José Arnaldo de Oliveira é produtor de conteúdos socioambientais e formado em Ciências Sociais pela UNICAMP. Com formação anterior e premiada em jornalismo, com especialização em informação ecológica, aplicou a base antropológica ainda na graduação com um estágio na Fundação Vitória Amazônica (FVA) junto a moradores ribeirinhos do Parque Nacional do Jaú, no Amazonas.

Posteriormente, ampliou o aspecto da informação oral em parceria com o Centro de Memória da Unicamp no projeto “Jarinu Tem Memória”, sendo coautor do livro Memória, Patrimônio e Meio Ambiente na Formação de Educadores.  De volta à região amazônica, atuou como relator de fase estadual da consulta da Agenda 21 Brasileira, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Organização dos Estados Americanos (MMA-OEA). O trabalho seguinte foi a mobilização da rede de organizações ambientais e de comunidades locais de nove estados no projeto A Amazônia na Rio + 10, realizado em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza e a Agência de Cooperação Alemã (ISPN-GTZ).

Com foco nos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade, o projeto seguinte foi a assessoria da rede Grupo de Trabalho Amazônico na campanha contra a biopirataria O Cupuaçu é Nosso, desenvolvida de forma vitoriosa e em parceria com entidades brasileiras e internacionais, incluindo o Ministério de Relações Exteriores, a Amazonlink, o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (GTA-MRE-MPEG-INPA). Também é coautor de A Amazônia na Agenda 21 Brasileira, publicado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e relator de seminário de criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).   

Esteve em outros projetos como o apoio a pontos de cultura aprovados no Ministério de Cultura (MinC), oficinas de rádios comunitárias em parceria com a Fundação Friedrich Ebert (FES) e no encontro que gerou a publicação Os Sentidos da Participação (Instituto Pólis), além de coeditro do livro Vozes da Floresta – Chico Mendes (Xapuri). Na segunda metade da década de 2000, passou a atuar também nos preparativos de conteúdo da exposição e livro Amazônia Brasil, em parceria com integrantes do Projeto Saúde e Alegria (PSA), realizada em Nova York, repetindo o alcance da edição do Sesc Pompeia que alcançou quase 200 mil visitante.  

De volta à sua cidade natal por questões familiares, onde manteve ao longo de parte desse tempo uma coluna semanal na imprensa com questões socioambientais, publicou o portal eletrônico Jundiahy para dinamizar a defesa do centro histórico de 400 anos e atuou na análise de imprensa dos desdobramentos do censo demográfico (IBGE 2010). Participou de eventos de atualização sobre mudanças climáticas na América do Sul (USP) e sobre territórios de cidades com a Fundação Tide Setubal (FTS).

Também foi colaborador direto de projetos participativos como o Ações de Conservação e Zeladoria da Ponte Torta, com o Estúdio Sarasá, o Urbanismo Caminhável com o Instituto Mobilidade Verde e as Rotas Turísticas e o Plano Diretor Participativo, com a Prefeitura do território que forma a APA Jundiaí, além de produzir os conteúdos dos painéis da base de pesquisas da Reserva Biológica da Serra do Japi, onde já havia atuado em campanha para barrar usina termelétrica popularizando a definição do sociólogo Ulrich Beck sobre a diferença entre risco e perigo – sendo risco para tomadores de decisão e perigo para aqueles afetados por ela. Também foi colaborador de iniciativas como Voto Consciente, Cultura Jundiahy, Pedala Jundiaí, Ocupa Ponte Torta e OCS Jundiaí Orgânicos, entre outros.   

Lado B – Na função de jornalista, atuou na década de 1980 nos diários impressos Jundiaí Hoje (com a equipe do Jornal de 2ª) e Jornal da Cidade, além de ter criado o primeiro jornal de bairro da cidade, o Jornal Rio Branco, ter colaborado em publicações pontuais como o Boletim do Encontro de Mulheres Marginalizadas ou o opúsculo Jundiaí na Virada da República, com o então diretor Geraldo Tomanik do Museu Histórico e Cultural. Também recebeu nessa fase a menção honrosa no Prêmio Fiesp de Jornalismo e o troféu Pena de Ouro, da AFLAJ - Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí. No início da década de 1990, depois de especialização em informação ecológica na ESPM, teve uma breve publicação independente chamada Jundiaí Extra, no ano da ECO 92, e depois no Jornal de Jundiaí e também na Veja Regional, no Projeto RH e no boletim do Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada (Coati), além de colaborador em livros do centenário do Grêmio da Companhia Paulista e em algumas edições do jornal Correio Popular. Na década de 2000 foi co-organizador da Mostra de Projetos Ambientais, com a Diretoria de Ensino, e se manteve como cronista semanal à distância, na década de 2000, para o jornal Bom Dia Jundiaí, onde voltou a atuar também como jornalista no início da década de 2010. Continua colaborando com sítios eletrônicos como OA Jundiaí e Jundiaqui.

Acumula ainda experiências bissextas como poeta, dramaturgo e compositor. Como voluntário, participou de iniciativas como as passeatas ecológicos pelo tombamento da Serra do Japi e da Serra da Bodoquena.  das campanhas pela restauração do teatro (Jundiaí, Poly The Ama) e pela preservação das oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, de auxiliar de produção não-creditado para a TV Cultura em edição local de A Cidade é o Show e de caravana da cidade que conquistou uma ambulância do SBT no programa Cidade x Cidade.  E de uma iniciativa que integra esses dois grandes campos com a união de teatro, canto coral e dança do Projeto Arte com o tema Henakaniê – Tributo a Chico Mendes pouco tempo depois de seu assassinato.  

Embora a busca por uma ótica própria de interesse público tenha pautado praticamente todas as suas atividades , nunca teve filiação partidária.

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OUTRA VERSÃO





vinte_anos








José Arnaldo de Oliveira

Cientista Social e Jornalista


Articulação comunitária e institucional

Informação socioambiental




* Campanhas pela Serra do Japi (1978-2016)

Resultados:

tombamento como patrimônio cultural, criação de reserva biológica municipal, expulsão de termelétrica, implantação de trilhas monitoradas, pesquisa e divulgação científica


* Campanha Contra a Biopirataria “O Cupuaçu é Nosso” (2003-2004)

Resultados:

anulação de registro nos Estados Unidos, Europa e Japão, criação de lista toponímica de consulta internacional no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, mobilizações etnoculturais



* Plano Diretor Participativo de Jundiaí (2014-2016)

Resultados:

lei municipal 8.683/2016, ampliando proteção natural, social e rural e incorporando mais de 11 mil participações em um processo de três anos


* Exposição Amazônia Brasil (2002-2008) 

Resultado:

mostras em São Paulo, Lausanne, Mariana, Nova York


* Campanha pelo Resgate do Teatro Polytheama (1985-1990)

Resultado:

restauração e reabertura do espaço


* Projeto-Piloto Urbanismo Caminhável (2014-2016)

Resultado:

instalação dos primeiros parklets em cidades médias, debate baixo carbono, replicação da acessibilidade em outros projetos urbanos


* Programa Piloto de Proteção das Florestas Tropicais (2003-2006)

Resultado:

articulação socioambiental no Grupo de Trabalho Amazônico


* Projeto de História Oral Jarinu Tem Memória (1997-2001)

Resultado:

registro coletivo em livros, acervo de fotos e conteúdo escolares


* Bacharelado em Ciências Sociais na Unicamp (1995-1999)

Resultado:

trabalhos CNPQ, estágio FVA, vivências Muda, Afim, Ninguém


* Projeto Rotas Turísticas de Jundiaí (2014-2016)

Resultado:

salto de 70 mil para 160 mil visitas na Festa da Uva e quatro rotas de turismo rural


* Voluntariado de Atividades Culturais (1982-2016)

Resultado:

Projeto Arte, Di Versos, Festival Pão e Poesia, Porandubas Populares, Osho´s, Seattle Brasileira, Ditirambos, Portal Jundiahy, HQ Casa Poiesis


Ações de Conservação e Zeladoria da Ponte Torta (2014-2016)

Resultado:

restauração de monumento, educação patrimonial, eventos socioculturais


Agenda 21 Brasileira (2001-2006)

Resultado:

relatório da consulta Amazonas e relatório da rede de agendas locais


Agrosociobiodiversidade (2003-2016)

Resultado:

ampliação Pronaf, criação Serviço Florestal, participação na Semana do Meio Ambiente, divulgação Jundiaí Orgânicos



Publicações de autoria

Amazônia Brasil (2008, em inglês)

Memória, Patrimônio e Meio Ambiente na Formação de Educadores (2000)

Boletim Amazonizar (2003-2005)

Portal Jundiahy – Centro Histórico Entre Rios (2009-2016)

Portal da Municipalidade de Jundiaí (2013-2016)

Jornal da Ciência (2003)

Tributo a Chico Mendes (2008)

Revista Veja – Regional (1990)

Informativo Arte e Cultura Unicamp (1996-1998)

Boletim do Centro de Orientação Ambiental (1997-1999)

Laudos Indígenas do Xingu (1998)

Correio da Cidadania (1999)

Boletim da Coordenadoria de Cultura (1989-1991)

Expo Jundiaí – História (1995)

TV Cultura – A Cidade é o Show (1989)

SBT – Cidade Contra Cidade (1988)

Projeto Recursos Humanos (1991-1992)

Jornal Rio Branco (1986-1988)

Jundiaí Extra (1992)

