oficinas socioambientais

VOCÊ E O ANTROPOCENO





Estamos vivendo uma das fases mais críticas da aventura humana, mesmo equivalente na dimensão da vida a apenas três segundos de suas 24 horas de duração. Em pouco tempo, espécies de referência em nosso imaginário ecológico como os gorilas, os rinocerontes ou os ursos polares podem desaparecer em uma das maiores extinções em massa de todo esse tempo. E até culturas locais devem sumir e levar consigo receitas, sabores e cosmovisões.


Mas o caráter digital do século XXI nos leva a um potencial de ampliação das trocas entre grupos mais distantes, embora nem sempre com o calor humano da proximidade. Serão necessários instrumentos de diálogo, de pesquisa e de conexão de conhecimentos científicos e tradicionais.


Esta proposta visa compartilhar reflexões (com educadores, lideranças comunitárias, empreendedores, crianças, idosos ou tomadores de decisão) sobre esse cenário e em torno de cinco eixos conceituais (nosso habitat, diversidade agrobiológica, imperialismo ecológico, o impacto das cidades e o período antropoceno).


Todos possuem sólidas referências em pesquisas, livros e experiências. Estive das mobilizações pelo tombamento da Serra do Japi, na virada dos anos 1980, a campanhas em defesa da Amazônia Brasileira, nos anos 2000, passando no caminho pela colaboração com a Agenda 21 Brasileira ou com a construção do Plano Diretor Participativo que buscou reaproximar o território do município de Jundiaí (SP) com sua condição de Área de Proteção Ambiental.


As oficinas


A proposta envolve cinco encontros em grupo.


Em “nosso habitat” conversaremos sobre o bioma em que vivemos, algumas de suas características, a relação entre solos, topografia e clima, a fauna e a flora, curiosidades de outros biomas conhecidos dos participantes (como outras regiões do país) e os símbolos associados a cada local.


(Se formos trabalhar com crianças, uma boa lembrança é o jogo de pegadas da Associação Mata Ciliar ou uma trilha monitorada com os “animais invisíveis” da Reserva Biológica da Serra do Japi)


Em “diversidade agrobiológica” conversaremos sobre a origem dos alimentos e dos medicamentos usados em todo o mundo e como isso está relacionado com a diversidade social e cultural. Pensaremos também na padronização do gosto pelas grandes redes globais e nos produtos típicos de cada lugar, relacionados com produtores rurais ou comunidades ou povos tradicionais.


(Se fomos trabalhar com crianças, vamos envolvê-las com suas famílias ou vizinhos para descobrir costumes e sabores pitorescos e depois levá-las para os jardins temáticos sobre isso no Botânico ou para conversas com agricultores da Feira Orgânica ou das Rotas Turísticas).


Em “imperialismo ecológico” conversaremos sobre como as regiões temperadas do globo acabaram sendo europeizadas durante a globalização surgida no século XVI e acelerada a partir do século XIX, com paisagens transformadas por essa cultura principal tanto nas zonas urbanas como rurais. E também abordaremos que a maior diversidade biológica encontra-se ainda nas regiões equatoriais, que abrange justamente as maiores florestas tropicais do planeta.


(Se formos trabalhar com crianças, podemos usar uma visita ao Museu da Companhia Paulista para apontar que a chegada da energia a vapor devastou árvores antes que a eletrificação tornasse os trens mais sustentáveis do que o monopólio dos derivados do petróleo).


No “impacto das cidades” vamos conversar sobre a concentração da espécie humana em metrópoles e cidades grandes e médias para lembrarmos da possibilidade de redução de impactos ao alcance das pessoas como o consumo mais consciente, da redução de gases-estufa, da conservação de áreas verdes e patrimônios históricos e da busca por uma economia mais inclusiva e sustentável.


(Se formos trabalhar com crianças, é uma boa oportunidade para especular com elas sobre os motivos da sombra da árvore ser mais fresca do que a sombra do concreto).


Em “período antropoceno” vamos conversar sobre o que cientistas estão tratando como uma era geológica posterior ao Holoceno, que teria iniciado há 10 mil anos. O motivo da proposta do Antropoceno, com ponto de início ainda em debate (entre 1850 e 1950), é o surgimento de materiais nunca antes existente na natureza e agora muito volumosos no mundo como o plástico, o alumínio ou as ligas entre minerais antes incompatíveis (além da nanotecnologia ou da biotecnologia).


(Se formos trabalhar com crianças, pode ser outro momento para envolvê-las com seus familiares ou vizinhos sobre o que não existia antes – e do que são feitos).


Algumas referências


Me considero um ativista pela vida. Sou bacharelado em Ciências Sociais pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), especializado em informação ecológica pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e formado em Jornalismo pela PUCC (Pontifícia Universidade Católica de Campinas).


Atuei no projeto da Agenda 21 Brasileira, com o Ministério do Meio Ambiente; na campanha O Cupuaçu é Nosso, com o Grupo de Trabalho Amazônico; no processo do Plano Diretor Participativo, com a Prefeitura de Jundiaí; no projeto Jarinu Tem Memória, com o Centro de Memória da Unicamp; e na campanha pelo tombamento da Serra do Japi.


Entre referências de minha lembrança imediata para esses temas estão Eduardo Viola, Alfred Crosby, Eduardo Vasconcellos-Neto, Laymert Garcia dos Santos, Muriel Saragoussi, Warren Dean, Thomas Lovejoy, Benki Ashaninka, Marcos Pinheiro, Adriana Ramos, Mauro Romero, Jan Gehl, Oswaldo Sevá e Afonso Peche Filho.


O formato inicial de conversa é aberto com uma provocação feita com alguns dados e comentários gerais, seguido por uma rodada de intervenções sequenciais sem interrupção. Uma pausa para água e contatos horizontais é feita enquanto colocamos os temas surgidos em um “flip chart” de papel ou eletrônico. Dessa forma, podemos retomar a conversa em forma de diálogo usando esse registro como ajuda-memória, sem limitar seu desenvolvimento. Já o formato do trabalho com crianças é definido caso a caso.


As cinco oficinas podem ser realizadas ao longo de uma semana, espaçadas ao longo de cinco semanas seguidas ou adaptadas a outros períodos.


CONTATOS


arnaldo@jundiahy.com.br

(11) 9 8684 4918

 
 
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