (37), atual Rosana Joias, ou o “arranha-céu de quatro andares” da década de 1940 do Edifício Carderelli (38). O Solar do Barão (39) é parada obrigatória por seus jardins, sua construção de taipa de pilão do século XIX e suas exposições. Ao lado, um pouco da fachada do século XX do antigo Hotel Petroni (40) está no primeiro piso da Lojas Pernambucanas.

A antiga praça da Independência (41) foi alterada para Praça Governador Pedro de Toledo depois de 1932 e posteriormente perdeu seu obelisco e seu chafariz, mas ganhou na antiga rua Direita (mudada no final do século XIX para Barão de Jundiaí) um pioneiro calçadão de pedestres nos anos 1970. Ao centro do largo, tendo o outro lado chamado antes de “passeio público” ou praça Marechal Floriano Peixoto (42) , está a Catedral Nossa Senhora do Desterro (43), derivada em reforma de Ramos de Azevedo na década de 1880 da antiga matriz colonial e da capela original da primeira metade do século XVII.

Hora de almoço, talvez.  O encontro da Rota 1 com a Conexão (com a Rota 2) oferece um pólo gastronômico formado pelo Restaurante Dadá (43), o mais antigo desde 1915, e mais o Restô do Samir (44), o Saud´Árabe (45), os lanches da Padaria Central (46), os pratos do Fascino Bistrô (47), os lanches artesanais do Mirim Dog (48) ou ainda os filés da Cantina Jundiaiense (49).

Vale pensar na possibilidade de indicações para o Largo Santa Cruz (50), para a Bela Vista (51) ou para, do lado oposto, o Largo São José (52).

Voltando à rota, encontramos ainda prédios em taipa de pilão do final do século XIX e início do século XX como da Escola Paroquial (53). Entre mais fachadas relevantes no primeiro piso, chegamos à Travessa do Pelourinho, onde na esquina está o Hotel Rosário (54), apontado como antiga hospedaria de imigrantes em 1888.

Uma possibilidade nesse ponto é indicar o acesso curioso para a Estrada de Pirapora (55), primeiro caminho seco a chegar ao centro no século XVII, pela rua Engenheiro Monlevade, rua Senador Fonseca e rua Marcílio Dias até a escadaria no encontro da rua Torta ou Paula Penteado com a rua Zacarias de Góes, na Rota 2. 

Mas voltando à rota 1. Depois do Hotel Rosário, abre-se novamente a paisagem para o Largo do Pelourinho. O Gabinete de Leitura Rui Barbosa (56), do início do século XX, é um imóvel tombado e mantido por associados em plenos anos cibernéticos. Antes de seu prédio atual, havia ali a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito que atendia a comunidade afro-brasileira da cidade nos tempos da escravidão e deu nome posterior de Rua do Rosário para a Rua dos Antunes que terminava ali até 1922, quando a igreja foi demolida e levada para o Largo Santa Cruz. A praça Rui Barbosa (57) era o ponto original do pelourinho, uma espécie de poste de castigos usado principalmente para a rebeldia de negros da terra, indígenas, ou negros africanos. Também foi chamada popularmente de “praça do quartel” no século XX pela presença da unidade do Exército na área hoje demolida junto com antigas casas, em vias de virar conjunto de prédios. Uma curiosidade são histórias da cidade sobre a única morte de prefeito ter relação com a disputa sobre doação do antigo beco colonial para a área do posterior quartel. Nas décadas de 1970 a 1990, a região teve forte dinâmica cultural com sua vista panorâmica para a Serra do Japi.

A rua Barão de Jundiaí, por onde seguimos depois da praça, também terminava ali na rua Direita original. Algumas fachadas residenciais do século passado continuam no trecho, mas é principalmente depois da rua Secundino Veiga, após um restaurante caseiro, que surgem casas modernistas e casas grandes, do estilo chamado eclético, alguns da virada do século XIX para o século XX. Desses casarões (58), os mais impressionantes estão na altura dos números 260 a 280.