Diário Bom Dia Jundiaí (2005-2015)

Diário Jornal da Cidade (1984-1988)

Diário Jornal de Jundiaí (1993-1995)

Diário Correio Popular (1996)

Diário Jundiaí Hoje (1983)

Portal Jundiaqui (2014-2016)

Portal OA Jundiaí (2015-2016)


Publicações como personagem

TV Rede Amazônica

Valor Econômico

Revista Galileu

Revista Superinteressante

Gazeta Mercantil

Canal Futura

Portal Plano Diretor Participativo

Publicação Di Versos

Publicação Dia do Teatro e do Circo

Diário Folha de São Paulo


Parceiros na trajetória

Universidade Federal do Amazonas

Universidade Estadual de Campinas

Universidade de São Paulo

Supermercado Ferragut

Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia

Projeto Saúde e Alegria

Prefeitura de Jundiaí

Prefeitura de Jarinu

Ponto de Cultura Wederã

Organização dos Estados Americanos

Museu Paraense Emílio Goeldi

Movimento Voto Consciente

Movimento Eucalipsom

Ministério do Meio Ambiente

Instituto Pólis

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

Instituto Ghente

Instituto Ethos de Responsabilidade Empresarial

GTZ Cooperação Técnica Alemã

Grupo de Trabalho Amazônico

GRAIN – Genetic Resources Action International

Fundação Vitória Amazônica

Fundação Tide Setúbal

Fundação SOS Mata Atlântica

Fundação Heinrich Boll

Fundação Friedrich Ebert

Fórum Caxambu

Fórum Brasileiro de Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento

Família Travalim

Família Oliveira

Expresso Jundiaí

ETC Group – Erosion, Technology and Concentration

ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing

Escola Estadual Cecília Rolemberg

Escola Estadual Antenor Soares Gandra

Editora Xapuri

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia

Comissão Pastoral da Terra

Bar Choise de Loque

Banco Mundial

Associação Brasileira de Antropologia

Associação Apiwtxa

Associação Agroecológica Tijupá



+

Informação científica e cultural


Semana do Idoso

Tributo ao Pão e Poesia

Evento Volta do Cine Marabá

Brasil Sorridente

Jundiaí Orgânicos

Campanhas de Saúde

Simpósio Cidades e Territórios

Encontro Cidades e Baixo Carbono

Semana do Meio Ambiente - Agrosociobiodiversidade

Portal Jundiaqui

Portal OA Jundiaí

Diário Bom Dia Jundiaí

Análise de Dados IBGE

Guia Cultural Semanal

Seção Almanaque Histórico

Entrevistas do Conselho de Leitores

Debates de políticas públicas

Publicação Chico Mendes – 20 Anos

O Desafio do Desenvolvimento Sustentável na Amazônia

Artigos Semanais Bom Dia (2005-2015)

Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada - Japi

Informativo Arte & Cultura

Expo Municipal – Jundiaí e Região

Grêmio da Cia. Paulista – 100 Anos

Diário Correio Popular

Diário Jornal de Jundiaí

Tendências de RH

Jundiaí Extra

Jornal Rio Branco

Diário Jornal da Cidade

Diário Jundiaí Hoje

Agendas Culturais

Jundiaí no Movimento Republicano*



Os 20 anos da viagem que marcou minha vida

O meio do ano de 1996 é ua marco da minha trajetória de vida. Naquela ocasião, a busca de reciclagem existencial iniciada no ano anterior com o ingresso na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) consolidou uma perspectiva de unir os campos de jornalismo, antropologia e sociologia em algumas atuações práticas.

O convite para um estágio na Fundação Vitória Amazônica, em Manaus, me permitiu na maturidade dos trinta anos um contato profundo com o lado socioambiental da conservação, rompendo com o mito da natureza intocada e abrindo o diálogo com os conhecimentos tradicionais em chave ampliada com o debate científico de ponta.

São vinte anos de muita intensidade, sem um planejamento convencional, que podem ser colocados em três partes principais - a formação (1996-1999), o mergulho (2000-2008) e o retorno (2009-2016).


O ciclo de formação abrange esse estágio e também o congresso da Associação Brasileira de Antropologia (1996), a articulação do projeto de história oral Jarinu Tem Memória (1997), as visitas à Costa do Descobrimento (1997), a cooperação com a Rádio Muda e com o Grupo Afim (1997-1998), trabalhos para o Conselho Nacional de Pesquisa Científica (1998-1999), manifestações contra a termelétrica na Serra do Japi (1999) e a graduação no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (1999).

É uma fase que se concentra basicamente entre Jundiaí, Campinas, Manaus e também algumas incursões à Bahia e a Minas Gerais.


O ciclo de mergulho abrange um congresso da Sociedade Brasileira de Etnobiologia e Etnoecologia (2000), a relatoria da Agenda 21 Brasileira no Amazonas (2000-2001), as manifestações pela Serra da Bodoquena (2001), a Mostra de Projetos Ambientais na Companhia Paulista (2001), o Encontro Sul-Riograndense de Biblioteconomia (2001), o projeto Amazônia na Rio + 10 (2002), a exposição Amazônia.Br no Sesc Pompeia (2002), o Programa de Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, pelo Grupo de Trabalho Amazônico (2003-2006), a campanha O Cupuaçu é Nosso (2003-2004), o projeto Sentidos da Participação (2004), o projeto Comunicação Comunitária na Amazônia (2004-2005), os projetos de Pontos de Cultura (2004-2005), o projeto BR 163 Sustentável (2005), o seminário sobre Redes e Desenvolvimento (2005), o evento paralelo da COP Convenção da Biodiversidade (2005), o projeto Rede Brasileira de Agendas 21 Locais (2006), a publicação Chico Mendes (2006), o seminário sobre Mudanças Climáticas na América do Sul (2007) e a exposição Amazônia Brasil (2007-2008).

Esta fase foi mais descentralizada e permitiu passagens em Piracicaba, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Belém, São Luís, Rio Branco, Boa Vista do Ramos, Tabatinga, Benjamin Constant, Morros, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Quito, Bogotá, Nova York, Nova Xavantina, Lucas do Rio Verde, Santarém e Campinas,


O ciclo de retorno é marcado pela criação de um movimento de irradiação de dados sobre a história de Jundiahy (2009), de retomada de jornalismo local em um veículo onde já colaborava com artigos desde 2005, o Bom Dia Jundiaí (2009-2012), passando por uma cooperação de projetos de carbono REDD+ (2010) depois a colaboração com projetos públicos na Municipalidade de Jundiaí, como ocorreu com os casos da saúde pública (2013) e do Plano Diretor, da Serra do Japi, da Ponte Torta, do Urbanismo Caminhável, da Semana do Idoso, das Rotas Turísticas, da Festa da Uva e da Agricultura Orgânica (2014-2016). Foi também uma fase intensa e amorosa como cuidador filial.

Pelas circunstâncias, essa fase foi mais concentrada em Jundiaí com passagens por Manaus, São Paulo e Campinas.


Em tudo, porém, acumulou-se uma riqueza gratificante na compreensão do mundo, da natureza, da ciência e da sabedoria guardada em pessoas desde meus ancestrais até as mulheres e homens incríveis de vários povos e comunidades que mostraram que a divisão não ocorre tanto entre grupos diferentes ou entre campo ou cidade – mas entre quem tem bom senso e capacidade de cooperação e aqueles outros que não entendem o limite da destruição do meio ambiente e do diálogo intercultural e intergeracional.


GRATIDÕES


A lista aqui não caberia. Desde os professores da Unicamp e demais centros de pesquisa até ativistas de meio ambiente, direitos humanos e manifestações culturais e até autoridades, é muita gente boa. Cito como uma lembrança sensível a freira norte-americana Dorothy Stang, pela sua força e fragilidade, e meus familiares e amigos como o Marcos Pinheiro, parceiro do início de tudo isso. Mas todos vocês sabem que estão aqui no coração, principalmente quando me ensinaram que a busca dessa conexão entre os diversos tipos de conhecimento é necessária para um caminho de esperança. Dedico também esta lembrança dos vinte anos para minha mãe, Helena Travalim de Oliveira, que esteve comigo mesmo quando havia a distância em praticamente todo esse caminho, e a todas as amizades, parcerias e paixões desse período.


Mesmo porque antes de 1996 já havia uma trilha anterior feita de muito trabalho, alguns projetos independentes e um envolvimento prévio com temas como ambiente, cultura e memória. Mas faço esse destaque porque.... uau, foi muito bom ter vivido essas experiências!



Rascunhos...




Almanaque Jundiahy

Centro Histórico Interfluvial

1616-2016


Modelo geral


P&B

letra 10

entrelinhas 1,5

tamanho National Geographic

5 mil exemplares

2 mil para bibliotecas públicas

3 mil para venda direta x 10 = 30 mil


Para os lugares


Nome

Descrição

Causos

Atrações

Ruas

Link



Sugestão:


Na folha direita, nome do local e foto logo abaixo, seguido abaixo de coluna de mesma largura de texto

Ao lado também quatro ou seis círculos com textos enxutos, com margem em branco para dobra.


Na folha esquerda, o extremo é ocupado por um “filme fotográfico” com seis ou oito fotos antigas e atuais

No lado de dentro quatro caixas de textos enxutos e abaixo três linhas com indicação de ruas.

No rodapé um link de site pequeno e com margem em branco para dentro, para a dobra.



1. Capa

2. Jundiahy

4. Mapas*

6. Largo da Matriz

8. Largo do Pelourinho

10. Largo São José

12. Estrada de São João

14. Largo de Santa Cruz

16. Estrada de Pirapora

18. Largo do Chafariz

20. Barreira

22. Ponte de Campinas

24. Largo de São Bento

26. Largo da Cadeia Velha

28. Largo dos Andradas

30. Largo do Cemitério

32. Companhia Paulista

34. Ponte Torta

36. Argos

38. Esplanada Monte Castelo

40. Largo das Rosas

42. Bela Vista

44. Largo São Jorge

46. Ficha Técnica

48. Contracapa









02


Jundiahy


Largo da Matriz é encontros

Rua e Ponte Torta, caminho

Largo do Chafariz era água

E a lei, Largo do Pelourinho


Largo São José era chegada

Estrada de Pirapora, a saída

Largo Santa Cruz é memória

E Ponte de Campinas é vida


São Bento cria largo e ladeira

E Largo das Rosas é a beleza

Largo dos Andradas aconchego

Companhia Paulista, certeza


Barreira na estrada de Minas

Torres Neves na de São João

Cemitério marca esta colina

Argos recebe rio com emoção


Estrada Velha vira da boiada

Monte Castelo virou esplanada

Tomanik e Segre subiram ladeira

E Bela Vista olha da cumeeira


Jundiahy é rio em luso e em tupi

E salvamos o córrego do Mato

Se nascentes foram soterradas

O Guapeva ainda brilha ali


Trajeto lindo é na rua da Palha

Imperial ou Concórdia, travessas

E caso a memória não nos falha

Vilas aquém-rios também nessa


Graff, Rio Branco, Liberdade

Até São Jorge e sua costureira

No centro histórico da cidade

A magia do caminho é certeira



A grande colina


Entre o rio Jundiaí, o rio Guapeva e o córrego do Mato ergue-se a montanha baixa chamada no antigo idioma tupi por Jundiahy – em referência aos jundiás, uma espécie de bagre (Ramdia quellen) que eram abundantes nessas águas e em seus brejos e lagoas das várzeas. Entre 2015 e 2016 esse “centro histórico interfluvial” completou pelo menos 400 anos de povoação, 360 anos de reconhecimento como uma das mais antigas vilas coloniais do atual Estado de São Paulo e do Brasil e 150 anos de elevação a uma das cidades imperiais.


Neste pequeno almanaque estão algumas curiosidades que podem estimular a redescoberta dessa grande colina por visitantes ou novas gerações de moradores. A todos saudamos com um sonoro “ó”, forma tradicional de cumprimento popular que perdurou na cidade até o final do século XX.


Sejam benvindos ao Largo da Matriz, ao Largo do Pelourinho, ao Largo São José, à Estrada de São João de Atibaia, ao Largo Santa Cruz, à Estrada de Pirapora, ao Largo do Chafariz, à Barreira, à Ponte de Campinas, ao Largo São Bento, ao Largo da Cadeia Velha, ao Largo dos Andradas, ao Largo do Cemitério, à Companhia Paulista, à Ponte Torta, à Esplanada Monte Castelo, ao Largo das Rosas, à Argos, à Bela Vista, ao Largo São Jorge.


Os nomes remetem a uma compreensão diferente de cidade, onde “largo” é um espaço mais amplo que uma praça, por exemplo, e integra as ruas e os imóveis particulares também. Nesta publicação há casos de uso desse conceito como licença poética e não-literal, mas sempre valorizando a noção de lugar e de pertencimento.


O entorno desse centro histórico, base urbano-rural com grandes quintais e pequenos sítios entre os séculos XVII e XIX, foi efetivamente ocupado somente no século XX com o surgimento dos conjuntos além-rios que se formaram aos poucos, depois do Núcleo Colonial (Colônia) e da beira das estradas que saíam do antigo centro, formando os bairros hoje vistos como tradicionais.


A descentralização administrativa, comercial e de entretenimento ocorreu somente na década de 1990. Mas o valor desses quase 400 anos de histórias acumuladas devolve a merecida importância para essa montanha baixa de Jundiahy em pleno século XXI. Nosso centro histórico interfluvial ainda pulsa com alma, com novidades alternativas e com muita boa energia comunitária.


Portanto, redescubram não apenas o passado. Mas também o futuro.



04


Mapas


Mapa A – Urbanismo Caminhável

Mapa B – Jundiaí Através de Documentos

Mapa C - IHGSP 1908 ou Negros da Terra


06



LUGAR MAIS IMAGEM PRINCIPAL – à ESQUERDA

Largo da Matriz

O Largo da Matriz tem referências no século XVII e manteve o nome popular depois que mudou para Largo da Independência no século XIX e atuais praças Governador Pedro de Toledo e Marechal Floriano Peixoto no século XX.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

Foi ponto alto das festas populares e religiosas na história. A origem católica da vila está na Catedral, reformada em 1897 e com sua manifestação mais antiga na procissão anual de Nossa Senhora do Desterro no dia 15 de agosto.

Abrigou ainda os principais cinemas no século XX (Marabá e Ipiranga), o “footing” para o galanteio de rapazes e meninas e os desfiles cívicos e carnavalescos.

Sediou ainda em sua área as antiga sedes da Prefeitura e dos Correios. E recebeu enterros de “homens livres” nos séculos XVII e XVIII.

Também abrigou pontos históricos de encontro como a lanchonete e restaurante A Pauliceia e outros comércios tradicionais, além de casarões. Entre estes estão o Credi Rei, o Cristal Chopp e outros.


ATRAÇÕES - à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Tem diversas fachadas remanescentes de estilos como “art deco” e pontos clássicos de gastronomia e comércio.

Estão nessa área ainda exemplares de taipa como a antiga escola paroquial e fachada na rua do Rosário, 484.

O Solar do Barão, construído no final do século XX por poderosa família da economia cafeeira, recebeu até o imperador Dom Pedro 2º e hoje sedia o Museu Histórico e Cultural.

Outros pontos de referência é a antiga Câmara e Fórum, na esquina das ruas Barão de Jundiaí e Coronel Leme da Fonseca (hoje Banco do Brasil) e o primeiro “arranha-céu” da cidade, o Edifício Carderelli, com quatro andares.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES - ABAIXO DAS ATRAÇOES

Suas referências históricas são as praças citadas com a rua Barão de Jundiaí (rua Direita), rua do Rosário (rua dos Antunes) e rua Nova (rua Senador Fonseca).

Também as tranversais com a Travessa Imperial (rua Bernardino de Campos), Travessa do Triunfo (rua Barão do Triunfo), Travessa da Matriz (rua São José) e Travessa da Concórdia (rua Coronel Leme da Fonseca).

Tem conexão pedestre com o Largo São José, o Largo do Pelourinho, o Largo Santa Cruz e o Largo da Cadeia Velha.


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” - VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça da Independência

Rua Direita

Cinemas

Desfile de Carnaval

Charrete

Fachadas



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NOME DO LUGAR MAIS IMAGEM PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo do Pelourinho

O Largo do Pelourinho perdeu a denominação original do século XVII, relacionada com a escravidão indígena. Foi popularmente conhecido no século XX como Largo do Quartel e pelo nome oficial de praça Rui Barbosa.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

A escravidão indígena dos “negros da terra” do século XVII, com Jundiahy como “porta do sertão”, era evidenciada pelo próprio pelourinho.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, até 1922, era igreja e cemitério dos escravos afrodescendentes no fim da rua do Rosário.

O Beco do Pelourinho é na tradição oral uma antiga ligação do largo com a rua Marcílio Dias, que pode ser vista dali.

Alguns pontos culturais do final do século XX foram o bar Groovy´s e o fliperama Le Coq (no largo) e os bares Porão e o Blackout (na paralela)


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Gabinete de Leitura Ruy Barbosa é uma instituição comunitária desde o início do século XX e foi criada para estimular a leitura e a produção literária além de outras atividades culturais.

O Quartel do Exército abrigou no século XX o Grupo de Obuses e a Companhia de Comunicação sobre a área dos antigos casarios e da antiga Escola Hydecroft até a década de 1980.

O Refogado do Sandi sai anualmente dali na sexta-feira carnavalesca, preservando tradição centenária da festa no Centro Histórico.

Entre as atrações da área estão ainda a antiga hospedaria de imigrantes no Hotel Rosário ou a abóboda de estilo árabe na esquina da praça com a rua Barão. Mais abaixo, um cruzamento triplo na rua Secundino Veiga indica mudanças urbanas entre os séculos XIX e XX.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Suas referências históricas são a praça citada com a rua Direita (rua Barão de Jundiaí), rua dos Antunes (rua do Rosário) e rua Secundino Veiga.

Também tem a Travessa do Pelourinho (rua Engenheiro Monlevade) e a rua Cândido Rodrigues.

Conexão pedestre com Largo da Matriz, Esplanada Monte Castelo e Estrada de Pirapora (ladeira).


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Igreja do Rosário

Gabinete de Leitura

Quartel

Praça

Hotel Rosário

Cúpula Oriental



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NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo São José

O Largo São José tem referências no século XVII e foi ponto de chegada de estradas até o século XX, quando passou a homenagear também um lendário médico local com o nome de praça Dr. Domingos Anastácio.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

O local abrigou o antigo “cemitério da fábrica” no século XIX

A área teve durante a 2ª Guerra Mundial um posto de gasogênio durante a escassez de gasolina

Um dos traços urbanos dessa região, como outras, são as “ruas sem saída” residenciais

A Estrada Velha de São Paulo teve corpos de líderes quilombolas expostos no século XVIII, a mando da Câmara


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

São duas galerias: a tradicional Galeria Bochino, da década de 1950, na rua do Comércio (rua Rangel) e a nova Galeria Yarid, da década de 2010, na Estrada Velha (rua Marechal Deodoro).