A região da Esplanada Monte Castelo chega com uma vista panorâmica do vale da antiga Estrada de Pirapora e do morro da Bela Vista no alto da rua Conde de Monsanto, ao lado de um pequeno bar. É onde está também a antiga Empresa de Força e Luz (59), iniciativa local que inaugurou em 1905 o sistema elétrico na cidade substituindo os anteriores lampiões a querosene e seus acendedores manuais com uma barragem no rio Jundiaí, na atual Itupeva. Ao seu lado, o Teatro Polytheama (60), surgido em 1911 como pavilhão e reformado em 1927 como cineteatro, que chegou a ser praticamente ruínas na década de 1970 e 1980 e restaurado com uma grande campanha de mobilização.

Mais um pouco e chegamos na atual Câmara Municipal (61), que está ali desde 1969 depois de ter mudado da sede anterior visitada neste roteiro. Ao seu lado, o popular “Escadão” (62) com seus 120 degraus ligando a partir da década de 1910 a parte baixa e a parte alta principalmente por causa do Grupo Escolar Coronel Siqueira de Moraes (63), a primeira escola pública da cidade em 1897 e que atualmente é a Pinacoteca Municipal, com um modelo semelhante ao da escola Conde do Parnaíba visitada neste roteiro. Em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a homenagem aos soldados jundiaienses que participaram da Força Expedicionária Brasileira na Itália levou a cidade a reurbanizar o morro com a criação da área de convívio da Esplanada Monte Castelo (64), que oferece uma vista panorâmica para parte do vale a sudeste.  O obelisco desse período está hoje visível mas protegido dentro da área da Escola Industrial (65), surgida na década de 1960.

Posteriormente, o novo acesso a esse ponto terminal do Centro foi possível com uma rampa viária na colina dessa esplanada arborizada que leva ao ponto de encontro com a Rua Torta (66), parte do roteiro 2. Esse ponto abriga um pequeno mirante (67), estimulando a visão das transformações dessa área de várzeas e ecossistemas úmidos do rio Guapeva (68) a partir do final do século XIX. Uma antiga e solitária falsa-seringueira (69) testemunha a mudança dos antigos casarões para o alargamento da rua José do Patrocínio nesse processo mais recente.

A Ponte Torta (70), é o ponto de chegada deste roteiro. O monumento surgiu de uma construção feita com 50 mil tijolos entre 1886 e 1888 para ser uma ponte dos bondes a tração animal entre a estação de trens e o centro, mas a operação parou depois de poucos anos e tornou-se passagem pedestre para operários e familiares que levavam refeições para as fábricas têxteis do primeiro polo industrial, na Vila Arens, algumas dando lugar hoje às grandes torres de prédios no horizonte. Virou referência popular. Quando já era centenária, sofreu ameaça de demolição na década de 1980 que provocou grande mobilização na cidade. Desde seu restauro, em 2015, tornou-se ponto cultural. Tem choperias e conveniência (71) no entorno.

 

PREVISÃO (5h), apenas com fotos. Topografia plana, com descida de rampa de ladeira no final.

Largo do Cemitério – 9h - Largo das Rosas – 9h30 - Largo São Bento – 10h -                               Largo da Cadeia Velha – 10h30 - Largo da Matriz – 11h - Largo do Pelourinho – 12h  - Esplanada Monte Castelo – 12h30 - Ponte Torta – 13h – Final – 14h

 

 

 

 

 


 

ROTA 2

Cada tópico numerado possui um contexto e histórias a serem detalhadas para a edição final. O principal aspecto considerado foi a caminhabilidade viável e a presença de pontos de fotogenia ao longo do trajeto, que estão menos detalhados do que no roteiro 1, mas o percurso é diferenciado na sensação urbana. 

 

No sentido norte-sul, pode começar também com um café da manhã na panificadora Keli. Seus pontos iniciais de vista são os já citados Estação de Tratamento de Água (1), Caixa de Água (2) e Cemitério Nossa Senhora do Desterro (3). Pode ter indicações sobre o acesso pedestre pela rua Henrique Andrés e Jardim Brasil para a Galeria de Arte Pública G9 e o Bosque Linear do Córrego do Mato (4) ou para a antiga rota rural para a Ponte de Campinas e atual polo gastronômico pela avenida Antonio Segre (5).

Mas segue mesmo é pelo Corredor Verde. Toma a rua Anchieta (6) com sua história do século XX de extensão da rua Zacarias de Góes e desce por ela, passando pelo local do antigo estádio do Paulista Foot Ball Club na Vila Leme (7), passando por trás do Hospital São Vicente no Largo das Rosas (8) e indicando o acesso por escadaria para o Largo São Jorge pela rua Onze de Junho (9), onde também pode ter indicação para o Largo São Bento (10) antes de chegar na Escola Marcos Gasparian (11), que tem sua antiga sede dos anos 1940 na rua São Jorge onde hoje está o Clube dos Surdos. É nesse ponto que começa o Largo dos Andradas (12), com a praça de mesmo nome e um dos primeiros postos de saúde do Estado de São Paulo surgidos naquela mesma década. 

Nesse ponto estão restaurantes como o vegetariano Vida Natural (13), o café Buon Giorno (14) e um polo cultural formado por lojas alternativas (15) de tatuagem, grafite e moda como Slits, Jundiaí Classic Tatto, Rockets e outras. Seguindo pela rua Zacarias de Góes, está a primeira sede da DAE (16) e o acesso para o Largo Santa Cruz (17), com sua sede do Clube 28, sua Igreja do Rosário, sua praça da Bandeira e seu histórico de escola-parque ou mobilizações de passeatas de proteção à Serra do Japi na década de 1970. Na mesma rota, pouco adiante da rua Coronel Leme da Fonseca, estão outras atrações como o Ateliê de Pathcwork de Ana Consentino (18).

CONEXÃO

Junto ao ponto de conexão da rua Bernardino de Campos está a Cantina Jundiaiense, ponto de entrada do eixo gastronômico do Largo da Matriz (19) com restaurantes, lanches e petiscos.

As fachadas continuam sendo variadas no trajeto, que depois da Travessa do Pelourinho na rua Engenheiro Monlevade chega ao curioso acesso da Estrada de Pirapora (20) pela escadaria que separa a rua Zacarias de Goes e a avenida Paula Penteado e divide em duas a rua Marcílio Dias. Mais abaixo está a praça Pompeu Perdiz, que marcou a antiga estrada que mais adiante tem inclusive a ainda mais original rua 13 de Maio.

Mantendo-se no roteiro principal, começa nesse ponto a Rua Torta (21). É no trajeto que os visitantes podem sentir sua origem em curva de nível muito antes dos automóveis a motor, que segue suave e em curva pela encosta para evitar ladeiras. O clima de roteiro antigo é ainda mais forte. No ponto atrás do antigo quartel do Largo do Pelourinho um cruzamento triplo indica um momento de conflito entre a curva de nível e a geometria urbana.

A travessia feita com cuidado nesse ponto leva para a continuidade da rua depois da pequena praça e do bar com violões pendurados (22) pelo pedaço ainda residencial do roteiro. Depois da rua Conde de Monsanto, diversas casas bastante conservadas incluem locais como o Bikoffee (23) ou uma academia de esportes (24)  antes do mural de grafite (25) que marca o ponto de encontro com o roteiro 1 para o Mirantinho (26), o Rio Guapeva (27), a Falsa-Seringueira (28) e a Ponte Torta (29). 

PREVISÃO (4h), apenas com fotos. Topografia basicamente plana, com descida suave no trecho inicial.

Largo do Cemitério – 9h - Largo das Rosas – 9h30 - Largo dos Andradas – 10h – Largo Santa Cruz – 10h30 – Largo da Matriz* – 11h – Estrada de Pirapora – 12h – Ponte Torta – 12h30 – Final 13h

 


 

ROTA 3

Cada tópico numerado possui um contexto e histórias a serem detalhadas para a edição final. O principal aspecto considerado foi a caminhabilidade viável e a presença de pontos de fotogenia ao longo do trajeto, que estão menos detalhados do que no roteiro 1, mas o percurso é diferenciado na sensação urbana. 