A área também concentra salões de cabeleireiros de diversos estilos de penteados artísticos ou “black”.

O busto original de bronze do médico Domingos Anastácio, mito popular do início do século XX, foi retirado da praça por riscos de vandalismo.

Uma das extremidades do pioneiro calçadão central de pedestres, da década de 1970, começa exatamente nesse largo.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Suas referências históricas são a praça e a Rua do Comércio (rua Rangel Pestana), a Estrada de São João (rua Dr. Torres Neves) e a Estrada Velha de São Paulo (avenida Dr. Cavalcanti e rua Marechal Deodoro).

Também a Travessa da Matriz (rua São José).

Conexão pedestre com Largo da Matriz, Argos (ladeira) e Companhia Paulista (ladeira)


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça Dr. Domingos Anastácio

Galeria Bochino

Jardim do Solar

Detalhe de fachada 1

Movimento pedestre matinal

Detalhe de fachada 2


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NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Estrada de São João

A Estrada de São João de Atibaia saía do centro da vila de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy no século XVI, tornando-se posteriormente a rua Dr. Torres Neves até a ponte e depois viaduto.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

A sede central da Associação Esportiva Jundiaiense foi um ponto nevrálgico de formação de atletas e também de grandes shows da MPB no século XX, de Elis Regina a Gilberto Gil.

A ocupação urbana dos ainda sítios da encosta entre a Estrada Velha e a Companhia Paulista ocorreu somente no início do século XX, como mostram plantas do loteamento Vila Pacheco.

A ligação entre a Estrada de São João e o Largo do Chafariz, segundo a tradição oral, era feita pelo acesso pedestre chamado Caminho da Palha.

Há algumas décadas, a ladeira suave ou forte da Estrada de São João era usada até mesmo para competições de carrinho de rolimã.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Viaduto São João Batista, desenhado por Vasco Venchiarutti, tem duas escadas helicoidais ligadas às antigas plataformas da estação central de trens e surgiu em 1950 com doações da comunidade.

A variedade de comércios e serviços ao longo de sua extensão é uma das características mantidas nessa rua central.

Os detalhes de fachadas (ou inteiras, como na esquina da Torres Neves com Prudente de Moraes) diferenciam a área.

É um eixo completo de ligação entre o rio Jundiaí e o alto da colina central


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Sua referência é a Estrada de São João de Atibaia (rua Dr. Torres Neves).

Nas transversais o Caminho da Palha (rua Prudente de Moraes) e a rua XV de Novembro, além da Estrada Velha (rua Marechal Deodoro e avenida Dr. Cavalcanti).

Conexão pedestre com Argos, Largo do Chafariz, Largo São José e Companhia Paulista.


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Viaduto São João

Estação Central

Ladeira da rua Dr. Torres Neves

Sebo Jundiaí

Detalhe de Fachada

Detalhe de Fachada


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NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo Santa Cruz

O Largo Santa Cruz era um “rocio” (plantio comunitário) e curtume no século XVII e tornou-se posteriormente conhecido como praça da Bandeira, que atualmente abriga também o Terminal Central e ampla área arborizada.


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Um momentos essencial na longa história do lugar foi a passeata ecológica de 1978, decisiva para a Serra do Japi ser tombada cinco anos depois.

O local abrigou uma das escolas-parque de Jundiaí (a outra foi na Estrada de São João) na década de 1950.

Depois do Largo da Matriz, o local recebeu a Estação Rodoviária de Jundiaí no século XX como ponto de chegada da avenida Jundiaí (aberta em 1948).

O primeiro bebedouro público, com água vinda por gravidade da serra, surgiu ali no final do século XIX.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Clube 28 de Setembro, criado no final do século XIX para organizar a libertação de escravos, tem sua sede ali desde a década de 1940.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, que existiu até 1922 no Largo do Pelourinho, oferece um ambiente de reflexão ali.

O Obelisco da Independência do centenário de 1922, depois transferido do Largo da Matriz para a área interna do atual Terminal Central, guarda uma “cápsula do tempo” para o futuro.

O Bolsão sob o Viaduto da Avenida Jundiaí, ao lado do córrego do Mato, transformou-se no século XXI em referência de manifestações socioculturais e políticas como de ciclistas, ambientalistas e ativistas.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Estrada de Pirapora (rua Baronesa do Japi), Estrada do Retiro (rua do Retiro) e “nova” avenida Jundiaí, de 1948

Rua Petronilha Antunes, Travessa do Triunfo (rua Barão do Triunfo), Travessa da Concórdia (rua Coronel Leme da Fonseca) e Travessa Imperial (rua Bernardino de Campos)

Conexão pedestre com Largo da Matriz, Largo dos Andradas, Largo São Jorge e Bela Vista


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça da Bandeira

Clube 28

Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Passeata de 1978

Rodoviária

Escola Parque


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NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Estrada de Pirapora

A conexão com Santana do Parnaíba e São Paulo de Piratininga, no século XVII, era feita pelo interior da Serra do Japi e chegava até o Largo Santa Cruz pela rua que mantém esse nome com indícios de ancestral peabiru indígena.


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A denominação como Estrada de Pirapora surgiu apenas depois do encontro de uma imagem naquele local, em 1725, que no tempo da escravidão africana também permitia encontros que deram origem ao samba paulista.

As romarias, que no seu centenário em 2014 foram reconhecidas como patrimônio cultural imaterial de Jundiaí, chegavam até o centro histórico até que os automóveis impediram esse percurso.

A estrada margeava os brejos do Vianelo, onde existiram no século XX os campos de futebol de times como São Cristóvão e Vasquinho e revelaram craques como Dalmo Gaspar ou Mário Milani.

A antiga estrada teve na rua 13 de Maio, quase esquina com ela na praça Bom Jesus, a Capela Pai Manoel.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O conjunto de prédios das Escolas Padre Anchieta, hoje campus central da Unianchieta, surgiu na década de 1940 e formou uma das referências da vida estudantil local.

A região da praça Pompeu Perdiz sempre abrigou pontos de encontro desde a segunda metade do século XX e até mesmo blocos carnavalescos.

A rua Marcílio Dias corta a estrada de fundo de vale entre os morros da Bela Vista e do Largo do Pelourinho, com trecho de escadaria na ligação com a Rua Torta (ou Avenida Torta).

Fachadas antigas, algumas com intervenções artísticas, convivem ao longo da estrada e também da rua 13 de Maio.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

A estrada compreende a rua Baronesa do Japi e sua continuação pela atual rua Bom Jesus de Pirapora

Nas transversais tem no centro interfluvial a Travessa Imperial (rua Bernardino de Campos, a Travessa do Pelourinho (rua Engenheiro Monlevade), a rua Marcílio Dias (com escadaria parcial), a rua Conde de Monsanto, a rua Atílio Vianelo e a rua Paul Harris, além da derivada rua 13 de maio e as praças Aristeu Perdiz e Bom Jesus.

Faz conexão pedestre com Largo da Matriz, Bela Vista, Largo São Jorge e Ponte Torta.

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FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Romaria

Fachadas

Triângulo das ruas da Saúde e Pirapora

Triângulo das ruas Pirapora e 13 de Maio

Capela Pai Manoel

Obelisco





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Largo do Chafariz

A data exata é imprecisa, mas o chafariz da praça Barão do Japy simboliza a busca de escravos indígenas e depois pedras preciosas, encontradas no início do século XVIII nas Minas Geraes, muito antes das ferrovias.


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O desenho urbano da área guarda traços da estrada colonial (rua da Abolição) com a ocupação ferroviária posterior (escada de pedestres no acesso ao Sororoca)

A ocupação urbana dos pequenos sítios da encosta foi feita por loteamentos apenas no início do século XX.

A área teve grande movimento de pedestres e bicicletas por causa de pequenos negócios e de indústrias como a fábrica de fósforos da Andrade Latorre, que também estimulava grupos de teatro.

Além de cavalos, o chafariz da praça também era usado para refresco por carnavalescos no retorno dos bailes.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O antigo “Caminho da Palha” (rua Prudente de Moraes) segue entre uma rua anterior aos automóveis (rua Jules Rimet) e outras ruas também anteriores aos automóveis (na Vila Argos) com ambiente de belezas arquitetônicas.

A área abriga diversas iniciativas de gastronomia, de música e de cultura, populares ou sofisticadas.

Referências são a sede triangular da União dos Ferroviários Aposentados (esquina da Abolição com Prudente) ou busto do sindicalista Harry Normanton na antiga sede do Sindicato dos Ferroviários (atual Colégio Santa Felicidade).

Depois de campo de futebol entre as linhas da Paulista e da Sorocabana, o “Sororoca” virou sede de esportes como skate e bicicross


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Na antiga Estrada Velha de São Paulo a Campinas (rua Marechal Deodoro da Fonseca) estão transversais como a rua Dr. Almeida, a rua Padre Armando Guerrazzi e a rua Benjamin Constant. Da praça principal, além da rua Prudente de Moraes, sai também a rua da Abolição. E a antiga ferrovia Ytuana-Sorocabana virou avenida União dos Ferroviários.