Também no sentido norte-sul, esta rota pode começar com um café da manhã na lanchonete da Fatec ou no Museu Ferroviário (1), passando pela Casa da Cultura (2) e seguindo pelas oficinas na direção do Celmi (3) com uma abertura pontual do portão que separa as duas áreas. Chega na antiga estrada de ferro Sorocabana (4), dos séculos XIX e XX e a atual avenida União dos Ferroviários, até a esquina com a rua Abolição onde tem a passagem pedestre não-oficial sobre os trilhos que é a antiga estrada colonial das minas, onde existia a Barreira (5) que cobrava impostos para Portugal no século XVIII e que foi ligação com o Centro até o Viaduto Joaquim Candelário de Freitas, de 1967. Atravessando a avenida, está a praça Orville Green (6) que também teve seu chafariz em forma de leão.

O trajeto continua pela rua Abolição, que pode ter indicação para a área do antigo Sindicato dos Ferroviários (7), que tem ainda o busto do líder sindicalista Harry Normanton na entrada do Colégio Santa Felicidade ao lado de bares como Bongô e acesso para a antiga Estrada da Boiada (8), hoje rua dos Bandeirantes.

No roteiro principal, o caminho da rua Abolição tem pontos como o espaço cultural do Teatro Oficina e principalmente a Choperia Palma (9), historicamente ponto de uma padaria famosa do século XX e onde o desenho urbano desemboca a rua XV de Novembro, e a construção triangular da antiga UFA (União dos Ferroviários Aposentados). O próximo ponto é a praça Barão do Japi (10), motivo do nome Largo do Chafariz com seu tradicional bebedouro de cavalos situado no início da estrada colonial das minas no acesso à Estrada Velha de São Paulo (11), de que a atual rua Marechal Deodoro da Fonseca é um trecho.

Segue então o maior trecho da rua que pode ser considerada a mais charmosa da região central pela conservação de suas fachadas, do antigo Caminho da Palha (12). O pedaço rural situado entre a rua Marechal Deodoro e a Companhia Paulista e entre a rua da Padroeira e a praça Barão do Japi é um dos loteamentos mais antigos registrados na cidade, no início da década de 1920, um dos efeitos diretos da dinâmica de ferrovia, imigração e industrialização. Os estilos são variados.

Nesse caminho estão pontos como a Escola de Música de Jundiaí (13), o “parklets” da Culinária da Lu (14), a vista para a Companhia Paulista, Fábrica de Fósforos e Rua XV na esquina com rua São Bento (15) e o imóvel da esquina com a rua da Padroeira (16), tão antigo que a rua não tem calçada ao seu lado e que abrigou na mais recente versão a Mercearia Santa Isabel. Nesse mesmo ponto talvez caiba a indicação de que a rua da Padroeira acessa em seu final uma passagem pedestre antigamente usada para a Estação Central (17).

Chegando na Estrada de São João (18), chamada pelo nome original do século XVII como ligação entre as vilas coloniais de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy e a posterior São João de Atibaia, um conjunto construído no século XX e conhecido pelo lendário bar Patinhas (19), hoje Bar do Zé, reúne diversas lojas e residências com sacada na parte superior em uma arquitetura imponente. Quase do outro lado da rua estão outras referências de memória da cidade como o Sebo Jundiaí (20).

Nesse ponto cabem também indicações para o conjunto de ligação de escadas helicoidais entre Viaduto São João Batista e Estação Central (21), que podem ser acessadas no futuro, e para o Largo São José (11), parte do eixo de conexão detalhado a seguir.

A continuação do roteiro leva para um trecho menos referenciado, que talvez possa ter na esquina da rua Engenheiro Monlevade a indicação para o Mercadão da Ferroviários (12), com gastronomia e bares, e mais adiante chega ao rio Guapeva (13), que conta nesse ponto com um trecho ainda bastante naturalizado e previsto para parque linear com registro de diversas espécies de aves.