A praça Barão do Japy é referência mas há a praça Orville Green (também com bebedouro desativado) e outras.

Tem conexão pedestre com o Largo São Bento (ladeira), a Barreira, a Companhia Paulista e a Argos.


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Praça

Palma

Uhlen Haus

Sororoca

Fachadas

Cavalos no Chafariz





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Barreira

O nome abrange uma área anterior aos trilhos e tem origem colonial na cobrança de impostos de Portugal às tropas de cargas agrícolas, mecânicas ou minerais que se abasteciam na vila de Jundiahy desde o século XVII.


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Em 1757 a Câmara de Jundiahy aprovou o aumento dos impostos (o “quinto”) na barreira para a reconstrução de Lisboa, atingida dois anos antes pelo maior terremoto de sua história.

A estrada contava à esquerda, hoje logo depois da ferrovia, com uma capela de Santa Cruz antes da posterior igreja católica da Barreira.

A ferrovia levou à ocupação urbana da Vila Rio Branco no século XX, mas as áreas de várzea na Vila Liberdade ou Vila Margarida dependeram da retificação do rio Jundiaí na década de 1950.

A região abrigou olarias (cerâmicas), matadouros (inclusive na área do atual centro esportivo), indústrias (como a Fleischmann & Royal) e até um jornal (Rio Branco) e uma pizza histórica (Cantina do Jarbas).


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Na área estão dois centros esportivos – José Pedro Raymundo e Ovídio Bueno – que lembram os campos de várzea onde brilharam times como Rio Branco e Cruzeiro.

Um pequeno centro comercial marca a estrada da antiga Barreira, formado por pequenas lojas.

Alguns bares preservaram tradições da música caipira (Casarine), do samba ou sertanejo (Joca) ou da malhação do judas (Estrela da Liberdade), ao lado também de festas religiosas ou juninas.

Depois de uma primeira escola de samba na década de 1950, a União da Vila surgiu nos anos 1980 nessa área.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Estrada das Minas (avenida Itatiba, continuando rua da Abolição, com ponte), Rua Tiradentes (com ponte), Rua Paulista, Rua Santa Teresinha, Avenida Álvares de Azevedo, Rua Dario Murari, Avenida Guilherme de Almeida, Avenida Antonio Frederico Ozanan (rio Jundiaí).

Praça Barão do Rio Branco, Praça José Luiz Borin, Praça José Pedro Raymundo, Praça Natal Ferragut, Praça Rildo Michel Martho, Rio Jundiaí

Conexão pedestre com Largo do Chafariz, Ponte de Campinas, Largo do Cemitério (ladeira) e Companhia Paulista.


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Avenida Itatiba

Rio Jundiaí

Fachadas da Vila

Violeiros

Trem

Viaduto Joaquim Candelário




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Ponte de Campinas

A Ponte de Campinas, atual ligação entre a avenida Antonio Segre e a rodovia Geraldo Dias, era o pouso de abastecimento da saída de Jundiahy nos séculos XVII e XVIII e ganhou o nome com a fundação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso de Jundiahy, em 1774.


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A Estrada Velha de São Paulo a Campinas, onde surgiram depois localidades como Capivary (atual Louveira) e Rocinha (atual Vinhedo), ganhou importância no século XVII com a expansão portuguesa além da Linha de Tordesilhas.

Na história oral, a praça São Lázaro ostentava uma placa em homenagem aos combatentes locais na Guerra do Paraguay. Uma capela de mesmo nome teria existido onde atualmente está o “Sesão”.

A atual rua dos Bandeirantes, chamada até o século XX por “estrada da boiada”, chegava até matadouros posteriormente circundadods pelas ferrovias Paulista e Sorocabana.

Na guerra civil de 1932, tropas mineiras entraram pela ponte (debandadas as tropas paulistas) e foram recebidos com café e vinho nos sítios da ladeira hoje ocupada pela avenida Antonio Segre.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Os arredores da velha ponte estão atualmente transformados em serviços ambientais e culturais como o Jardim Botânico, o SESC Jundiaí e o SESI Jundiaí.

A praça nas margens do rio Jundiaí entre a ponte e a foz do córrego do Mato abriga escultura de Semíramis Mojola.

Como lembrança do passado industrial do centro no século XX, ainda funciona no local uma fábrica da Correias Universal, incluindo casas operárias.

A rua dos Bandeirantes abriga fachadas e serviços diversos na Vila Municipal ou na Vila Inhamupé, entre eles a Casa da Familia Chagas e o Buteco Du Angelo, além do monumento de 1942 chamado Cruzeirinho.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Estrada da Boiada (rua dos Bandeirantes), avenida Antonio Segre (ponte), avenida União dos Ferroviários (antiga estrada de ferro Sorocabana), avenida Antonio Frederico Ozanan (rio Jundiaí), avenida Nove de Julho (córrego do Mato).

Praça São Lázaro, Praça da Cultura, Praça Alberto Zaia, Rio Jundiaí

Conexão pedestre com Largo do Cemitério (ladeira), Largo do Chafariz, Barreira


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça da Cultura

Casa Chagas ou Bosque da Nove

Jardim Botânico

Ferrovia Sorocabana

Ponte de Campinas Antiga

Correias Universal




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Largo de São Bento

Fundado em 1668, o mosteiro que origina o nome do local começou como residência de monges e tornou-se uma referência histórica da região central mantendo a denominação popular de “largo” urbano.


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A ladeira São Bento testemunhou em 1906 a primeira greve operária do Brasil, na época das jornadas de 12 horas, iniciada por ferroviários e depois apoiada pelos têxteis e até pelos estudantes do Largo São Francisco, com forte repressão policial.

Uma das esquinas do largo abriga a antiga fábrica de vinhos de Hermes Traldi (atual supermercado).

Entre as lendas orais da área está o uso de uma grande figueira para escravos esperarem “donos” e tambémexistência de um antigo “hospício” no século XVII.

Nas ruas dessa área figura a homenagem a Jorge Zolner, vítima jundiaiense da guerra civil de 1932.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Nesse largo está a sede central do Clube Jundiaiense, desde a década de 1940 um espaço social, esportivo e cultural da cidade.

O canto gregoriano e as pinturas de Aldo Locatelli estão entre as tradições do Mosteiro de São Bento., que no final do século XX ganhou a companhia de uma Igreja Batista próxima também com tradições musicais.

Um “mirantinho” formado no alto da ladeira São Bento permite a visão das oficinas da Companhia Paulista.

Visto de forma ampliada, o Largo São Bento forma um conjunto com o Largo das Rosas e o Largo da Cadeia Velha.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Direita (Barão de Jundiaí), Rua dos Antunes (Rosário), Rua São Bento, Rua Jorge Zolner, Rua Leonardo Cavalcanti, Rua Campos Salles

A Praça São Bento é a referência principal.

Conexão pedestre com Largo da Cadeia Velha, Largo das Rosas, Largo dos Andradas e Companhia Paulista (ladeira)


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Mosteiro

Vista da Cia. Paulista

Fábrica de Vinho

Praça

Clube

Fachada




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Largo da Cadeia Velha

A Cadeia Velha do século XIX tornou-se sede do Fórum de Justiça no século XX. Mas acumula muitos pontos históricos ao ser redor, tendo como referência a praça Tibúrcio Estevam de Siqueira.



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A “revolução agrícola” de Jundiahy, com o surgimento da uva Niagara Rosada em 1933, tornou-se nacionalmente conhecida com a primeira Festa Vitivinícola e Industrial (1934) sediada no Mercado Municipal (atual Centro das Artes).

No largo está a agência do INSS com um busto ao ex-deputado e latifundiário Eloy Chaves, que criou a moderna previdência social em 1923 – depois das lutas anarcosindicalistas de 1906 e a partir do modelo de pensão ferroviária .

A praça abrigou muitos eventos culturais como Domingo no Parque ou Projeto Colibri na década de 1980, além de bares de boa MPB como o Carinhoso.

Muito antes da telefonia celular (ou popular), o prédio da Telefônica (esquina da Barão com Siqueira) era um símbolo de poder e sonho de consumo.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Centro das Artes, surgido em 1981 no local do antigo mercado, é um espaço cultural com intensa história na cidade tanto para artistas locais como para visitantes.

A sede central do Grêmio Recreativo da Companhia Paulista, do início do século XX, chegou a ter ao lado o Cine Ideal – nos tempos em que uma pessoa precisava correr com os rolos de filme de um cinema a outro.

A imponente fachada da Escola Estadual Conde do Parnaíba abriga desde 1923 o antigo grupo escolar criado em 1906

Na área estão ainda lojas de comércio tradicional da cidade e outros espaços culturais como a Casa de Letras e Artes.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Direita (Barão de Jundiaí), rua dos Antunes (Rosário), rua da Imprensa, rua das Casinhas (Siqueira de Moraes), rua São Bento, rua Onze de Junho

Praça Tibúrcio Estevam de Siqueira, Mirantinho para Vale do Rio Jundiaí e Cia. Paulista (na ladeira São Bento)

Conexão pedestre com Largo São Bento, Largo da Matriz, Companhia Paulista (ladeira), Largo dos Andradas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Festa da Uva 1934

Praça do Fórum

Grêmio

Conde

Busto do Eloy

Lateral Estacionameneto Antiga Caixa




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Largo dos Andradas

Conhecido na tradição oral dos séculos XVIII e XIX como rua das Casinhas (rua Boaventura Mendes Pereira e rua Siqueira de Moraes), a praça de mesmo nome abrigou no século XX um dos primeiros postos de saúde do Estado.



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A praça é cortada pela rua Anchieta, que ali vira rua Zacarias de Goes (ex-rua Adolfo Gordo) em homenagem ao farmacêutico retratado nas aquarelas de Diógenes Duarte Paes, e que se liga mais adiante com a Rua Torta.

A Escola Professor Luiz Rosa, fundada em 1917 e com sede voltada para o largo, foi o berço de um dos mais famosos grupos teatrais da cidade (TER – Teatro Estudantil Rosa).

O largo abrigou outros espaços culturais como o palco de rock da Quadrinhos ou turísticos como o antigo Grande Hotel, com fundos para a rua Nova (Senador Fonseca).

Também frases famosas da contracultura nos anos 80 (“coma merda, milhões de moscas não podem estar erradas”) e nos anos 2000 (“você não vive na cidade, é a cidade que vive em você”).


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O prédio da praça dos Andradas, com projeto de Vasco Venchiarutti, abrigou em 1971 a primeira biblioteca pública da cidade e depois serviços de assistência social e também do centro de memória antes do posto policial.

O entorno da praça apresenta espaços alternativos, culturais, gastronômicos, educacionais e de serviços tradicionais como barbearia, moda ou posto público de emprego e apoio a empreendedores.

A rua lateral homenageia José Romeiro Pereira, ex-prefeito e deputado estadual na década de 1940 que criou o Corpo de Bombeiros da cidade.

Na década de 2010 o largo abrigou o lançamento de Ramdia Quellen, coletânea que faz parte da história do rock independente na cidade.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua das Casinhas (ruas Boaventura Mendes Pereira e Siqueira de Moraes), Rua Nova (rua Senador Fonseca), rua Boaventura Mendes Pereira, rua Anchieta, rua Zacarias de Goes (antiga Adolfo Gordo), rua Joll Fuller

A referência é a Praça dos Andradas

Conexão pedestre com Largo da Matriz (escadaria), Largo São Bento, Largo da Cadeia Velha, Largo São Jorge, Largo das Rosas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Praça

Prédio

Antiga Biblioteca

Fachadas

Fachadas

Fachadas




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Largo do Cemitério

Em 1868, com a construção do Cemitério Nossa Senhora do Desterro, acabou a era de enterros nas igrejas ou em locais segregados. Mas sua região abriga histórias e lugares fascinantes.


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O primeiro estádio do Paulista Futebol Clube, fundado em 1909 como Jundiahy Foot Ball Club, funcionou ali na Vila Leme (na rua Anchieta) entre 1918 e 1958.

O atual e imponente prédio do Velório Municipal era na verdade a Estação de Abastecimento de Água do DAE, criado em 1969 como Departamenteo de Águas e Esgotos.

Os arredores até o Largo São Bento e também a Vila Municipal contam com ossadas anteriores enterradas sob as ruas, incluindo de integrantes da Família Real do Império.

Na década de 1980, grupos da então moda gótica circundavam o local ainda sem o risco de vandalismos surgido posteriormente.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O cemitério guarda lembranças de boa parte das famílias jundiaienses mais antigas e pontos de visitação como o túmulo do médico Domingos Anastácio, da moradora Maria Polito ou dos grevistas ferroviários de 1906, Ernesto Gould e Manoel Dias.

A caixa de água da praça Luiz Gonzaga Barbosa reforça a memória da antiga estação de água central.

Na ladeira da rua Henrique Andrés (sentido Barreira) a Vila Torres Neves guarda os últimos detalhes dessa vila operária da Companhia Paulista.

Na ladeira mais suave da avenida Antonio Segre (sentido Ponte de Campinas) estão gastronomia, praças e caminhos pedestres para o “bosque” da margem do Córrego do Mato.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Campos Salles, Rua Luiz Rosa, Rua Anchieta, Rua Henrique Andrés, Rua Visconde de Mauá, Rua França, Rua Benjamin Constant, Avenida Antonio Segre, Rua João Batista Figueiredo, Rua Sócrates de Oliveira, Rua Eduardo Tomanik

Praça Luiz Gonzaga Barbosa, Praça do Cruzeirinho (Nove de Julho), Praça Antonio Rius Regenstreit, Praça da rua Nicolau Coelho

Conexão pedestre com Ponte de Campinas (ladeira), Córrego do Mato (escadaria ou ladeira), Barreira (ladeira), Largo do Chafariz (ladeira) e Largo das Rosas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Cemitério

Caixa de água

Padaria Kelly

Fachadas Vila Torres Neves

Visão do Córrego do Mato

Paulista Estádio




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Companhia Paulista

Depois da chegada da ferrovia “inglesa” São Paulo Railway (Santos-Jundiahy), em 1864, os grandes fazendeiros de café do interior criaram a continuidade em 1872 com a Companhia Paulista de Estradas de Ferro e Fluviais, com um conjunto de sede e oficinas que mudaram a paisagem central.



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Com reputação de empresa-modelo, o complexo de prédios e oficinas da Companhia Paulista trouxe no século XIX a disputa entre “colarinhos azuis” e “colarinhos brancos” dentro do ambiente respeitado externamente inclusive pela pontualidade dos trens.


Surgiram na virada do século XX o Grêmio C.P., o Paulista Futebol Clube, a Banda Paulista, o Gabinete de Leitura Rui Barbosa, o Horto Florestal, Senai e outras instituições criadas por gerações de ferroviários brancos, imigrantes e negros.


O conjunto é localizado entre os trilhos da Companhia Paulista (fachada principal) e os trilhos da Sorocabana, atual avenida União dos Ferroviários (fachada secundária), dois eixos do entroncamento ferroviário da região.


O impacto inicial de desmatamento das máquinas a vapor foi bastante elevado (por isso os hortos) e a primeira locomotiva elétrica circulou em 1922 como a primeira da América do Sul.



TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

O Museu da Companhia Paulista desde 1995 substituiu o antigo Museu Ferroviário Barão de Mauá, de 1979, que funcionou ainda durante a existência da estatal Fepasa (Ferrovias Paulistas S/A) que englobou as estradas de ferro na década de 1960.

Outro marco contra essa perda histórica foi a Associação de Preservação da Memória Ferroviária, que criou no local o Centro de Estudos e Lazer da Melhor Idade (Celmi).

Uma enorme mobilização em 2001 impediu a privatização do complexo, que recebeu posteriormente a Faculdade de Tecnologia (Fatec), o Poupatempo, a Estação Juventude, a Fumas, a Guarda Municipal e outrros.

Além dos tijolos das construções em estilo inglês, vale observar as enormes e antigas árvores existentes no local.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Avenida União dos Ferroviários (antiga estrada de ferro Sorocabana), Rua São Bento, Rua Siqueira de Moraes, Rua XV de Novembro, Rua Graff.

Praça Interna da Companhia Paulista, Praça 1º de Maio, Praça Miguel Lopes.

Conexão pedestre com rio Jundiaí (escadaria e viaduto), com Estrada de São João, com Largo do Chafariz e com Barreira


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Prédios da Companhia Paulista

Trens

Fachada na ferrovia com obelisco

Fachada na avenida com árvores

Oficina em atividade

Museu




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Ponte Torta

A região do rio Guapeva, ao lado da Estrada Velha de São Paulo, tem seu marco de mudança da era das tropas de cavalos e burros para a ferrovia e a industrialização na Ponte Torta, de 1888.


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A Ponte Torta (ou Ponte dos Bondes) foi construída com 50 mil tijolos entre 1886 e 1888. Sua função original de ligar a estação ferroviária ao centro histórico durou apenas até a década de 1890, quando a Cia. Jundiahyana desistiu dos bondes.

O local usado por moradores, trabalhadores têxteis e vendedores com carroças, entretanto, tornou-se um ícone no século XX dando nome a bebidas, servindo de cenário de fotografias e virando referência cotidiana.

Na década de 1980, a centenária ponte foi ameaçada de demolição pela Prefeitura para gerar uma das maiores mobilizações de defesa da história da cidade, registrada em quadrinhos em “O Grande Desaponte”, de Dadí.

O cenário original da ponte além do rio Guapeva envolvia fábricas têxteis como Milani, São Bento ou Japi.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A Ponte Torta virou monumento nos 360 anos da elevação à vila colonial, em 2015, depois de um projeto de conservação e zeladoria que resgatou sua história social na comunidade e técnica do uso de tijolo e cal.

A praça Erazê Martinho, que substituiu a antiga praça Sete de Setembro perdida por demolições da criação da avenida José do Patrocínio, abriga eventos culturais e visitas constantes de moradores.

A Rua Torta (ou Avenida Torta), nome popular da avenida Paula Penteado, segue até a escadaria da rua Marcílio Dias em caminho pedestre suave dos séculos XVIII e XIX até o Largo da Matriz ou Largo Santa Cruz.

Na paisagem verde do local também ocorre anualmente o desfile do Bloco da Ponte Torta.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Torta ou Avenida Torta (avenida Paula Penteado), rua Atílio Vianelo, rua Senador Fonseca, avenida José do Patrocínio, avenida Odil Campos Saes

Praça Erazê Martinho, Parque Linear do Rio Guapeva

Conexão pedestre com Esplanada Monte Castelo (ladeira), Estrada de Pirapora, Largo da Matriz


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Ponte Torta

Árvore do Parque Linear do Rio Guapeva

Encosta verde da Esplanada Monte Castelo

Rua Torta

Fachadas na avenida

Fachadas na rua Senador





NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo das Rosas

A referência é a praça Dom Pedro II, que na virada dos séculos XIX e XX abrigou uma revolução na saúde pública com o Hospital São Vicente de Paulo, pelos vicentinos, e a Fratellanza Italiana, pelos imigrantes.