A partir disso, estamos na Vila Argos Nova (14), pitoresca região residencial surgida na década de 1930 com muitos detalhes originais dos mestres de obra italianos e algumas ruas estreitas para veículos e pensadas para pedestres e ciclistas. O conjunto permite grandes explorações de estilos e cotidianos e completa, na rua Prudente, o extremo que do outro lado é feito pela rua Jules Rimet, tão estreita quanto. E está ainda ali a sede do outrora poderoso Sindicato dos Têxteis (15).

Na rua Monteiro Lobato, talvez caiba uma indicação para o lado de trás do Complexo Argos onde está o Clube do Carro Antigo (16). No roteiro, contorna-se a esquina e na rua Dr. Cavalcanti, que já não é mais a Estrada Velha de São Paulo porque esta seguia pela rua Bartolomeu Lourenço para a ponte da rua Vigário. Estão do outro lado da rua a creche (17), o teatro (18) e a Vila Argos Velha (19) com seu simpático conjunto de casinhas e moradores.

Do lado de cá, a Argos Industrial (20) propriamente dita, da década de 1910 e que fez fama com os jeans usados pelos militares e depois pelos civis, lembra até épocas do trabalho de jornada longa e idade baixa mas também a vida comunitária e os avanços trabalhistas. Ali estão a Biblioteca Municipal (21), o Criju (22) e até a chaminé (23), com vista para outras fábricas como a Milani (23), atual Receita Federal, e a posterior Mesquita (24), em algumas horas do dia com sons típicos.

Ao lado está o restaurante Esquina Gaúcha (25) e o Varejão Noturno (26) nas quintas-feiras, além de opções diárias de caldo de cana ou de boteco popular.

PREVISÃO (3h30), apenas com fotos. Topografia basicamente plana, com descida suave no trecho inicial.

Companhia Paulista – 9h – Largo do Chafariz – 9h40 – Estrada de São João – 10h45 – Argos – 11h30 – Final 12h30


 

CONEXÃO

Cada tópico numerado possui um contexto e histórias a serem detalhadas para a edição final. Este roteiro visa permitir sua articulação com os demais, propiciando combinações entre trechos dos outros.

O único roteiro transversal, a partir do sentido leste-oeste, liga praticamente os rios Jundiaí e Córrego do Mato em seus extremos. Pode começar com um café da manhã na conveniência da esquina das avenidas São João e Antonio Frederico Ozanan ou em alguma parceria como da Banda São João Batista ou da escola Luiz Bárbaro. O acesso pelo Viaduto São João Batista (1)  deve ser feito pelo lado direito, onde estão as antigas escadas de acesso para a Estação Central (2), lembrando que tudo é posterior à Estrada de São João (3). Talvez nem precise muito, haja a multiplicação desse nome em todas as referências acima.

As lojas de serviços tradicionais ainda são uma característica dessa rua, que tem acessos ao Mercadão da Ferroviários (4) e a republicana rua XV de Novembro (5), com diversos conjuntos protegidos, na esquina que ainda tem o popularesco Bar Bosa.

É no encontro com a rua Prudente de Moraes que começa realmente a conexão com o roteiro 3, como os pontos já citados do antigo conjunto do Bar Patinhas (6) e do Sebo Jundiaí (7). Mas no caminho ainda é possível encontrar restos de fachadas com datas em números romanos do início do século XX.

Algumas fachadas históricas depois, tem-se a esquina com a Estrada Velha de São Paulo (8), surgida depois da primeira estrada central que foi a Estrada de Pirapora. Ali está um conjunto interessante de imóveis no final da avenida Dr. Cavalcanti (9), que abrigam salões de cabelos black, e uma antiga Igreja Batista (10) adaptada para galeria múltipla. à direita, pode-se ter indicação para o especializado bar Recanto do Norte (11), quase na esquina com Padroeira.

A pequena ladeira leva ao Largo São José (12), ponto de chegada da primeira formação da vila colonial. A praça Dr. Domingos Anastácio (13), uma homenagem do século XX, ainda tem o nome mas perdeu o busto do lendário médico presente também no Largo do Cemitério e no Largo das Rosas. Mas algumas fachadas em torno e imagens antigas usadas pela farmácia lembram os tempos em que o local teve posto de gasogênio na Segunda Guerra ou abrigou temporariamente um cemitério no século XVIII e XIX.