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Uma reforma da praça principal foi orientada por fotografias antigas do local desde o início do século XX.

Mesmo com limitações ao barulho pela vizinhança hospitalar, a praça abrigou momentos culturais como a descoberta dos “frisbees” por jovens na segunda metade do século XX.

O compositor Lamartine Babo, em parceria com os amigos do grupo local Chorões do Japy, inspirou-se na praça durante a década de 1940 para a canção “Cidade das Rosas”.

A ladeira das atuais ruas Jorge Zolner e Eduardo Tomanik, que leva ao córrego do Mato, é na história oral chamada “das lavadeiras” porque era usada para a limpeza de roupas e tecidos nos séculos XVII e XVIII.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

Na virada do século XX, em 1902, uma mobilização da Conferência Vicentina criou o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo com fachada original voltada para o largo.

Também voltada para a praça, hoje como lateral do pronto atendimento PA Central, está a fachada original da Casa de Saúde Dr. Domingos Anastácio (da Fratellanza, de 1924), criada para socorro mútuo pelos imigrantes italianos.

Outra fachada importante voltada para o largo é do antigo Ginásio Rosa (de 1917), ocupado desde a década de 1930 pela Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro, criada pelo abade Pedro Roesler.

A área também inclui bares diurnos e noturnos e o tradicional “corredor verde” de árvores da rua Anchieta.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

A referência são as praças e mais a rua São Vicente, rua Luiz Rosa, rua Campos Salles, rua Euclides da Cunha e rua Leonardo Cavalcanti.

As duas praças são a Praça Dom Pedro II, Praça Antonio Frederico Ozanan

Conexão pedestre com Córrego do Mato (ladeiras), com Largo São Bento, com Largo do Cemitério e com Largo São Jorge (escadaria).


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Hospital São Vicente

Casa da Criança

Praça Dom Pedro II

Fratellanza

Praça Antonio Ozanam

Fachadas na Euclides da Cunha






NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Argos

O prédio da antiga Argos Industrial S/A é o centro de um complexo que abrange as vilas operárias (Vila Argos Velha e Vila Argos Nova), a antiga creche, o antigo cineteatro, a antiga loja de jeans rústicos, a capela e uma grande chaminé.



CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

A Argos Industrial foi criada em 1913 com o nome de Sociedade Industrial Jundiaiense, mas mudou de nome no mesmo ano. Foi um dos marcos do grande pólo industrial têxtil e mecânico que formou a Vila Arens e o mais conectado ao Centro.

As vilas operárias são um indicador do enorme número de programas sociais, educacionais e técnicos envolvidos na política da empresa ao longo do século XX até sua crise administrativa, que culminou na compra da sede pela Prefeitura em 1989.

Além do jeans do tipo rancheiro, a Argos também foi pioneira em gabardines de primeira linha e o renomado “verde-oliva” usado pelo Exército.

Sua localização estava entre a Estrada Velha de São Paulo, as ferrovias Sorocabana e SPR e o rio Guapeva.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A Biblioteca Municipal “Professor Nelson Foot” é um dos destaques do conjunto com seções adulta e infantil, gibiteca, auditório e conexão de internet.

O trecho local do Parque Linear do Rio Guapeva, com projeto pronto, tem como símbolo a ave lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta).

O Centro de Convivência do Idoso (Criju) concentra atividades para moradores acima dos 60 anos de idade.

O Clube do Carro Antigo é uma das atrações dos arredores, ao lado do Varejão Noturno nas quintas-feiras e espaços culturais e sociais.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Avenida Dr. Cavalcanti, Avenida José do Patrocínio, Rua Bartolomeu Lourenço, Rua Ernesto Diederichsen, Caminho da Palha (rua Prudente de Moraes), rua XV de Novembro, rua Aristeu Dagnoni, rua Vigário João José Rodrigues.

Praça Interna da Argos

Conexão pedestre com Largo da Matriz (escadaria), Largo São Bento, Largo da Cadeia Velha, Largo São Jorge, Largo das Rosas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Argos

Biblioteca

Vila Argos Nova

Vila Argos Velha

Parque do Guapeva

Chaminé





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Esplanada Monte Castelo

Criada depois da Segunda Guerra Mundial em 1946 para homenagear os soldados jundiaienses da Força Expedicionária Brasileira (FEB), a esplanada urbanizou o Morro do Grupo e o “escadão” de 1927


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

A Empresa de Luz e Força de Jundiaí instalou na década de 1920 o prédio em estilo inglês da subestação, ao lado do Teatro Polytheama, que aproveitou a energia de barragem no rio Jundiaí para substituir os lampiões a querosene ou óleo de baleia.

A Escola Industrial, atual escola estadual Antenor Soares Gandra, foi uma das formadoras de técnicos no século XX na cidade e teve em seu projeto de 1969 a adaptação do morro ao acesso da rua Barão para a área da Ponte Torta. Foi o ano em que também a Câmara Municipal mudou-se para o local.

Durante a década de 1940, o “morro do grupo” serviu para testes dos jipes motorizados que substituíram a orgulhosa cavalaria mantida pelo Exército na cidade de Jundiaí.

O teatro Polytheama chegou a ficar em ruínas na década de 1970 e uma grande mobilização popular e artística garantiu sua restauração nas décadas de 1980 e 1990.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A esplanada (ou belvedere), um dos principais pontos sociais da cidade na segunda metade do século XX, foi reformada e voltou à sua função original de permitir a visão panorâmica do Vale do Rio Guapeva em 2016.

A Pinacoteca Municipal “Diógenes Duarte Paes” preserva o prédio do Grupo Escolar Siqueira de Moraes, de 1897, que motivou a escadaria de 120 degraus criada no início do século XX para acesso de estudantes da área da Argos.

O Teatro Polytheama, como pavilhão em 1911 e no formato de cineteatro em 1927 (recuperado em 2006 com campanha popular e projeto de Lina Bo Bardi), sedia boa parte da vida cultural da cidade.

Além do “mirantinho” da rua Conde de Monsanato para a visão do Vale da Estrada de Pirapora e Serra do Japi, o trecho contempla casarões históricos (como a Casa Rosa) e projetos culturais (como o Projeto Guri).


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Direita (Barão de Jundiaí), Rua Vigário João José Rodrigues, Rua Conde de Monsanto, Rua Major Sucupira

Esplanada Monte Castelo, Mirantinho da rua Conde de Monsanto para Vale da Estrada de Pirapora e Serra do Japi

Conexão pedestre com Argos (escadaria e rampa), com Ponte Torta e com Largo do Pelourinho


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Escadão

Grupo Escolar

Polytheama

Projeto Guri

Museu da Energia

Casarões




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Bela Vista

Esse morro secundário do centro interfluvial foi nivelado com a retirada de solo para o aterro da várzea do rio Guapeva, na segunda metade do século XX, e abrigou referências industriais da cidade.


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A parte baixa da área, junto ao córrego do Mato, formava na década de 1940 um pequeno lago onde moradores faziam piqueniques e até passeios de barco na antiga “chácara dos Gelli”.

Saíram também dessa área industrial boa parte das máquinas de costura usadas em todo o Brasil no século passado, com a fábrica da Vigorelli, que tinha inclusive sua vila operária e seu anfiteatro.

A área também abrigou espaços musicais como os bares Cequiçabe ou Choise de Loque na década de 1980. E também outros, como um bar dedicado à torcida do Paulista Futebol Clube com um “galo” na fachada.

A escadaria entre as ruas Bela Vista e Raquel Carderelli guarda marcas dos aprendizes industriais em sua passagem diária por esse caminho.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A praça Arnaldo Levada, na área voltada ao córrego do Mato, é uma referência do setor musical e gastronômico dessa área.

Na parte alta, o discreto “mirantinho” voltado para o Vale do Rio Guapeva é um dos motivos do nome do lugar.

A escadaria é uma ligação entre a parte baixa e o eixo da Bernardino de Campos, que leva ao Largo da Matriz.

O lado oposto do córrego do Mato coloca como vizinha externa da área a também antiga Vila Iracema.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Bela Vista, Rua Marcílio Dias, Rua Raquel Carderelli, Rua Paul Harris, Rua Dora Franco

Praça Arnaldo Levada, Praça Sebastião Rolla, Mirantinho para o Vale do Rio Guapeva

Conexão pedestre com Córrego do Mato (escadaria), com Estrada de Pirapora (ladeira), com Largo Santa Cruz e com Largo da Matriz. Acesso de ônibus pelo Terminal Central.


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Vigorelli

Mirantinho

Bar do Galo

Praça da Nove

Sesi

Fachadas




NOME DO LUGAR MAIS FOTO PRINCIPAL MAIS TEXTO – à ESQUERDA

Largo São Jorge

O uso do conceito “largo” se aplica pelo entorno da antiga Fábrica de Tecidos São Jorge, ocupada atualmente (2016) por um supermercado. Residencialmente, essa área urbanizou-se no século XX como Vila Boaventura.


CÍRCULOS à DIREITA DA COLUNA PRINCIPAL

O Grupo Escolar Marcos Gasparian, criado em 1955 em substituição à Escola Mista da Creche da Fábrica São Jorge (1946), ocupou inicialmente o prédio da esquina da rua São Jorge com Boaventura Mendes Pereira.

A área abrigava diversas nascentes nas encostas e um pequeno riacho que deságua no córrego do Mato que está praticamente enterrado nos dias atuais.

A convivência entre casas operárias e modernas foi uma das características da ocupação dessa área central.

O local abrigou conversas da criação do jornal “O Jundiaiense” na década de 1950.


TEXTOS DE ATRAÇÕES à ESQUERDA NA PÁGINA DIREITA

A área mais baixa do setor, na rua Gregório Farias Paes, abriga bares e eventos.

O antigo prédio da escola Marcos Gasparian abriga o Clube de Xadrez XIII de Agosto e o Clube dos Surdos de Jundiaí.

O largo, em um morro à margem do córrego do Mato, forma um “mirantinho” no início da rua Aldemar Pereira de Barros (com acesso por escadaria ou ladeira para a avenida Nove de Julho).

Uma escadaria na antiga várzea da rua Bonifácio José da Rocha conecta a área com a praça Antonio Mendes Pereira.


LINHAS SOBRE RUAS, PRAÇAS E ACESSOS PEDESTRES ABAIXO DAS ATRAÇOES

Rua Boaventura Mendes Pereira, Rua São Jorge, Rua Joll Fuller, Rua Petronilha Antunes

O largo tem acesso próximo pelo Terminal Central.

Conexão pedestre com Largo das Rosas (escadaria), Largo Santa Cruz, Largo dos Andradas


FOTOS PEQUENAS EM FORMA DE “FILME” VERTICAL NO EXTREMO DIREITO

Fábrica São Jorge

Mirantinho

Escadaria e Praça

Antiga Escola

Riacho Remanescente

Vista Antiga do Córrego do Mato






46


Franciso de Matheo

Tibiriçá

Marcela Formico

Alexandre Oliveira

Roberto Franco Bueno

Eduardo Carlos Pereira

Walter Fagundes Morales

John Monteiro

Geraldo Tomanik

Mário Mazzuia

Júlia Heimann

Araken Martinho

Beatriz Nowick

Virgílio Torricelli

Ariosto Mila

Vasco Venchiarutti

Mozart da Costa

José Luiz de Carvalho

Helena Travalim de Oliveira

Jussara Escadao

Mirza

Antonio Sarasá













Largo como visão de espaço imediato e da “região”


Praça Governador Pedro de Toledo e Praça Marechal Floriano Peixoto

Praça Rui Barbosa

Praça Barão do Japi

Praça Dr. Domingos Anastácio

Praça dos Andradas

Praça da Bandeira

Praça Barão do Rio Branco

Praça São Lázaro

Praça Interna da Cia. Paulista

Praça Interna da Argos

Praça do Velório Adamastor Fernandes

Praça Dom Pedro II

Praça São Bento

Praça Tiburcio Estevam de Siqueira

Praça Sete de Setembro (Erazê Martinho)

Praça Aristeu Perdiz

Praça São Jorge

Praça Arnaldo Levada


Ponte como eixo de cidade e da “identidade”


Ponte Torta

Ponte de Campinas

Pontes da Argos

Ponte de São João

Ponte de Itatiba


Ponte da Tiradentes

Ponte da Luiz Latorre

Ponte da Eduardo Tomanik

Ponte da Conrado Offa


Ponte da Rua do Retiro


Ponte da Abílio Figueiredo

Ponte da Atílio Vianelo

Ponte da José do Patrocínio



Design urbano como história e “evolução”


Largo do Pelourinho

Praça Rui Barbosa

Beco, Groovys, Le Coq, Casario, Blackout, Igreja do Rosário, Quartel

Gabinete, Casario, Hotel Rosário, Arqueologia, Mirante da Marcílio, Pizza

Matriz, Monte Castelo

Ruas Antunes e Direita, Travessas Pelourinho


Largo da Matriz

Praças Governador Pedro de Toledo e Marechal Floriano Peixoto

Prefeitura, Ipiranga, Marabá, Pauliceia, Cristal, Footing, café

Coreto, Solar, Carderelli, Fachadas, Marabá, Dadá, Mirim, Antiga Camara

Ruas Antunes e Direita, Travessas Imperial, Triunfo, Padroeira, Concórdia


Estrada de Pirapora

Praça Aristeu Perdiz

Romarias, Vasquinho, Sao Cristovao, Dalmo, Olarias

Anchieta, Sabores, Bares, Escadaria, 13 de Maio, Fachadas

Ruas Baronesa do Japi, Saúde e Bom Jesus, travessas Monsanto e Atílio


Largo São José

Praça Dr. Domingos Anastácio

Gasogenio, cemitério, carros de praça, quilombo

Galerias, salões, lanchonetes

Ruas do Comercio, Vigario, travessa da matriz



Estrada de São João

Praça da Estação Central

Ponte de São João

Esportiva, aposentados, pedestres, escola parque

Estação, viaduto, sebo, comércio, fachadas, bares

Ruas XV, Prudente, Estrada S Joao


Largo Santa Cruz

Praça da Bandeira

Ponte da Rua do Retiro

Escola Parque, rodoviaria,

28, igreja do rosario, serra do japi

Ruas Baronesa, Concordia, Petronilha, Retiro, Triunfo, Bernardino



Largo dos Andradas

Praça dos Andradas

casinhas, puericultura, teatro

circuito alternativo, casarão

rua anchieta, adolfo gordo, boaventura, do meio ou nova


Largo São Bento

Praça São Bento

hospicio, morto 1932, escravos

mosteiro, mirante, praça, fabrica de vinho, gregoriano, locatelli, clube

rua são bento, jorge zolner, campos sales, leonardo


Largo do Chafariz

Praça Barão do Japi

cavalos, abolição, ferroviários, caminho da palha

choperias, restaurante, ateliês, fachadas

rua prudente, xv, dr almeida, estrada velha, abolição


Barreira

Praça Barão do Rio Branco

Pontes de Itatiba e da Tiradentes

terremoto, mineração-caipira, ferroviários, matadouros, olarias

retificação, centralidade, samba, bares, sabores, viadutos, poesias


Ponte de Campinas

Praça São Lázaro

Pontes da Antonio Segre e Nove de Julho

guerra do paraguai, secos e molhados, guerra de 32, uvas

sororoca, cruzeirinho, ciclofaixa, semiramis, restaurantes


Largo da Cadeia Velha

Praça Tiburcio Estevam de Siqueira

carnaval, artesanato, greve 1906, bares

conde, centro das artes, busto eloy, gremio,


Largo do Cemitério

Praça da Caixa D´Água

paulista, goticos, bares, vista panoramica

padaria, tumulos, caixa de agua, vila torres neves, rua anchieta, jd brasil-g9

benjamin constant, campos sales, luiz rosa



Companhia Paulista

Praça Interna

relogio do apito, senai, sorocabana e conexões, oficina de gigantes, fepasa, corrego, fosforos

museu, est juventude, fatec, praça 1 de maio, fachadas próximas, celmi

av ferroviarios, rua abolicao, são bento, siqueira, dr almeida







Ponte Torta

Praça Sete de Setembro (Erazê Martinho)

Ponte da Atílio Vianelo

1888, industrializacao, 50 mil tijolos, italiano

monumento, eventos, salao dança, academia, bares próximos, bloco

rua torta, rua atilio, patrocinio, senador, odil


Largo das Rosas

Praça Dom Pedro II

fratellanza, chacara urbana rappa, praça viva

pa central, casa da criança, dom abade, capela hospital, bares

rua são vicente, joao lopes, euclides da cunha


Argos

Praça da Vila Argos Velha

Pontes da Vigário e da Dr. Cavalcanati

fase textil, greves, cantinas, corais,

receita, argos, biblioteca, parque guapeva, fachadas

ruas cavalcanti, vigario, monteiro lobato, ernesto diernehsen



Esplanada Monte Castelo

Praças do Escadão

industrial, grupo escolar, energia

polytheama, pinacoteca, mirantes

ruas barao, major sucupira, secundino, monsanto


Bela Vista

Praça Arnaldo Levada

Ponte da rua Abilio

vigorelli, bares, paulista, lagoa, corrego

mirante, bares, hotel, restaurante, banca, escadaria

rua bela vista, petronilha, marcilio, dora franco


Largo São Jorge

Praças São Jorge e Antonio Mendes Pereira

Ponte da rua Gregório Farias Paes

escola no clube dos surdos, fabrica, jornal 1960, vila boaventura

mirante, escadaria, eventos, bares, nascentes, corrego

ruas são jorge, boaventura, joll fuller




1. Capa


mosaico cercado por águas

pontes como conexões

brasil profundo

400, 360, 150




2. Jundiahy

4. Mapas*




6. Largo da Matriz


procissão secular

cinemas

sabores




8. Largo do Pelourinho

10. Largo São José

12. Estrada de São João

14. Largo de Santa Cruz

16. Estrada de Pirapora

18. Largo do Chafariz

20. Barreira

22. Ponte de Campinas

24. Largo de São Bento

26. Largo da Cadeia Velha

28. Largo dos Andradas

30. Largo do Cemitério

32. Companhia Paulista

34. Ponte Torta

36. Argos

38. Esplanada Monte Castelo

40. Largo das Rosas

42. Bela Vista

44. Largo São Jorge

46. Ficha Técnica

48. Contracapa








































 
 
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