A parte superior da praça é a antiga Rua do Comércio (14), atual Rangel Pestana, que ainda tem até uma quitanda no meio do quarteirão. Também estão ali os acessos aos Jardins do Solar (15), que podem ter algum esquema de parceria.  Mas o acesso do largo para o principal Largo da Matriz tem os caminhos da antiga travessa, atual rua São José, ou da Galeria Bocchino (16), tradicional ponto moderno desde a década de 1950 e bastante popular por coisas como o sorvete de massinha,

No Largo da Matriz, os pontos são semelhantes por causa da conexão ao roteiro 1. É possível uma pipoca no remanescente do antigo cinema que é a Bomboniére Marabá (17) antes de olharmos fachadas como da antiga Loja Kalaf (18), atual Rosana Joias, ou o “arranha-céu de quatro andares” da década de 1940 do Edifício Carderelli (19). O Solar do Barão (20) é parada obrigatória por seus jardins, sua construção de taipa de pilão do século XIX e suas exposições. Ao lado, um pouco da fachada do século XX do antigo Hotel Petroni (21) está no primeiro piso da Lojas Pernambucanas.

A antiga praça da Independência (22) foi alterada para Praça Governador Pedro de Toledo depois de 1932 e posteriormente perdeu seu obelisco e seu chafariz, mas ganhou na antiga rua Direita (mudada no final do século XIX para Barão de Jundiaí) um pioneiro calçadão de pedestres nos anos 1970. Ao centro do largo, tendo o outro lado chamado antes de “passeio público” ou praça Marechal Floriano Peixoto (23), está a Catedral Nossa Senhora do Desterro (24), derivada em reforma de Ramos de Azevedo na década de 1880 da antiga matriz colonial e da capela original da primeira metade do século XVII. E  encontramos ainda prédios em taipa de pilão do final do século XIX e início do século XX como da Escola Paroquial (25).

Hora de almoço, talvez.  O encontro da Rota 1 com a Conexão oferece um pólo gastronômico formado pelo Restaurante Dadá (26), o mais antigo desde 1915, e mais o Restô do Samir (27), o Saud´Árabe (28), os lanches da Padaria Central (29), os pratos do Fascino Bistrô (30), os lanches artesanais do Mirim Dog (31) ou ainda os filés da Cantina Jundiaiense (32).

O caminho da Travessa Imperial (33) fornece ainda a conexão nesse ponto com o roteiro 2. Mas segue adiante no seu desenho para passar a Estrada de Pirapora (34), na rua Baronesa do Japi quase ao lado do Largo Santa Cruz, e depois chegar na rua Petronilha Antunes e então na Bela Vista (35), na rua de mesmo nome. O desenho original pode ser visto na antiga escadaria defronte, que levava para a rua Raquel Carderelli  na parte mais baixa e desta ao antigo córrego do Mato ainda antes da avenida Nove de Julho surgida na década de 1970, onde uma lagoa deu origem à praça Arnaldo Levada. 

 

PREVISÕES PARCIAIS PARA CONEXÃO

Roteiro A a Roteiro B – 15m

Roteiro A a Roteiro C – 20m

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PREVISÃO TOTAL (2h30), apenas com fotos. Topografia basicamente plana, com ladeira leve no trecho inicial. 

Rio Jundiaí – 9h – Estrada de São João – 9h20 – Largo São José – 10h – Largo da Matriz – 10h20 – Estrada de Pirapora – 10h40 – Bela Vista – 11h – Córrego do Mato – 11h30

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POSSIBILIDADES MATEMÁTICAS COM CONEXÃO

A1-B1, A1-B2, A1-C1, A1-C2, A2- B1, A2-B2, A2-C1, A2-C2, B1-C1, B1-C2, B2-C1, B2-C2 = 12

+ A, B, C e Conexão Completa = 16


Junho/2017

 
 
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